ESCREVER PRÁS PAREDES

É frustrante, apesar de tranquilo, manter a porta fechada ao retorno de quem se sente motivado(a) para deixar um comentário ao que escrevo (quase) todos os dias.
Até porque sempre foi essa a alma deste blogue e porque só dessa forma consigo evitar o desconforto de sentir o que escrevo como um monólogo, mesmo sabendo que assim não é.
Eu prefiro comunicar a duas vias e sinto a falta da presença regular de alguns/algumas de vós nesta companhia virtual que se gera na caixa de comentários de cada posta. Mesmo que haja dias em que o "silêncio" se torna indispensável para fazer uma pausa para reflectir ou colocar outros assuntos em ordem.

Nunca consegui manter este esquema da porta fechada por mais do que um dia ou dois. Até porque a vossa reacção é a única que posso obter ao que me esforço para fazer bem, as postas que são pedaços de mim. E é desconsolador constatar a ausência de um comentário, de um contacto, de uma simples apreciação do que fiz.
Admito que me é difícil blogar desta forma, verdadeiramente a sós.
E a constatação de quão solitário é o acto de escrever, de criar seja o que for a partir do nada, estampada no nosso rosto quando damos pela falta de uma opinião é terrível e obriga um gajo como eu a preferir arriscar meia dúzia de atoardas que se apagam com um clique. É isso ou a impressão de que ninguém ligou pevas ao trabalho que se produziu.

Reabro de novo a caixa, pois sinto a falta de quantos(as) encontram motivação para apreciarem o que consigo fazer para cada um(a) de vós. É assim que me sinto blogueiro e é assim que o charco se caracteriza.

Um blogue é o espelho do dono.
O meu fala demais...
publicado por shark às 17:08 | linque da posta | sou todo ouvidos