A POSTA PIEGAS

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Sendo um gajo emocional dou valor a merdas sem jeito nenhum. Agarro-me a símbolos, a ícones, a representações dos meus ideais fantasiados. E depois fico à mercê de quem não sobrevalorize essas tretas e as destrua inadvertidamente ou mesmo de propósito, conhecendo-me a sensibilidade excessiva para com essas coisas (na prática) insignificantes.
As nossas vulnerabilidades são as nossas fraquezas e nem toda a gente hesita em as explorar, nem que seja apenas para chamar a nossa atenção. E eu vou recebendo os golpes, um atrás do outro, enquanto me esforço por encontrar um sentido para algo que nunca fará sentido algum.
Depois tento comparar as acções de quem me magoa com as que esse alguém toma em relação a outras pessoas, a outros símbolos (que não sou só eu a alinhar com mariquices) e caio em mim. É um desgosto enorme quando descobrimos que afinal não somos tão especiais como julgamos.
Hoje sinto-me vulgar. Apenas mais um (desculpa, Eufigénio, não era para ti).

Mas também, quem me manda alimentar uma costela piegas num mundo talhado para a frieza dos tubarões?
publicado por shark às 11:00 | linque da posta | sou todo ouvidos