A POSTA NA BUSCA

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O Google é um instrumento valioso para colmatar a falta de inspiração (ou de arcaboiço intelectual) de qualquer blogueiro. Basta uma simples pesquisa com base em termos genéricos para nos depararmos com informação que nunca nos passaria pela cabeça existir ou, em alternativa, para a simples análise dos números nos permitir obter conclusões ou suscitar interrogações pertinentes.
Numa altura em que se aproxima um evento de suma importância na FIL, o primeiro salão internacional erótico de Lisboa (SIEL), achei importante centrar a minha atenção nos temas relacionados com a coisa.

E assim comecei a minha pesquisa com as duas palavras que me ocorreram no âmbito do meu objecto de estudo: pénis e vagina.
Saltou-me à vista uma realidade perturbadora: enquanto o termo pénis obtém cerca de 243 mil referências, a sua congénere feminina merece apenas umas meras 93.200 citações.
Claro que isto causou-me estranheza. Se a maioria dos frequentadores da internet são homens, como se explica este desnível em matéria de informação disponível?

Concordarão que algo de estranho estará por detrás do desequilíbrio em causa e as explicações plausíveis não sossegam ninguém.
Será que os homens andam obcecados pelo penduricalho?
Será que a malta acredita que há maior procura de índole fálica?
Será que o pipi está a perder popularidade no ciberespaço?

Estas e outras questões afloram-me a mente quando reparo nesta estatística que me surpreendeu. Até porque o termo boca devolve nada menos do que 604 mil resultados (uma popularidade que me surpreendeu e que reflecte uma determinada propensão que se confirma mais abaixo), enquanto o ânus se aproxima perigosamente (74.400) da que eu julgava ser a mais procurada das coisas num mundo virtual predominantemente masculino. E este factor acentua-se com a confrangedora realidade do termo mamas na internet em português. Uns míseros 61.800 resultados googlianos a evidenciar a falta de entusiasmo pelos atributos femininos. Preocupante, a meu ver, este estado de coisas.

Claro que nesta altura já vocês perceberam que esta posta não acrescentará algo de novo ao vosso manancial de conhecimentos. Todavia, o SIEL justificou uma abordagem inicial e genérica ao tema e confesso que não me ocorreu assim de repente uma forma de introduzir esta semana de charco dedicada ao tema erotismo e afins.
Mas se a análise apressada dos números que cito nesta posta não permitem tirar conclusões de caras e até pode perfeitamente ser interpretada como um mero encher de chouriço, é igualmente verdade que vos facultará um ponto de partida para um exercício mental acerca de um tema que fascina qualquer pessoa.

E o próprio Google prova que em matéria de sexo as prioridades até nem estão assim tão mal definidas na net. A cabeça, o órgão sexual por excelência, ocupa um lugar de destaque neste “estudo” que convosco partilho (738.000) e isso prova que não é por desconhecimento de causa que a malta prefere escrever acerca de pilas.
Afinal, a preocupação com o pénis que os números evidenciam acaba por de alguma forma se reflectir na popularidade da alternativa mais à mão quando este falha no cumprimento dos seus desígnios. A língua, apesar de a dizerem traiçoeira em português, bate o recorde de preferências. Um milhão e setenta mil.
Abstenho-me de comentar. E vocês?
publicado por shark às 15:32 | linque da posta | sou todo ouvidos