ANALISA-MOS TODOS

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(Perdão, <u>analisamos</u> todos)
Isto dos blogues ainda tem muito por descobrir. Existem fenómenos inexplicáveis que as pessoas fazem acontecer ao ritmo alucinante que isto nos impõe. Muitos fenómenos sem explicação aparente e que podem suscitar alguma curiosidade por parte de quem os observa, fazendo ou não parte desta comunidade que, no fundo, deixa transparecer muito (tudo?) da merda de mundo que estamos a construir lá fora.
Isto porque tendemos a tornar-nos pessoas muito pequeninas, mesquinhas, pobres de espírito. E isso nem a blogosfera consegue filtrar. Os estúpidos podem ter um sucesso do caraças enquanto malta cheia de talentos permanece discreta no meio da floresta de umb(i)logs, sem a projecção(?) que meia dúzia de parvalhões armados ao pingarelho obtêm nos contadores desta merda ou daquela. E às vezes perdemos a noção do ridículo e começamos a tentar perceber o porquê destas coisas acontecerem.

Já passei por uma fase assim, na minha adolescência blogueira. Perdia o sono, incapaz de compreender porque uma posta que eu, o juiz em causa própria, achava tão boa e ninguém lhe ligava pevas. E depois saía-me uma caca, julgava eu, e toda a gente visitava e comentava e dava mostras de gostar. Fazia-me confusão, mas depois concluia: "quem sou eu para determinar o certo e o errado nas opiniões das outras pessoas, no cariz da sua intervenção?". E foi assim que deixei de me preocupar em demasia com as verdades(?) expressas neste ou naquele instrumento de medição e, acima de tudo, com as que dizem respeito aos blogues dos outros.

Mas nem todos pensamos assim nesta comunidade virtual. Existem os xicos-espertos que insistem em escalpelizar esta merda ao pintelho para se arvorarem de entendidos na coisa. Verdadeiros cientistas amadores. Opinam com a certeza no cagar de quem nos lê e nos interpreta como se de cobaias se tratem. Percebem tudo, teorizam e experimentam, extraem conclusões à brava a partir dos seus testes tão rigorosos como a prova de sabor planta. Deviam entreter-se a provar o sabor do Xau Silvestre, para saberem o que é bom e não esbanjarem o seu tempo de antena na blogosfera armados em doutores.
É que não existem dados adquiridos, nem estudos conclusivos, que permitam a qualquer papagaio palrar acerca de algo de que sabe tanto como eu sei de lagares de azeite. Sabemos o mesmo, népia, e temos que reduzir-nos à insignificância que a nossa "quota de mercado" nos contadores traduz (se nos faltarem outras referências). Palpites todos dão e são livres de os dar. Certezas e conclusões? Não me flixem...

Somos livres de publicar o que nos der na bolha. E isso também se aplica aos iluminados que nos dissecam. Mas somos igualmente livres de os mandar à merda ou, em alternativa e para manter o ambiente cordial, dizer-lhes que não concordamos com a sua douta perspectiva acerca da maioria das coisas. E deixarmos de lhes dar conversa depois, para não insistirem em levar-se demasiado a sério nestas andanças. E nas outras, já agora.
publicado por shark às 14:50 | linque da posta | sou todo ouvidos