BLOGS DE MENINAS QUE DÃO A VOLTA POR CIMA DEPOIS DE UMA DESILUSÃO

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E eis-nos chegados à nossa habitual rubrica no programa “Como Vindes Cá Parar”. Não sei se já vos referi, mas gosto muito de rubricas habituais. É uma forma muito arrumadinha de vendermos o nosso peixe. Damos um nome à coisa e vamos botando umas larachas a (des)propósito seja do que for.
O problema é que eu não sou um gajo arrumadinho. Antes pelo contrário. Funciono bem numa desorganização desde que seja desorganizada por mim. E sei sempre que papéis constam das duas pilhas com cerca de trinta centímetros de altura que ornamentam o tampo da minha secretária como dois enormes arranjos de flores murchas.

E a despropósito de coisas murchas, regresso ao tema (à rubrica) principal desta posta que é, como já terão percebido, a análise das curiosas expressões que atraem freguesia ao charco via motores de busca.
A que mais me intrigou do mês passado, “a antiga adolescência”, fez-me pensar no conflito de gerações, um fenómeno sempre controverso e actual. E intrigou-me por ser uma expressão que joga certo com a minha forma de estar na vida. Sou um digno representante da antiga adolescência que, por se manter presente na minha atitude, se transfigura numa moderna adolescência pela sua permanente actualização.
A antiga adolescência era um nadinha desvairada. Pelo menos a minha. E recomenda-se.

"Generosidade", outra expressão importante nos critérios de busca, é o que não falta nesta casa. O charco é generoso em tudo, mesmo nas suas fraquezas. Um mãos largas...
Mas também é generosa a expressão que dá o título a esta posta. Exemplos a seguir, sem dúvida. Tristezas não pagam dívidas, isso qualquer menina desiludida sabe, e há que dar a volta seja por cima, por baixo ou pelos lados.

“Comentários sobre medicina alternativa” têm muita procura no charco. E com alguma legitimidade, pois o espírito do Charquinho não é alheio ao de qualquer boa ervanária. Aliás, sempre fiz a apologia das melhores ervas e da respectiva liberalização nos consumos portugas. (Legalize it!)
Terapia de grupo também acho piada. Mesmo em grupos de dois. Mas isso já a medicina tradicional descobriu também...

Se há uma expressão que faz todo o sentido encaminhar pessoas para o charco é esta: “a química que existe no beijo”. Tá tudo aqui, o que há a saber sobre a química e sobre o beijo (com exemplos práticos). A química que existe no beijo, só para resumir e vos poupar às respectivas fórmulas, é basicamente idêntica à da nitroglicerina. Pelo menos no efeito, quando a coisa se agita.

E termino a rubrica com um mistério: “lista de schindler – quem era a menina de vermelho”. Eu, que assisti à estreia do filme em solo germânico e chorei que nem uma madalena no fim por causa da reacção dos krauts, preocupou-me mais na altura perceber o porquê de o Spielberg fazer tanto barulho em torno de um playboy alemão porreiraço e deixar à margem um discreto portuga que morreu na miséria depois de salvar mais de 30 mil judeus. Aristides de Sousa Mendes, um dos meus heróis.
Se calhar era por o nome ser mais comprido e difícil de pronunciar...

Ah, a menina de vermelho era a mesma que protagonizou mais tarde o célebre “The Woman in Red”. Como ela cresceu...
Fez-se uma mulherzinha.
publicado por shark às 16:21 | linque da posta | sou todo ouvidos