A POSTA QUE SIM

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Ontem foi um dia especial para mim na blogosfera. Por diversos motivos, com a mesma hierarquia no contributo para a felicidade que me proporcionaram como blogueiro e na pele de uma pessoa comum.
Como qualquer ser humano normal tenho os meus pontos fracos. E também tenho momentos menos bons (referi alguns), nomeadamente os que implicam alguma insegurança. Até porque sou um indivíduo mais dado à emoção descontrolada do que à cautela racional. Vulnerável perante fenómenos de rejeição

Isto de ser blogueiro é uma aventura para um tipo como eu. Um tipo como eu só pode blogar de uma maneira: como um tipo como eu. As naturais limitações de um tipo como eu só atrapalham se descartarmos a hipótese de, a espaços, conseguir transcender-me para as compensar. Noutras palavras, potenciando os recursos e a motivação um tipo como eu é capaz de não fazer má figura. A reacção à posta anterior enche-me de confiança porque me ajuda a acreditar que sou capaz de dar a volta, quando as coisas correm menos bem. E contribui para a minha felicidade porque as pessoas, muitos de vós, entenderam o problema e reagiram como seria de esperar. Gente boa, comportam-se como amigos sem me conhecerem de lado algum (na sua esmagadora maioria) que não neste mundo virtual.
Para perceberem a relevância de cada uma das presenças registadas na minha caixa de comentários, atentem bem na figura patética que eu ontem faria se ninguém passasse cartão ao texto que escrevi...
Um tipo como eu envaidece-se de partilhar o tempo com pessoas assim, capazes do melhor, tão inteligentes quanto sensíveis, tão exigentes quanto disponíveis. Simplesmente sensacionais.

Para mim a blogosfera são as pessoas e o resto são efeitos especiais em HTML.
Os riscos que corremos todos, neste trapézio sem rede, só os acredito compensados pelos laços de amizade que a blogosfera nos permita criar. Relações alicerçadas, na prática, pelas palavras que partilhamos e pelas atitudes que tomamos no dia-a-dia desta intensa e (regra geral) espontânea interacção.
Alguém é capaz de me citar uma compensação mais gratificante do que esta maravilha de que tento dar-vos conta, deste belo dia na blogosfera, tão especial para um tipo como eu?

Aposto que não.


Nota do editor: Apresentamos a nossas desculpas pela interrupção. Esta postura lamechas, da qual não se publicará uma trilogia, é alheia à nossa vontade em teoria mas irreprimível na óptica do utilizador.
O Charquinho retoma a programação habitual dentro de alguns instantes.


Nota do editor 2 (alter ego do primeiro): A ilustração acima é da autoria do famoso desenhador João Pedro da Costa, do famoso blogue Ruínas Circulares, a quem paguei uma pequena fortuna (por causa da taxa de urgência, tinha que ser para hoje mas o tipo estava numa festa qualquer à volta de um arbusto tripeiro).
Aposto que ninguém tinha adivinhado...
publicado por shark às 11:20 | linque da posta | sou todo ouvidos