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CHARQUINHO

Sedento de aprendizagem, progrido pelos caminhos da vida numa busca incessante de espíritos sábios em corpos docentes. (sharkinho at gmail ponto com)

CHARQUINHO

Sedento de aprendizagem, progrido pelos caminhos da vida numa busca incessante de espíritos sábios em corpos docentes. (sharkinho at gmail ponto com)

03
Mar05

LÍNGUAS AFIADAS

shark
Esta é mais para despegar o meu amigo do crucifixo onde o pendurei. Até porque confesso que nem ontem ao serão (quando escrevo a maioria das minhas postas) nem hoje ao longo do dia encontrei uns minutos para escrever a posta costumeira.
Porém, a mais recente “bronca” da blogosfera mais próxima (que teve início numa posta do Barnabé, espalhou-se ao 100nada, incendiou o Afixe, alcançou o Renas e ainda faz correr tinta virtual numa data de espaços colegas), essa reacção em cadeia incentivou-me a falar um pouco acerca do assunto, aproveitando uma pausa estratégica.

Até porque eu próprio já dei início a reacções do mesmo género, em menor escala (felizmente), e percebi nessa altura que isto da blogosfera já atingiu um ponto (em expansão e em expressão) que nos obriga a levar muito a sério aquilo que postamos. E isto aplica-se a qualquer blogue, pois as broncas tanto podem ter início numa posta política como num momento menos conseguido de humor. Ou até num comentário palerma (como é mais minha tradição). Nem nos comentários podemos dar-nos ao luxo de abardinar. As pessoas lêem, as pessoas reagem e ninguém consegue ficar indiferente ao clima que se instala. E se estala...

No meu Afixe, as águas agitaram-se a tal ponto que até pareciam ter partido dali as ondas de choque que tantas palavras produziram. Mas não. É o tal efeito bola de neve que as nossas intervenções mais polémicas podem iniciar e que acabam por confirmar, pela sua intensidade e pela dimensão que atingem, o interesse que as pessoas têm por este fenómeno, a importância que lhe atribuem e o respeito que isso nos exige quando lhes damos algo a ler. É essa a principal conclusão que extraio de mais um momento de azedume blogueiro.
A sensibilidade dos outros não pode ser descartada do que afirmamos. Não pode e não deve. A inteligência também não. Os outros, que sou eu e que são vocês, porque gastamos parte do nosso tempo a dar atenção ao que a blogosfera produz, merecem toda a consideração. No meu entender, é esse o ponto de partida para tudo o mais. E justifica até que nos reprimamos de vez em quando, que nos tentemos impor alternativas menos agrestes para exprimirmos as nossas posições. Não é diferente do que tentamos fazer numa mesa de café. Não pode ser diferente. Sob pena de qualquer dia nos fartarmos de más ondas e irmos surfar para outras paróquias.

Eu adoro isto. E postas bem esgalhadas como a que hoje nos ofereceu o Oldman abrem-me os olhos, todos os dias e em muitos blogues, para a falta que esta maravilha me fará se um dia definhar por causa da falta de contenção verbal generalizada. Até me passava...

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