FOME DE CONVERSA

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Foto: Shark

Já pouco resta daquilo que foi. Cada vez mais sobra daquilo que seria.
O desperdício de um futuro alimenta-se do que num passado se acumula em vão. Simples termos de comparação, engolidos pelo tempo, soprados pelo vento das páginas de um menu escrito à pressa na areia de uma praia qualquer. Efémeros.
Sem opção, a fome da emoção devora no presente as raízes daquilo que a alimentaria depois de crescer.
Semear para colher.
Temporais, coisa trágica.

A esperança, tão humana, tem instintos canibais.
E a memória, leviana, tem tiques de autofágica.
publicado por shark às 01:02 | linque da posta | sou todo ouvidos