O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

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Faltam apenas dez anos para que os danos provocados na nossa atmosfera atinjam o ponto sem retorno. Isto quer dizer que no nosso tempo de vida e, pior ainda, na juventude dos nossos filhos, o planeta estará irremediavelmente condenado a uma lenta e cataclísmica extinção.
Alguns teóricos advogam mesmo uma relação causa-efeito entre as alterações climáticas já verificadas e a periodicidade e violência dos sismos. Se repararmos na destruição associada ao fenómeno El Niño, torna-se natural a associação de ideias à mais recente das tragédias e uma pessoa tem mesmo que abrir a pestana.

Há quem preconize para o Alentejo o mesmo destino do Sahara. A seca prolongada que estamos a enfrentar vai repercutir-se sobretudo nessa região mais árida do país, servida por um rio paupérrimo e com o caudal a oscilar em função das necessidades espanholas.
Paradoxal: quando a calota polar ceder de vez, boa parte do território acabará submersa como preconiza a ilustração acima.

Dez anos é daqui a nada.
Vamos ficar na História como a geração que o permitiu, a que assistiu impávida ao mais dramático e irreversível dos desmazelos. Entregamos aos mais novos um legado envenenado e sem esperança de um futuro tranquilo para os que lhes sucederão.
Por este caminho, com o nosso quinhão de indiferença, talvez as consequências terríveis deste erro colossal que partilhamos nos poupem a embaraços muito prolongados...
publicado por shark às 11:36 | linque da posta | sou todo ouvidos