(EXCEPTO COM A IRMÃ DA CANHOTA)

Às vezes percebo pelas vossas reacções, as públicas (na caixa) e as privadas (por email, pessoalmente ou por telefone), que o meu discurso induz alguns erros de interpretação. Sou um homem dado a paixões, a emoções fortes. Fascina-me a sedução. E não consigo esconder a minha atracção pelo sexo oposto, o mais irresistível dos apelos, talvez a verdadeira força motriz do homem que sou. Desde que me conheço esforço-me por adaptar a minha conduta, a minha sensibilidade e outros aspectos da minha presença na vida ao que as mulheres que me interessam possam esperar de mim.
Por outro lado, não abdico de valores que defino como prioritários e que colidem de forma frontal com o perfil do príncipe encantado que preenche a regra geral do imaginário feminino. Como a falta de disponibilidade para me assumir fiel a alguém, em quaisquer circunstâncias, e mesmo com a noção de que isso me torna pouco menos do que repelente aos olhos de boa parte dos seres humanos que mais aprecio.

Quem me ouve ou me lê cria uma imagem que me esforço por aproximar da realidade do homem que sou. Porém, existem aspectos que escapam a quem não convive comigo no dia a dia, dados importantes para afastar os rótulos que começo a ver repetidos nas palavras de quem manifesta as suas opiniões a meu respeito.
Sou, advirto-vos, impossível de rotular. Sou de esquerda, mas coloco a Pátria acima de qualquer ideologia. Sou libertário, mas não dispenso o respeito e a disciplina. Sou atesoado, mas não alinho em balbúrdias que possam colidir com os valores que acima aflorei.

Quero com isto transmitir uma noção um pouco mais conservadora da minha maneira de estar, alguns pormenores que vos ajudem a compor melhor o retrato do indivíduo oculto neste instante por detrás do vosso monitor.
Nunca me envolveria com a mulher, a namorada ou mesmo a amante de um amigo meu;
Nunca faria falsas promessas a alguém, ainda que se tratasse da mais desejável da mulheres, mesmo que isso me garantisse nesse instante the fuck of the century;
Nunca admitiria o contacto sexual com uma parceira que me parecesse susceptível de sair emocionalmente prejudicada na ressaca desse contacto necessariamente ocasional;
Nunca iria “prá cama” com uma mulher sem a firme intenção de tornar esse momento memorável e, por inerência, rejeitando todas as premissas que o pudessem vulgarizar;
Nunca me rebaixaria perante seja quem for, a pretexto de não comprometer as minhas hipóteses de fornicar com essa pessoa.

Não gosto do termo fornicar. E, contrariamente ao que se possa pressupor, os princípios acima enumerados (apenas alguns) fecham-me a porta à maioria das fornicações de que poderia usufruir, caso flexibilizasse os critérios em função dos apetites da pila (que muito valorizo, mas não ao ponto de lhe confiar qualquer capacidade de decisão).
Assim sendo, e antes que se agarre ao Sharkinho a fama de engatatão inveterado e indiscriminado, chamo a vossa atenção para o facto de as pessoas serem um mundo, de serem compostas por uma infinidade de merdas que as tornam únicas e, nalguns casos, especiais.
Eu não sou especial. Mas o meu percurso pela vida, fora como dentro da blogosfera, justificam-me uma imagem que não se coaduna com dados adquiridos ou com a falsa noção de que vale tudo menos tirar olhos na minha forma de estar. Eu falo, falo...
Mas nunca forniquei.

olhosnoolhos.jpg
Olhos nos olhos. Em nu integral...
publicado por shark às 11:12 | linque da posta | sou todo ouvidos