A POSTA PICTÓRICA

No futebol nunca me destaquei, pois apesar da entrega e da emoção era desastrado e capaz do melhor e do pior. Mas ninguém podia acusar-me de não me bater por melhorar e de não insistir até ao limite para justificar a minha inclusão na convocatória.
Como em tudo o resto na vida, sempre detestei jogar a suplente e lutei muito pelo meu lugar na equipa principal.

Estava atento ao que o “mister” dizia, mas raramente fazia no campo o que lhe prometia em vão. Não tinha “disciplina táctica”, acusava. E punha-me de castigo, na bancada. E eu revoltava-me contra o que considerava uma injustiça, um exagero, considerando os momentos bons que proporcionava à equipa quando um remate à baliza levava a melhor direcção.

Um dia fartei-me de insistir. E entreguei-lhe um cartão, quando me desvinculei do clube e rumei para um de maior nomeada onde vinguei como goleador, que rezava assim:

Isto: . é um ponto final.
Sem… (reticências, queria eu dizer)
publicado por shark às 15:03 | linque da posta | sou todo ouvidos