Quinta-feira, 04.08.11

A POSTA NO DIREITO DO CONSUMO (2)

Um conceito que se vulgarizou e ganhou novos contornos por via da sua aplicação corrente, amplamente divulgada na Comunicação Social pela sucessão de excessos cometidos em matéria de ligações perigosas, é o da promiscuidade.

Esta palavra tão em voga visa atribuir um cunho negativo a algo que embora generalizado não passa de uma prática daquelas que desvirtuam o funcionamento das pessoas e das instituições, podendo até minar a sua operacionalidade por lhe adulterarem a missão.

 

Quando o professor Mário Frota, indignado (também) pela confusão entre a associação de consumidores que lidera e uma outra organização alegadamente com os mesmos objectivos mas de génese empresarial, desabafa essa realidade bizarra a primeira coisa que me ocorre é o absurdo implícito em ser atribuído tanto destaque a uma empresa que escolheu os direitos do consumidor como mote para a sua obtenção de lucro e tão pouco a uma associação propriamente dita e com provas dadas naquilo que é o seu objectivo único.

O absurdo, de resto, abraça-se ao ridículo quando percebemos que faz tanto sentido ter uma empresa a zelar pelos direitos dos consumidores como termos uma associação de defesa do consumidor a representar os interesses de comerciantes ou de industriais.

 

É confusa, esta coisa da promiscuidade, precisamente pelo evidente contra senso destas misturas de narizes em matéria de tentações demoníacas que resultem destes pactos com o diabo da sede de poder ou de lucro (que é quase a mesma coisa).

Contudo, facilmente imaginamos o anjinho no gerente de uma empresa que defende os seus consumidores das restantes em rota de colisão com o diabinho que na sua consciência de gestor alerta para a receita extraordinária que uma simples omissão pode providenciar.

 

E é aí que percebemos a existência de um risco óbvio, o de prevalecer, nem que seja por uma questão de sobrevivência do projecto (para todos os efeitos) comercial, o apelo financeiro sobre a questão dos princípios.

 

publicado por shark às 15:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

FLOWER POWER

malhadas

Foto: Shark

publicado por shark às 10:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Terça-feira, 02.08.11

A POSTA SOBRE CARRIS

Realidades imutáveis, verdades impossíveis de alterar para diferente, para melhor, são sinónimo de derrota para quem se queira agarrar à mentira representada pela ilusão.

Não importa quantos são os obstáculos que não se logra transpor e enfatizar os ultrapassados constitui não mais do que uma panaceia para o desconforto que sentimos quando a verdade é a doer e é daquelas que nos fazem perder quando pouco mais resta do que empatar para adiar a constatação.

A vida pode revelar-se obstinada, persistente, particularmente motivada no sentido para nós proibido, aquele que queríamos perdido para sempre nos confins da desorientação das coincidências que se vestem de sorte ou de azar.

A vida pode não achar que devamos ter uma pequena palavra a dizer no rumo escolhido e depois opta pela falta de sentido que é como uma lição de humildade extraída de uma realidade imposta pela teimosia do destino traçado por uma força superior ou apenas pela maior relevância de um factor que terá escapado ao nosso controlo ou simplesmente à nossa atenção.

E entretanto a vida passa destravada pela estação onde nos deixamos ficar, à espera dos milagres sem a bagagem de fé que os possa sustentar em teoria, depois de afastada tal hipótese pela franqueza brutal da lucidez, e só quando a vemos ao longe percebemos que a vida não espera por passageiros apeados pelos seus dilemas intrincados, pela sua desistência mal disfarçada por tentativas débeis de alterar as realidades imutáveis que o tempo transforma aos poucos em folhas secas arrastadas pelo vento no espaço mais recôndito das recordações que bem podíamos dispensar.

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publicado por shark às 15:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 01.08.11

TONS DE VERÃO

entre a folhagem

Foto: Shark

publicado por shark às 21:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

A POSTA NUMA SÉRIE DE TRÊS

Se há coisa que o quotidiano marado a fervilhar de gente meia tola traz de novo aos apreciadores da Ficção Científica como eu é a maior facilidade de adaptação aos ambientes alienígenas.

Por isso mesmo acompanho três séries de FC com o dedo do McGiver (Richard Dean Anderson, um cromo porreiro) que protagoniza a primeira (Stargate SG1) e faz uma perninha aqui e além nas outras duas (Stargate Atlantis e Stargate Universe) sem estranhar qualquer bizarria extraterrestre.

 

Um dos aspectos mais apelativos desta trilogia é o requinte na concepção dos inimigos que os terráqueos enfrentam em qualquer dos três cenários.

O tal stargate que dá nome às séries é um dispositivo que permite viajar entre planetas sem necessidade de meio de transporte, a malta entra no que parece água no interior de um anel de pedra ou de metal e segundos depois sai por um outro anel situado num planeta e até numa galáxia distante. E é aí que dão de caras com os maus, sempre refinados filhos da mãe com poderes xpto. Eu passo a resumir, só para vocês apanharem a essência da coisa.

 

Temos o primeiro dos inimigos, uma criatura parecida com uma serpente mas com umas pernitas que lhe permitem introduzir-se nos hospedeiros, os humanos espalhados pelo universo por antigos habitantes com ligações egípcias (até as naves deles são pequenas pirâmides), e transformarem-nos numa espécie de escravos de um mauzão pior do que os outros.

Como se isto fosse ameaça menor para um planeta tão pacato como a Terra, a esses maus sucedem-se uns evangelizadores à bruta que tratam os humanos como os espanhóis trataram os Aztecas quando não aceitam a sua fé. Esses evangelizadores possuem, como é óbvio, poderes imensos e controlam as cabeças fracas da malta sem precisarem de se enfiarem no seu interior.

E ainda temos no SG1 os replicadores que, como o nome indica, multiplicam-se como coelhos. Só que são máquinas, parecem enormes aranhas de metal e isso causa enorme transtorno aos heróis da série: o McGiver, mas numa versão mais metralhadora e menos pastilha elástica chamado Jack O´Neill, um antropólogo e linguista que com tanto tiroteio se transforma aos poucos num fuzileiro com mestrado (Dr. Daniel Jackson), uma cientista que até é oficial da Força Aérea e por isso é tão boa na porrada como na inteligência brilhante e até é loura (Samantha Carter) e, para completar o quarteto de bons mais a boa, temos um dissidente do inimigo original (dos tais com réptil embutido) que fala pouco mas é grande como dois e dá um jeitão quando há sarilhos nos tascos interplanetários que eles vão conhecendo ao longo dos seus passeios pelos anéis.

 

Já a Stargate Atlantis reúne um lote diferente de heróis e desenrola-se a partir de uma colónia de exploradores que são enviados pelo tal anel mágico, só com bilhete de ida, para a cidade perdida da mitologia terrestre.

Os inimigos nessa série são igualmente muito maus. Trata-se de uma espécie mutante, uns insectos que de tanto se alimentarem de humanos acabam por ficar parecidos com eles, a falarem inglês e tudo. O problema é que continuam a alimentar-se de humanos e fazem-no de uma maneira que não lembra ao escaravelho: espetam as unharras no peito das pessoas e sugam-lhes anos de vida até a vítima ultrapassar o prazo de validade.

Ainda por cima os melgas dos maus possuem capacidade de se auto regenerarem e mais facilmente morreriam com uma boa borrifadela de baygon naqueles focinhos do que a tiro.

Mas pronto, a equipa da Atlântida lá vai dando a volta aos bichos das mais variadas formas.

 

Finalmente temos outro grupo de terráqueos, o da Stargate Universe, que se vêem a bordo de uma nave espacial com piloto automático sem poderem regressar à Terra.

As peripécias deste grupo nómada vão acontecendo quando param nos planetas para esticarem as pernitas enquanto a nave dos Antigos (os antigos habitantes da Atlântida) não parte para outra estrela (onde se abastece de combustível, assim numa visão futura dos carregadores dos carros eléctricos que andam a ser instalados em Portugal) ou para outro planeta com anel (o tal stargate) instalado.

Os maus, neste caso, tanto podem ser humanos desviados do bom caminho por alguma necessidade ou ambição como podem ser naves de guerra não tripuladas e programadas para destruírem toda a tecnologia diferente da sua, remanescentes da aniquilação total de duas facções em disputa.

 

Para mais pormenores, é procurarem na Zon o canal MOV ao final da tarde e assistirem a um episódio de qualquer das três séries, todas elas giras de acompanhar e sem nada de suficientemente estranho nos comportamentos da malta e mesmo dos maus para o telespectador comum se sentir desajustado.

publicado por shark às 11:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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