Quarta-feira, 17.11.10

A POSTA QUE VIRA O DISCO E TOCA A MESMA

Mais uma vez estou a ser confrontado com um barrete por parte de um amigo.

E nem sequer é do barrete que enfiei, o propriamente dito, que me queixo.

Aquilo que faz mossa é mesmo o barrete que o próprio amigo constitui quando o vejo a rastejar por entre as pedras da argumentação vaga para escapar a qualquer tipo de responsabilidade que implique algum tipo de perda da sua parte.

 

Podia não ter sido dessa forma, mas calhou ser ele, amigo de longa data, a insistir num dado negócio. Recusei por duas vezes, mas a proximidade da relação aliada ao facto de eu efectivamente confiar na sua integridade levou-me a encontrar uma solução que viabilizasse o negócio em causa.

Na minha perspectiva o simples facto de ter sido ele a impingir deveria bastar para soarem os sinos de alarme quando a coisa deu para o torto e aquilo que lhe comprei deu raia. Mas não. Soaram sim os meus, nesta rotina de sucessivas desilusões com quase toda a gente de quem me aproximo em demasia. E percebi de imediato que estou (outra vez) confrontado com uma conversa difícil e cujo desfecho provavelmente será o do costume: fico com a razão mais o prejuízo e risco mais um nome da agenda telefónica...

 

Não sei mesmo se é de mim. Já estive na pele do outro neste caso concreto. E instintivamente reagi como sempre achei que me competia, assumindo a responsabilidade, mesmo apenas de índole moral, que me competia. Sobretudo quando estão em causa amigos ou familiares não me revejo em descartanços, em sacudidelas vagas de água do capote que me fazem sentir que hipoteco a própria alma se o fizer.

O meu amigo não vê as coisas assim. Acha que o problema é meu, o do prejuízo e o da perda de confiança implícita.

 

Eu também acho que o problema é meu. Mas a este ritmo de sucessivos baldes de água fria já não falta muito para que passe a ter como consequência nestas coisas apenas e só o prejuízo material. E esse sim, vale o que vale...

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publicado por shark às 12:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

DUELO IBÉRICO

Não, o título não evoca o particular de logo entre Portugal e Espanha, tal como não respeita à dúvida acerca de qual dos dois países terá tentado (alegadamente) viciar as regras do jogo no processo de candidatura à organização conjunta de um Mundial de futebol.

 

O duelo que se perspectiva é qual das duas nações da península será a primeira a amochar diante do BCE, do FMI e de quem mais queira esfolar a pele da presa fácil em que nos tornámos às mãos do torniquete capitalista.

publicado por shark às 09:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Terça-feira, 16.11.10

PONTO G - UM PONTO FINAL NA SUA INTERROGAÇÃO

Já há uns tempos falei aqui de um dos mais populares mitos urbanos, o célebre Ponto G. Na altura não vinha nada a propósito, tal como agora, mas dada a importância que a malta acaba sempre por atribuir a estas coisas da anatomia e do seu manancial recreativo entendi por bem repescar o assunto.

Até porque de política não percebo nada. E de sexo também não, como esta posta ajudará a confirmar.

 

Do Ponto G salta à vista o facto de se tratar de uma zona específica do corpo (e da mente, arriscaria eu) de uma mulher que funciona, diz-se, como uma espécie de lado on de um interruptor. Ou seja, um tipo dá com aquilo sem querer e a parceira transita de icebergue a vulcão num abrir e fechar de olhos, sendo garantido o prazer absoluto à fêmea em causa. Pura mitologia, portanto.

Todavia, a fé neste mecanismo miraculoso que tantas horas tem ocupado aos mais crentes e laboriosos (tão escassos que correm o risco, eles próprios, de se tornarem tão utópicos como o mito de que vos falo - falo não no sentido erecto da expressão) terá pois um efeito quase imediato na, digamos, predisposição da proprietária desse território mais procurado do que o petróleo no Beato.

Naturalmente, alguns machos da espécie parecem quase obcecados com a descoberta desse santo graal da coisa e concentram boa parte do seu empenho na busca incessante do tal ponto G ao ponto, passe a redundância, de se esgotarem nesse esgravatar sendo essa uma das explicações possíveis para que a duração média de um acto sexual se cifre nos três minutos (subsequentes às três horas entretidas na exploração que mais parece uma procura de unicórnios).

 

Por outro lado, a estatística associada ao ponto G não favorece os mais fervorosos. De acordo com a informação disponível, e apesar de existirem até diagramas que localizam o dito ponto num local específico no interior da dita cuja - alvo de contestação por parte de quem acha que isso seria fácil demais e por quem até não se importa nada com os esforços dedicados a tal causa, o ponto G não está sempre localizado no mesmo local em cada pessoa. Pior ainda, estamos a falar de uma pessoa do sexo feminino e aí as variáveis tendem para o infinito, como qualquer matemático de pacotilha consegue calcular.

Existe ainda uma corrente que defende uma proliferação de pontos G por todo o corpo, bastando apenas certificar-se o explorador de que nenhum centímetro quadrado fica por sondar nessa demanda pelo botão mágico que transforma qualquer amante num sucesso sem precedentes (estou a rir mas é dos nervos, não levem a mal). Os mais cépticos, no entanto, contestam essa abordagem por considerarem tratar-se de uma versão oportunista (nada feminina, nesse caso) destinada apenas a funcionar como uma espécie de cenoura pendurada diante dos, digamos, menos clarividentes.

 

Alguns estudiosos deste tema fascinante, nomeadamente os mais dados ao trabalho de campo, reclamaram para si os louros da descoberta deste tão prodigioso eldorado do sexo, embora nunca faltem as vozes oponentes que os acusam de se fiarem em demasia nas manifestações exteriores de satisfação cuja fiabilidade se sabe hoje (como ontem já se sabia) ser sobremaneira questionável.

 

E se os mais veteranos escarnecem os que ainda se dão a tais trabalhos de pesquisa do que a sua experiência de vida lhes ensina não passar de uma metáfora ou pouco mais, já os mais novos, a geração playstation, provavelmente desistirão do ponto G no momento em que se aperceberem de que nunca irão dispor de um comando à distância para a sua activação.

publicado por shark às 15:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

 

paço a paço

Foto: Shark

 

publicado por shark às 15:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A POSTA NO PERIGO AMARELO

De acordo com a versão familiar o meu avô paterno, que por pouco não conheci porque entendeu passar-me o testemunho alguns meses antes de eu poder agarrá-lo, temia imenso o perigo amarelo. Não eram os russos, não eram os espanhóis, não eram sequer os hippies americanos que ofereciam (quanta generosidade...) droga embutida em rebuçados e outras iguarias, eram mesmo os chineses.

E eu, que em teoria me quero distante de quaisquer racismos ou xenofobias, tento perceber porque herdei a aparente aversão instintiva ao tal perigo que representava a nuvem negra no horizonte do meu iletrado mas sagaz parente.

 

Temer um destino semelhante ao reservado aos tibetanos, uma ocupação militar do tipo praga de gafanhotos, nem tínhamos munições que chegassem para todos, é um receio que me soa ridículo quando afinal até consta que eles nem enterram cá os seus mortos e por isso não é com certeza a apropriação de território um dos seus interesses.

Claro que, ainda assim, uma pessoa põe-se na pele dos patrícios do Dalai Lama e até se arrepiam logo os pelos que conservam o registo genético dos portugas de 1640. Isso não invalida, porém, que a perspectiva da entrada de hordas com olhos em bico por todos os lados tresande a ridículo. Até porque usurpar um país enterrado até ao pescoço implica arriscar a passada na mesma areia movediça e ter que comprar a pronto um sarilho que se pode suportar em suaves prestações ao longo dos anos intermináveis de agonia financeira que se perfilam, esses sim, como exércitos invasores da nossa qualidade de vida burguesa.

 

Sobra então o medo à invasão das divisas. Valha-nos Nossa Senhora dos Aflitos que nos transformam o comércio local numa sucursal made in china e nunca mais voltamos a ter lojas dos trezentos sem pronúncia mandarim.

Tento perceber, sem sucesso, se passaria por aí o temor instintivo do meu avô aos chineses. Contudo, mais uma vez o senso comum me deixa em palpos de aranha para justificar alguma medida de precaução contra essa ameaça externa insidiosa que pode comprar-nos as almas ao ponto de recebermos o Presidente da China como um imperador e deixarmos o Chefe de Estado de uma nação que era soberana (sim, o Tibete) sem direito sequer a uma recepção oficial.

Espera lá... Mas isso até aconteceu mesmo em Portugal.

 

E é aqui que todo o meu eu paranóico se agita em teorias da conspiração, monstros horrendos saídos da minha imaginação fértil em ervas daninhas e necessariamente influenciada por uma linhagem de gente que jamais lhes teria devolvido Macau sem ao menos uns tiritos como ainda demos nas saudosas Goa, Damão e Dio.

Vamos lá a ver. Somos todos gente boa, malta porreira e tal, mas isso de uma pessoa se submeter ao alegado interesse do colectivo ao ponto de abdicar da própria liberdade de decisão acerca de quantos filhos pode ter é mesmo um cenário de terror para nós tetranetos dos herdeiros do espírito da Revolução Francesa. Mao, Mao maria que isso nem pensar e fiquem lá na vossa terra armados em controleiros que nós por cá ainda mandamos em nós próprios e o livre arbítrio só pode ser condicionado por via de reviengas legislativas e manipulações mediáticas que nos arrastam como folhas ao vento de Outono as correntes de opinião que depois, como se vê, nos fecundam à grande e à francesa e a nossa Revolução envelheceu imenso e está com péssima cara.

 

Porém, o povo, essa massa anónima de gente que pensa cada qual por si mas no fim acabam por pensar quase todos o mesmo, vê o país à rasca na sua própria aflição ao fim de cada mês e até se predispõe a ir dizer adeus e agitar umas bandeirolas à comitiva que vinha a Portugal, como o Chavéz, baldar-se a uns trocados para nos aliviar a pressão dos mercados e então se calhar até são boas pessoas e agora até têm casinos e tudo e ninguém fixou sequer o nome do tal Nobel da Paz chinês que comprou uma guerra muito desigual e que dificilmente conseguirá ganhar e por isso a malta, o povo, até se deixa ir no embalo e tanto faz se o pilim chega da Venezuela, da Líbia, de Angola, da China ou da Papua Nova Guiné.

Tão dóceis e vulneráveis como cães famintos vadios abrimos os portões do castelo seja a quem for que abra as dos cofres para nos comprar com uma esmola que, com esta crise tão assustadora que espanta as pessoas para tudo quanto é concerto musical, jogo de futebol ou centro comercial onde se reúnam multidões, unidos venceremos, soa sempre a pão para a boca, a salvação dos couratos lusitanos. E essa, confiada a terceiros em vez de batalhada por quem a procura, nunca pode ser perigosa porque o dinheiro não mata, só engorda.

 

E não importa se é amarelo, vermelho ou de qualquer outra cor o perigo subjacente ao estatuto de quase refém de outra nação que um país pode assumir quando cede à tentação fácil que o dinheiro representa em tempo de aflição.

 

É sobretudo nessas circunstâncias que os países hipotecam a soberania mais depressa até do que o dinheiro perde a cor.

publicado por shark às 11:12 | linque da posta | sou todo ouvidos

FUJAM DA EXPO!

A vários dias do início do evento já se instalou o pandemónio no trânsito nas redondezas do Parque das Nações, pelo que a coisa só tenderá a piorar com o tempo.

 

Por isso recebam este conselho com a devida atenção pois vem de quem faz vida nesta zona: fiquem longe daqui até pelo menos à próxima segunda-feira...

publicado por shark às 10:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 15.11.10

CAVACO SABE DO QUE ESTÁ A FALAR

"Portugal não está de mão estendida."

 

O Charquinho está em condições de provar que o Presidente da República tem razão, pelo menos em parte:

 

 

dedo estendido

Foto: Shark

 

 

 

publicado por shark às 09:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Domingo, 14.11.10

À SAUDADE QUE MORREU

Saudade adormecida, verdade que se encontrava perdida no beco das negações.

O mimo das emoções fantasiadas, as palavras que se viram negadas quando se erguia mais alto o silêncio contraditório da voz da razão. Palavras que o coração bombeava mas a boca sempre calava quando acabavam de atingir, como um náufrago afogado à beira-mar, o ponto que julgavam ser o da sua salvação.

 

Saudade esquecida, mentira que se julgava escondida na travessa das omissões.

A farsa das imitações mal conseguidas, as palavras que se viram traídas quando subia mais alto o tom acusatório no calor da discussão. Palavras renegadas pelo coração mas que a boca sempre gritava quando tentavam agarrar-se, como trapezistas em plena queda no vazio, a algo que as poupasse à inevitabilidade da sua perdição.

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publicado por shark às 22:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

BLACK & WHITE

 

gaivota à vela

Foto: Shark

 

publicado por shark às 00:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Sábado, 13.11.10

A CUP OF MALKOVICH

Convém estarmos atentos ao céu nestes dias.

E não, não é por causa dos temporais. É que anda em Portugal o gajo que manda pianos de cauda para cima das pessoas só para lhes deitar a mão às máquinas de café...

publicado por shark às 23:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sexta-feira, 12.11.10

A JÚLIA O QUE É DE JÚLIA

Desde que dei comigo a procurar ansiosamente o botão do volume no comando da televisão para terminar com a tortura aguda da Júlia Pinheiro num programa qualquer da TVI ninguém me tira da cabeça que é dela a voz que canta naquele jingle irritante dos anúncios do Pingo Doce...

publicado por shark às 17:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

VERGONHA MAL GUIADA

Agora que a Amazon tentou justificar a aberração que acolheu, o Guia para Pedófilos, e apesar de a pressão externa ter feito recuar a organização nesse propósito, alguém deveria aproveitar a deixa para publicar lá o Guia para Capadores de Pénis Criminosos e Abjectos a ver como reagiam os senhores...

publicado por shark às 15:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 11.11.10

O MEU RIO CHAMA-SE TEJO

 

calma no tejo

Foto: Shark

 

 

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publicado por shark às 00:54 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 10.11.10

ORDEM DE SOLTURA

Caso se confirme que serão considerados inimputáveis por insanidade mental o tristemente célebre violador de Telheiras e a criatura que matou o namorado com ácido sulfúrico isso garantirá o mesmo estatuto aos juízes que assim o decidiram, caso cometam eles próprios qualquer crime no futuro (nomeadamente se algum deles se vir algum dia na pele das pessoas próximas das vítimas dos dois casos em apreço e perder a cabeça na sequência de decisões análogas)?

publicado por shark às 14:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

OITAVO DIA

Hoje também estou.

publicado por shark às 10:18 | linque da posta | sou todo ouvidos

CRÍTICO DE SOFÁ

crítico de sofá
Foto: Shark

publicado por shark às 10:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Terça-feira, 09.11.10

O CHARQUINHO ASSAPAR

Estou certo que desde o início dos tempos as pessoas, mesmo as pré-históricas, sentiram a necessidade de distinguir os melhores de entre a multidão, de exibir de alguma forma o reconhecimento do mérito, por exemplo do melhor caçador do clã em determinada época.

E estou igualmente convicto de que o nosso antepassado no centro das atenções da rapaziada peluda apreciava esse momento de glória, ainda que efémera, por se sentir especial e por achar que tinha valido a pena esfolar um bocado mais as canelas e levar umas marradas no corpo para conseguir afiambrar o mamute mais corpulento da manada.

Claro que a simbologia desse tempo até podia implicar um atesto colectivo de porrada no homenageado, mas se era assim que interpretavam a coisa é garantido que ele, mesmo todo partido no meio do chão, se sentia orgulhoso da proeza e tinha ganho o dia.

 

Nos nossos dias, com maior número de candidatos/as aos lugares de destaque, a competição por um lugar ao sol, por esse momento de destaque de entre a multidão, é feroz entre quem a procura como uma fonte de sentido da vida e constitui tarefa quase impossível para os restantes, nomeadamente os que aliem a falta de ambição à de talento ou de sorte ou de seja o que for que produz as distinções como a que serve de mote a esta posta.

Na blogosfera, onde toda a gente trabalha de borla, para além do gozo que nos dá fazer acontecer, apenas a estatística (sim, as audiências) e o reconhecimento por parte de outrem constituem incentivo para que alguém dê o melhor de si nesta via de comunicação.

Ora, estando a estatística condicionada por factores tão aleatórios como o jeito para bolar esquemas para atrair motores de busca, o estatuto de figura pública do autor, o tema de fundo do blogue ou a simples movimentação colectiva a cada momento, uma pessoa tende a enfatizar o reconhecimento, as distinções, como justificação para tanto tempo e energia investidos numa realização que, por todos os motivos e alguns, nunca garantirá a imortalidade seja a quem for. E ainda lhe garante umas chatices dispensáveis.

 

O reconhecimento que se pode obter na blogosfera chega-nos sobretudo do eco que nos dá quem nos visita, comentários e emails que dão conta da impressão que causamos com aquilo que somos capazes de produzir nesta plataforma.

Os links noutros blogues, outro medidor potencial da qualidade do trabalho, vão perdendo aos poucos esse estatuto pelo simples facto de que basta a ligação de amizade para os justificar, além de que não raras vezes existem blogues com menos visitas diárias do que links espalhados por aí…

Restam poucas alternativas para a constatação do tal reconhecimento público de que todos gostamos, sobretudo quando as queremos insuspeitas (se nada beneficiam com a escolha em causa) e isentas (quando nenhuma ligação ao autor as motiva) e preferencialmente abrangentes (por não lhes faltarem opções para o efeito).

 

Nesse contexto, uma distinção do Sapo acaba por ser, neste meio blogueiro onde não existem Óscares, uma lança em África, uma espécie de medalha virtual para quem a pode exibir durante umas horas com a satisfação do caçador de mamutes que se vê espancado pelo clã (sim, nisto da blogosfera também há muitas invejas e ciumeira e vontade não faltaria a muitos/as de molhar a sopa nas barbatanas do feliz contemplado).

 

E por isso, cá estou de novo em bicos dos pés a cantar vitória enquanto perscruto o horizonte em busca da melhor presa e vou afiando a ferramenta.

publicado por shark às 17:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)

É QUE SÓ PARAVA NAS BERMUDAS...

planadora
Foto: Shark

publicado por shark às 16:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 08.11.10

SÓ PARA MUDAR DE ASSUNTO

Agora que os chineses se preparam para comprar partes de bancos, da EDP e do próprio país presumo que quando a crise nos fizer bater bem no fundo em vez da sopa do barroso vamos fazer fila para uma de ninho de andorinhas...

publicado por shark às 00:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Domingo, 07.11.10

ESTOU COM ELA...

muito cheia
Foto: Shark

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publicado por shark às 23:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)

CINCO SECOS

Se já aconteceu no meu tempo de vida felizmente esqueci-me, mas só espero que no tempo que ainda me resta não tenha que passar por isto outra vez.

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publicado por shark às 22:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)
Quarta-feira, 03.11.10

O BOM SENSO REPIZZADO

Ao escutar o último disparate público de Berlusconi ocorre-me pensar que o tipo é um excelente exemplo do que nos esperaria por cá se um dia chegasse a Primeiro-Ministro, sei lá, um Alberto João Jardim.

 

(Numa versão talvez menos assanhada em matéria de gajas, enfim...)

publicado por shark às 20:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

MAIS UM NOME NA EXTENSA LISTA DA BARBÁRIE CONTEMPORÂNEA

Sakineh Mohammadi Ashtiani.

publicado por shark às 16:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA QUE NÃO É SÓ FACILIDADES

Isto da paternidade, porquanto insubstituível por qualquer outra maravilha das que a vida nos oferece, tem o senão de à intensidade da forma como a vivemos corresponderem, em proporção directa, situações complicadas de enfrentar.

Reguila como fui e tendo a marafilha herdado (demasiadas) características do pai é cada vez mais frequente ver-me na pele do mau da fita a julgar falhas dela que constam do meu currículo adolescente.

E se no que toca às questões ligadas, por exemplo, ao desempenho social consigo equilibrar o papel disciplinador com a abertura de espírito indispensável, no que toca ao percurso escolar, pela relevância, vejo-me encurralado quando as negas que ela me traz correspondem na íntegra às que eu próprio, num passado distante, produzi.

 

Sou um sortudo, ou tenho sido, no que concerne ao desempenho escolar da marafilha. Sem grande empenho (onde é que eu já vi este filme?) consegue notas que a colocam sistematicamente no terço superior da sua turma e até já lhe valeram uma passagem pelo quadro de honra de uma escola.

Esse facto, contudo, acaba por me complicar ainda mais a ingrata tarefa de aplicar aos desaires uma reacção proporcional à que assumo nas alegrias, imensas, que ela me dá.

A sério, sinto-me um biltre quando leio na sua expressão a tristeza por ter desiludido quem manifestamente mais se esforça por impressionar, mesmo tendo a noção de que não existem alternativas se quiser cumprir o meu papel de encarregado de educação que, bem ou mal, continua a parecer a melhor aposta no futuro dos filhos que tenhamos a nosso cargo.

 

No entanto, na hora de assinar um teste de Matemática com nota a vermelho, o instinto diz-me para não optar pela palmadinha nas costas, todo contente por ela ser tal e qual o papá em pequeno mas antes pela manifestação de desagrado tão contida quanto possível sem deixar de reflectir a minha preocupação.

É uma porra, isto. Tresanda ao conceito subjacente ao ser preso por ter cão...

Se uma pessoa facilita, desdramatiza em excesso ou faz de conta que não é nada os filhos podem ler nessas reacções um facilitismo que os irresponsabiliza. E se, pelo contrário, tentamos deixar clara a necessidade, a obrigação, de darem o litro no que de mais importante lhes compete nesta fase do percurso, carregados de sentimentos de culpa por termos que reagir mal a algo a que os nossos pais tiveram também de enfrentar,o cerco aperta-se em torno do dilema o que se quer e o que se deve fazer.

 

Sim, fui um cábula a Matemática. Detestei a imposição daquele engulho em vários anos da minha vida escolar e raramente consegui uma nota decente em função do meu esforço, pois era raro perceber o aeiou daquela disciplina que depois se chamou cadeira e eu continuei de pé...

E vejo, por comparação com as notas magníficas da marafilha em tudo o resto, que a malapata é hereditária e também ela tem ali um sacana dum desafio onde nem possuo capacidade para a ajudar a entender a matéria nem posso ignorar a minha função que implica fazer tudo ao meu alcance para que ela invista de si numa área do conhecimento criada para atormentar cérebros como o nosso.

 

E pronto, é isto.

Ou desabafava aqui ou iria ver-me grego para conter agora as lágrimas que a fiz verter não pelo que lhe disse ou fiz mas apenas pela desilusão que transmiti, enquanto adiava o abraço carinhoso e os muitos beijos que acabei por lhe dar depois...

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publicado por shark às 12:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Terça-feira, 02.11.10

BLACK & WHITE

solcobaça
Foto: Shark

publicado por shark às 23:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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