Domingo, 21.03.10

ANESTESIA

Varre para um canto, ignora, as coisas que te perturbam agora e abraça o passado recente com uma força urgente para preparar um futuro que aconteça. Não deixes que se esqueça o objectivo prioritário e varre o que se revelar desnecessário para debaixo do tapete virtual, concentra-te no essencial como o sintas se é verdade que acreditas, e não se trata de palavra vã, na pertinência de referir a existência de um amanhã.

 

Limpa da memória a parte menos bonita da história por instantes, recorda os momentos importantes que justificam a manutenção deste desafio ao coração e tira as tuas conclusões.
Lembra-te da força das emoções em causa, mesmo perdida, da vontade do outro como era sentida num tempo que ainda não acabou e que nos resta para fazermos do amor uma festa e não uma fonte de ralações que destrua aos poucos as ligações adormecidas, as convicções abaladas, por tudo aquilo que urge varrer para um canto anestesiado, para que deixe de doer.

publicado por shark às 14:33 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 20.03.10

LIMPAR PORTUGAL

Setenta mil toneladas de lixo recolhidas num só dia.

E nem um único órgão de poder ou sede partidária visitados...

publicado por shark às 20:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

VONTADE DE LUTAR

napoleónico

Foto: Shark

publicado por shark às 19:16 | linque da posta | sou todo ouvidos

COM OS MEUS BOTÕES

Nem sempre o caminho mais correcto, o procedimento adequado, corresponde no resultado ao que nos propomos obter.

A vida tem o dom de desfazer as certezas absolutas, as jogadas aparentemente astutas com as quais tentamos contrariar qualquer imprevisto, a causa e o efeito como parte de realidades distintas que nos obrigam a repensar a cada instante o quanto é importante não caminhar no arame sem a garantia de uma rede que nos ampare do chão.

 

A nossa influência nos outros, como na vida, não passa de uma ilusão de tão imprevisíveis nos revelamos na forma como nos adaptamos em função das prioridades que precisamos definir.

E de pouco vale insistir, mesmo variando a receita que afinal até pode tornar perfeita a situação para quem busca apenas um interesse egoísta ou se assume contrabandista das emoções.

Não passam de ilusões quaisquer veleidades de alterar as realidades determinadas pelas circunstâncias e que se reflectem nos desfechos que nos desiludem ou nos sinais que nos confundem e assim desmentem o que temos por certo e nos conduzem a uma travessia no deserto da insegurança, da desilusão.

 

Mesmo quando tentamos agarrar-nos à razão, a uma lógica infalível que afinal se prova quase sempre impossível de equacionar onde as variáveis se multiplicam a um ritmo infernal, e buscamos a serenidade na fuga aparente, um passo atrás para o dobro em frente, constatamos que de facto nunca paramos de recuar.

 

Claro que não deixamos de lutar, se é essa a massa que nos faz.

Mas por vezes os desafios tão exigentes colocam em causa até aquilo de que uma pessoa se sente capaz.

publicado por shark às 18:52 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA NAS COISAS DIFÍCEIS DE EXPLICAR

Um dos dilemas clássicos que envolvem em simultâneo a amizade e o amor é aquele tipo de situações estranhas da qual somos testemunhas e envolvem pessoas que nos são próximas.

O problema está em sabermos como nos compete reagir quando tomamos, involuntariamente, conhecimento de factos susceptíveis de comprometerem alguém ou alguma relação próxima de nós o bastante para nos sentirmos envolvidos em demasia na mesma.

 

Em causa está a namorada de um amigo meu. Por coincidência, obrigação profissional, participei com ela num evento e ouvi-a atender o telemóvel ao meu amigo duas ou três vezes diante de uma fulana qualquer. Mas depois ouvi-a a atender o mesmo namorado diante do marido da tal fulana (julgo eu) e o tom foi mais informal do que algum dia a ouvi usar.

Acabou por se afastar do outro e presumo que tenha inventado uma desculpa qualquer, nomeadamente dizendo que estava perto de um superior hierárquico ou assim.

Mas eu fiquei a pensar no assunto. E embora nunca tenha chegado a tomar uma atitude fiquei sempre incomodado por deixar o meu amigo na ignorância deste tipo de pormenores que, por muito boa vontade que se tenha, podem fazer toda a diferença na vida de alguém.

 

E partilho convosco este dilema porque sinceramente não sei o que concluir nem como proceder e na verdade não abundam os interlocutores válidos para me aturarem este tipo de interrogações...

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publicado por shark às 16:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

SEMPRE QUE A AMAVA

Sempre que a olhava percebia o privilégio. Sempre que a deixava cometia um sacrilégio e cumpria penitência, perturbado pela sua ausência, abrindo o peito aos requintes da maldade de um algoz chamado saudade que o consumia na câmara lenta, uma sensação que atormenta, um relógio imaginário com os ponteiros em sentido contrário, em rota de colisão com o caminho do coração acelerado pelo tempo quase parado, paradoxal, numa ansiedade fora do normal que o agitava por dentro e lhe baralhava as reacções.

 

Sempre que a pensava incutia mais tentações na vontade que já sentia de a tocar de verdade e de a arrepiar como se sabia capaz. Sempre que a deixava para trás, no seu ponto de partida, sentia a despedida como um castigo, a saudade sem abrigo exposta no olhar que a revelava, a imagem de um calendário com os dias em sentido contrário, no beijo demorado que anseia o tempo parado, contra-senso, e dessa forma acaba por anunciar, intenso, a chegada de um outro tempo que tanto custa a passar.

publicado por shark às 00:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Sexta-feira, 19.03.10

ESCULTURA INVICTA

torre esculpida

Foto: Shark 

publicado por shark às 22:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

TROCADO DA GAMA

José Lello deu pala de menino mimado com a sua birra dirigida aos jornalistas presentes no hemiciclo, queixando-se de eventual perda de privacidade, e Jaime Gama lembrou-o que os computadores do Parlamento não são de uso pessoal, deixando o deputado numa fraca figura.

Esteve bem.

 

Mas depois o Secretário de Estado da Educação, José Trocado da Mata, esqueceu-se de respeitar a ladainha regimental e o Presidente da AR tratou-o como um fedelho mal comportado, assumindo o papel de careta que Lello havia protagonizado.

Esteve mal.

 

Insultuoso, afinal, foi ver os deputados fecharem à bruta os computadores que não lhes pertencem, numa falta de respeito bem mais lesiva da imagem e do funcionamento do plenário do que qualquer lapso no início das intervenções.

publicado por shark às 20:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)

NÃO PARECE SER ESSE O CRITÉRIO HABITUAL, VENDO BEM AS COISAS...

Espero que os militantes do PSD não escolham o líder do partido pelo seu aspecto físico.

 

(Manuela Ferreira Leite, a propósito da escolha do seu sucessor.)

publicado por shark às 20:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

ASAS DE FANTASIA

asas de fantasia

Foto: Shark 

publicado por shark às 01:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quinta-feira, 18.03.10

ALMA DE GAZELA

Sentindo-se cativa, a gazela selvagem começou a definhar e nada parecia resultar no sentido de lhe devolver a energia que o seu tratador bem sabia ser maior quando, num tempo anterior, ela corria à solta pela savana e nada a abrandava, nenhum leão a caçava por quão perto chegasse da corredora.


Prisioneira por distracção num breve momento de hesitação, tentava nem olhar para os grupos a passar lá fora, para lá da cerca que a separava da vida como a conheceu.
Olhava para o céu e parecia que voava por instantes, mas depois ficava como pouco antes. Prostrada num canto sem reagir, frustrada por não sair daquela prisão que a limitava no desejo que outrora a motivava para correr.

O tratador, cada vez mais afeiçoado ao seu espécime capturado por mero acaso que a sorte lhe concedeu, olhava igualmente o céu e interrogava a consciência por não possuir a sapiência suficiente para lhe dar a volta e incentivá-la a sentir-se solta o bastante naquele campo imenso que colocara ao seu dispor. Mas ela sabia muito maior o lado de fora e a sua alma corredora não suportava aquela condição que parecia afectar-lhe o coração em algum ponto da cabeça, cada vez mais tensa pela necessidade indomável de espernear.

 

Sentia a falta de contactar com a sua espécie, de poder vaguear em território de predadores em busca da adrenalina que lhe faltava agora e isso atrofiava a sua vontade de correr.
Parecia desfalecer quando tentava uma curta caminhada, o tratador com uma esperança renovada que acabava por ficar pelo caminho da gazela até à porta ou mesmo a uma janela de onde pudesse ver e sentir o sol.
Tinha dias, por alguns instantes, em que quase conseguia sentir-se como dantes mas depressa desistia do esforço em vão. Na cabeça ou no coração algo a impedia de recriar a sensação cuja ausência sentia como uma saudade mas na dura realidade esse esforço que a consumia não bastava para inverter o processo a decorrer.

 

Era ingrata a missão do tratador cuja ilusão de guardar só para si aquele magnífico exemplar igualmente sucumbia aos poucos à verdade diante do seu olhar. Tudo fazia para rejeitar o impulso de abrir o portão e confiar à gazela a decisão de ficar onde fome jamais passaria e nenhum predador a atingiria como as cicatrizes na pele provavam ter sido sua provação.
Contudo, a sua lucidez não lhe permitia ignorar que desfez uma força que tanto admirava e em cativeiro definhava e o seu peito batia descompassado perante o ar desconsolado da sua refém.


Já nem sabia se fizera mal ou bem quando a salvara, sonhador, com a sua habilidade de tratador, de um destino que julgava pior se o caminho anterior a conduzisse a alguma armadilha das que a vida coloca.

Um dia decidiu e o portão finalmente abriu para que a gazela escolhesse a opção que melhor lhe serviria.
Prendeu os olhos, como nunca fazia, num ponto fixo do horizonte e tentou fingir-se ausente para não a perturbar e para de alguma forma lhe permitir quebrar quaisquer laços que a amarrassem ao lugar onde cada vez parecia menos pertencer.
Recordou-a em liberdade, alegre, sempre a correr.

 

E deixou-se ficar à espera, imóvel, até o sol desaparecer por completo no céu, ansioso por encontrá-la ali dentro enquanto voltou, sem pressas, a fechar o portão.

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publicado por shark às 23:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

À BENFICA!

Sim, há Benfica a sério numa equipa capaz de dar a volta ao resultado perante um colosso como o Marselha.

 

Glorioso ÉsseÉleBêê!

 

(nota: desejo a maior sorte aos adeptos leoninos que visitam este espaço, no seu confronto decisivo com o Atlético de Madrid)

 

(nota 2: e o Porto? Com quem joga o Porto para as competições europeias?)

publicado por shark às 20:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

OS POBRES QUE PAGUEM A CRISE

Como quem não quer a coisa, Angela Merkel juntou à reafirmação de que os gregos estão por sua conta e risco no que respeita à crise que os asfixia (um precedente que serve de carapuça a Portugal por inerência se as coisas derem mesmo para o torto) a sugestão de que os países não cumpridores sejam excluídos da União Europeia.
Depois da euforia do alargamento chega a ameaça da confirmação de que a Europa dos ricos é mesmo uma espécie de clube privado selectivo onde os pobretanas não têm lugar.
E como ao nível onde Merkel actua não há distracções nem fumo sem fogo, o recado está dado e bem podemos preparar-nos para o pior ainda se o pior acontecer.

 

Nem faço ideia da dimensão do colapso financeiro de qualquer nação que se visse excluída da UE com base nesta política de banqueiro (lembram-se do guarda-chuva?). Na prática, subiu a parada e o camartelo pendente sobre os países em maior dificuldade transforma-se aos poucos numa espécie de guilhotina. O que Merkel afirmou é um claro sinal de que a crise está a fazer estalar o verniz e a provocar a típica reacção nacionalista do salve-se quem puder que muitos previram como consequência possível de uma fase menos boa da economia.
E ainda que não se venham a verificar as ditas expulsões, a simples menção dessa possibilidade permite-nos perceber até que ponto poderemos, se a coisa descambar mesmo, ficar em muito maus lençóis.

 

Eu duvido, sinceramente, que algum dos Governos dos países em piores condições possua um plano B para este tipo de contingência. Tudo, ou quase, no nosso sistema económico está pensado em função desse dado adquirido que é o estatuto de membro da organização que nos bons tempos se insinuava federativa e agora expõe o risco claro de fragmentação voluntária. Não creio que a verificar-se tamanha traição por parte da UE algum dos países potencialmente afectados não fique numa situação ainda pior do que a da Islândia.

E mesmo que tudo isto não passe da confirmação do pressuposto de que em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão, pela minha parte continuo receptivo ao regresso dos escudos no caso de a aventura da integração europeia deste país se revelar no futuro ter sido apenas um temporário conto de fadas.

 

Ou de reis...

publicado por shark às 10:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

SÓ EU É QUE O VEJO?

rocha nariguda

Foto: Shark 

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publicado por shark às 00:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A ESPAÇOS

Espaços em branco preenchidos pelos dados adquiridos numa ilusão barata.
As peças do puzzle em falta que afinal não encaixam, diferentes fusos horários, recortadas à pressa em tamanhos vários de forma grosseira e depois sai sempre asneira e fica a ilustração por completar.
A interrogação que paira no ar, ameaçadora, fantasma que aparece na hora fatal em que a história se conta mal e não desemboca num final feliz.
Uma árvore arrancada do solo pela raiz, como uma verruga. O tempo que se arrasta como uma tartaruga pelo areal de uma praia tão deserta que questiona a decisão mais correcta que antes se tomou quando o mapa do tesouro ainda tinha uma cruz.
O urro do vendaval que se produz acossado pelo temporal à vista no horizonte, o céu como uma ponte sobre o mar para cada nuvem se reunir às suas parceiras onde a terra começa ou acaba consoante a perspectiva.

 

Espaços vazios ocupados pelos sonhos retirados de cena no cinema interior.
As pastas de arquivo por arrumar, informação inacessível, reunidas em pilhas com altura variável em função de uma arbitrária definição de prioridades, na memória algumas verdades incómodas por com elas se comprovar a existência da mentira que naufragou no meio de uma borrasca.
A preguiça que se torna hipócrita na negligência da desculpa escrita tão ingénua que se torna confrangedor interpretá-la, fraca camuflagem para aquilo que se transforma numa miragem quanto mais próxima estiver do interlocutor.

 

Braços abertos para o amor pela vontade de o abraçar. E olhos sempre fechados, os pormenores ignorados pela necessidade de o preservar.

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publicado por shark às 00:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 17.03.10

A POSTA SEM ESPINHAS

Já aqui abordei em diversas ocasiões as várias costelas de gaja que vou encontrando ou os outros (as outras, queria eu dizer...) descobrem em mim. Sim, cometo uma heresia aos olhos dos machões viris para quem qualquer traço de feminilidade equivale a falta de tesão.

Mas não, precisamente por estar à vontade sabendo que nada tenho a declarar (a murchar?) nessa matéria é que posso dar o corpo ao manifesto sem temer a perda de prestígio junto dos mais preconceituosos do meu género. Ou do outro.

 

Claro que, mais uma vez, ninguém tem nada a ver com as tais características femininas que me tornam híbrido nalgumas matérias, sobretudo no plano emocional, embora não bastem para me confundir nas escolhas e ainda menos nas horas da verdade que a vida generosa sempre teve o cuidado de me proporcionar.
Todavia, um blogue pessoal deve ser intimista. Pelo menos na minha concepção da coisa, onde só vale a pena um gajo dar a cara sem tema concreto se tiver os tomates necessários para se expor aqui e além às reacções que tanto podem vir dos machões acima citados como das insuspeitas leitoras que por vezes também aí se revelam mais machonas até do que eu...

 

Tudo isto para vos dizer que sim, tenho no meu carácter de gajo hetero algumas miudezas que várias moças identificaram de imediato como coisas de gaja. É difícil precisar quais são exactamente, pois manifestam-se em situações esporádicas e não são, de todo, racionais mas instintivas. Mas são coisas pequenas, adianto, e em nada (espero) afectam a minha imagem máscula junto do belo sexo e ainda menos (felizmente!) diminuem o entusiasmo que me caracteriza nos contactos mais próximos com essas fontes de vida como as entendo.
Ou seja, mais importante do que a súmula desses pecados de traição à combinação dos cromossomas, detalhes, é a minha forma de os interpretar.
E eu interpreto-os como uma honra e um privilégio, nada menos, precisamente pela ideia que tenho das mulheres e nunca aqui a escondi.

 

Embora não faltem estafermos sem pila, o padrão que sigo aplica-se à maioria e olho para elas com muito maior admiração do que para eles. E isso nem tem a ver directamente com a minha clara tendência hetero mas sim com o reconhecimento dos factos.
Poucos, mesmo poucos, homens conseguiram impressionar-me como a maioria das mulheres que conheci. São uns básicos, quase todos, e andam a leste do paraíso que elas possuem para explorar (sim, no corpo também...) nas suas mentes complexas e sensibilidades extremadas.
As mulheres, no meu modesto entendimento de mero apreciador do género, são criaturas especiais e diferentes para melhor em tudo o que verdadeiramente interessa.

 

Podia ter dito isto tudo em dois parágrafos, claro, mas queria certificar-me de que ficam a saber que não só em nada me confrange constatar esses detalhes efeminados no pensar e nas reacções (e na cama também, mas acho que apenas na sensibilidade cutânea e quiçá na desenvoltura linguística), como me orgulho de possuir tais características por me fazerem sentir um pouco mais próximo da perfeição como a concebo.

 

É disso que se trata. Tinha que o referir, sob pena de ficar com alguma coisa atravessada na garganta. Mas essa experiência, desencantem-se os que me prefeririam ainda mais exposto ao proverbial “eu sabia...” que estas confissões podem suscitar, até hoje nunca vivi.

Tirando uma espinha de safio ou duas, ok...

publicado por shark às 17:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

GRAFITI LOVER

grafiti na varanda

Foto: Shark 

publicado por shark às 00:16 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Terça-feira, 16.03.10

Ó MOURINHO, FOSTE MAUZINHO...

Para os adeptos do Chelsea, eliminado das competições europeias de futebol no seu terreno pelo Inter - agora orientado pelo special one que tanta saudade lhes deixou, a sensação deve ter sido parecida com a dos gajos que se cruzam todos os dias com a sua magnífica ex abraçada a outro marmanjão qualquer.

publicado por shark às 22:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A VER SE EVITO DIZER DEMAIS

Alguns fecham-se em copas.

Eu, como gosto de ser diferente nas birras e nunca desguarneço a defesa, vou-me fechando em espadas. Ou assim.

publicado por shark às 12:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Domingo, 14.03.10

EU GOSTO DE ANIMAIS

coração de mar

Foto: Shark 

publicado por shark às 21:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

CARAPUÇAS AOS MILHÕES

A legitimidade dos direitos pode ser questionada pela aparente imoralidade das reivindicações?

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publicado por shark às 17:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A POSTA RUBRO-LARANJA

De política não percebo nada.
E dúvidas houvesse, aquilo que acaba de suceder no congresso laranja dissipou-as.
O que acaba de acontecer no congresso do maior partido da oposição na democracia portuguesa é ser aprovada uma regra interna do partido que proíbe os militantes de se pronunciarem contra o seu líder (sieg heil!) no período de sessenta dias antes de qualquer plebiscito eleitoral que possa envolver o PSD.

 

Sim, a coisa foi aprovada. E apesar de cada um dos quatro actuais candidatos declararem a coisa disparatada, o monstro foi aprovado pelo congresso e já tem o apoio declarado da líder cessante (que propuseram como candidata a Primeira-Ministra de Portugal...) e do próprio mentor desta filosofia norte-coreana, o do costume, Santana Lopes.
Ou seja, o partido colocado em melhor posição para ser alternativa de poder decidiu estalinizar o seu funcionamento e com isso anunciar aos mais desatentos aquilo com que podemos contar se Sócrates e o PS cederem a vaga aos senhores que (provavelmente) se seguem.

 

Percebo pouco ou nada de política, sobretudo partidária. Tanto quanto deixei de perceber o futebol apesar de continuar a ser a capaz de dissecar o meu apreço pelo 4x3x3 que privilegia o futebol de ataque em detrimento do 4x4x2 que tira o estatuto de avançado-centro a qualquer ponta-de-lança.
O que me baralha não são tanto os conceitos, o espírito da coisa, mas sim as pessoas estranhas destas organizações esquizofrénicas que são os partidos políticos.
Não percebo nada da sua forma de agir ou de pensar e não o consegui lograr em quase onze anos de militância partidária.
E agora vejo que tenho razão para temer a sua ascensão a qualquer poder onde possam aceder à liberdade de expressão e amordaçá-la.

 

Não é uma questão menor, dentro da perspectiva de quem não acha piada a ver a democracia ameaçada pelas criaturas alienígenas que infestam estas organizações que as carregam ao colo para demasiado perto de onde podem efectivamente alterar o curso da história em função da sua irresponsabilidade (que neste congresso do PSD se provou) ou, ainda pior, da sua concepção de um poder sem a limitação de responder pelos seus excessos ou asneiras.
É essa a ideia que está contida naquilo que os congressistas rubro-laranjas aprovaram à despedida da reunião magna do seu partido, camuflada num período delimitado (60 dias) que permite ver se a coisa pega para a alargar depois.

 

É este o partido que os eleitores portugueses maioritariamente privilegiam para substituir o governo minoritário do Partido Socialista que governa o nosso país.

publicado por shark às 16:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sábado, 13.03.10

A POSTA NA IDADE DA PEDRA

Ao que sei aconteceram uns actos de vandalismo. Reuniu-se a turba e um jovem com dezanove anos de idade foi espancado até à morte. Nem sei se a vítima tinha ou não culpas no cartório e não acho que isso seja relevante para o caso.
São estes exemplos flagrantes do destrambelhamento da chamada justiça popular que me fazem vacilar quando tenho que escolher entre o impulso mal contido da emoção primária, do instinto justiceiro, e a prudência no discurso que o bom senso e estas consequências dramáticas, reais, de uma reacção a quente individual devidamente musculada pela força de um colectivo me recomenda.

 

A desproporção do castigo no exemplo acima constitui, mais do que um indicador da ameaça que representa uma multidão descontrolada, um excelente argumento para justificar a entrega do poder judicial a quem de direito e uma pressão constante da opinião pública no sentido de pugnar pela eficácia da actuação, pela existência em profusão de meios e pelo empenho de toda a sociedade no reforço das autoridades mas também no debate em torno da desconfortável generalização do pressuposto de impunidade que um código penal aparentemente brando em demasia na percepção popular e uma lentidão exasperante da Justiça fomentam.

 

Muito mais assustador do que saber absolvidos ou punidos com meia dúzia de anos de prisão efectiva alguns indivíduos que preferiríamos longe das ruas é projectar um futuro hipotético num mundo confiado a milícias espontâneas.
É aqui que urge traçar a linha separadora entre o medo subjacente à exigência de um policiamento excessivo e de uma mão pesada nos tribunais e o seu contraponto “corajoso” da população organizada em clãs guerreiros, em pequenos exércitos capazes de distinguirem, julgarem e punirem os maus do seu feudo justiceiro local.

 

A Justiça, no seu todo, é a única barreira que nos separa da selva em que se tornam todos os países ou regiões onde a autoridade é imposta pela força bruta dos que a possuam em maior quantidade, dela fazendo parte a crueldade inevitável para a imposição do terror que acaba por ser a alternativa para impor pelo medo aquilo que o respeito deixou de garantir.
Não é coisa que se deixe cair quando se lhe reconhecem as falhas, que se dispense quando se revela menos eficaz na sua função. É precisamente o oposto daquilo que qualquer cidadão se deveria sentir obrigado a fazer.

 

À excessiva brandura do sistema, se devidamente comprovada na prática e não apenas nas teorias e nas reacções com catapulta mediática, não pode corresponder o eclodir de pequenas explosões de violência sem controlo que resultam naquilo que se vê: gente normal, comum, manchada para toda a vida pelo protagonismo num linchamento que acabou com a de outrem.

 

Nem sei que tipo de bem terá sido alvo dos tais actos de vandalismo que a turba entendeu suficientemente lesivos para acertar as contas assim. Da mesma forma desconheço a justificação moral estapafúrdia para este escrever direito por linhas tortas enviesado.
Sei apenas que uma sociedade que tolere esse tipo de comportamentos em vez de lutar em sede própria pelos seus direitos essenciais estará a reescrever a sua história.

 

E no exemplo que moveu esta posta é fácil de encontrar o porquê de não ser possível conduzir o enredo a um final feliz.

publicado por shark às 11:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 12.03.10

OPOSIÇÃO POR VOCAÇÃO

Há vários candidatos assumidos mas não faltam as figuras de proa a fazerem a apologia de um que (tudo indica, mas nunca se sabe...) não se candidatará.

E agora o tipo que fez acontecer o congresso ameaça que não vai comparecer no evento.

 

Tudo isto no partido (propriamente dito) que se apresenta como alternativa mais plausível (nas sondagens) para governar Portugal.

publicado por shark às 20:00 | linque da posta | sou todo ouvidos

PURE CHESS

fundo axadrezado

Foto: Shark 

publicado por shark às 00:09 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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