Segunda-feira, 19.01.09

MAS ELE QUE SE DESPACHE A CHEGAR...

E afinal, acima deste cinzento no céu aguarda-nos um manto azul mais o brilho do sol que nos aquece no Verão.

 

 

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publicado por shark às 12:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)
Domingo, 18.01.09

SINAIS CONTRADITÓRIOS

Cada vez mais prefiro ignorá-los.

publicado por shark às 14:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sábado, 17.01.09

BUTE AOS ESTENDAIS...

a fuga à tempestade

Foto: Shark

publicado por shark às 16:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Sexta-feira, 16.01.09

O BERÇO NÃO PÁRA DE CRESCER

Hoje deu entrada na nossa creche virtual mais uma menina.

publicado por shark às 22:48 | linque da posta | sou todo ouvidos

SEXTA(NTE)

Na rota para mais um glorioso fim-de-semana!

Que seja à maneira o vosso também.

publicado por shark às 11:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Quinta-feira, 15.01.09

É A MINHA CHEFA!

ISTO é um excelente naco de blogosfera.

publicado por shark às 20:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quarta-feira, 14.01.09

XIS

xis

Foto: Shark

publicado por shark às 23:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)

O ESPÍRITO DAS CRUZADAS

Estava para botar discurso acerca da cena, mas a Teresa C antecipou-se...

publicado por shark às 11:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)

ANDA TUDO DOIDO? NÃO... DEVE SER BOATO...

Um fulano decidiu, como forma de protesto contra uma decisão judicial, amputar o indicador da mão esquerda em pleno tribunal.

Ou seja, entrou na sala de audiências com um cutelo bem afiado e ninguém deu por isso. Mas esse é assunto para outras postas...

publicado por shark às 11:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Terça-feira, 13.01.09

A POSTA NA FRONTEIRA ILUSÓRIA

Já houve uma altura em que a euforia da liberdade de expressão me induziu em erro ao ponto de me julgar, sob a impermeabilização de um frágil anonimato, à vontade para escrever (e publicar) praticamente tudo o que me dava na bolha.

Claro que a realidade provou-me, à bruta, que essa impunidade não existe de facto. Sobretudo quando o que dizemos envolve e afecta outras pessoas ou apenas serve de pretexto para a retaliação que abre caminho à lavagem pública da roupa suja.
Um pagode para os mirones, mas um embaraço para quem se deixa apanhar em tais curvas.
 
Perdi o anonimato na sequência de uma reacção colérica e tresloucada a algo que escrevi (e publiquei) e que nem visava as pessoas que usaram como argumento para a sua baixeza aquilo que afirmei.
Era excessivo, esse texto que “escondi” quando me vi confrontado com a perda do anonimato que, por tabela, permitia a identificação das outras pessoas envolvidas no meu desabafo legítimo mas, repito, desproporcionado nos termos.
Não o escondi por vergonha, porque assumo as minhas sem pudor, mas para poupar os visados a quaisquer sequelas.
 
Isto a propósito de como nos deixamos levar pela falsa sensação de segurança no que concerne ao sigilo que o anonimato possa conferir, tal como nos acreditamos invulneráveis aos contra-ataques de quem se melindre porque isto no fundo é apenas html.
Não é. Onde acontecem pessoas podem nascer problemas. O suporte de comunicação é irrelevante e quando o que dizemos afecta os outros e estes reagem sentimos na pele toda a carga negativa que as palavras em html produzem com o mesmo impacto do que lá fora. Ou mesmo maior, pela força e pela durabilidade dos registos sob a forma escrita.
Tudo o que dizemos da boca para fora na mesa do café acaba por perder-se, ou no mínimo, por se diluir nos ventos da memória.
Mas o que escrevemos pode perseguir-nos no futuro com a persistência de uma verdadeira assombração.
 
É vida o que acontece aqui e a prová-lo estão as emoções reflectidas em posts, em comentários e nas ligações não virtuais que acabam por se estabelecer entre as pessoas.
Somos nicks e construímos bonecos mas é na realidade em carne e osso que sentimos as coisas boas como as más que aqui se produzam.
Quando alguém entende difamar o Shark ou expor-lhe calcanhares de Aquiles (falsos ou verdadeiros, pouco importa) é ao Jorge que afecta. E o mesmo raciocínio aplica-se em sentido contrário, pois do lado de lá deste monitor existem pessoas que, regra geral, sentem as minhas palavras com o mesmo “realismo” com que enfrento as suas.
As emoções não são html e isso basta, ou deveria, para nos subordinar a algum tipo de moderação que não podemos dispensar nesta forma de comunicação por a julgarmos menos a sério do que as outras.
 
Se o anonimato (de quem se ilude na sua eficácia) não constitui salvaguarda para coisa nenhuma, como o meu exemplo acima testemunha, quando damos a cara e falamos dos outros estamos a negar-lhes, entre outros, o direito à privacidade que o pudor nos obriga aqui como noutros suportes. E este possui a agravante que citei da forma permanente, a escrita, que perpetua tudo quanto de mau possamos dizer num momento infeliz.
Daí a necessidade de um esforço de contenção que afinal é o mesmo que requer o usufruto de qualquer tipo de liberdade da que não se bloga, para que a nossa não colida com a dos outros por abusarmos dos seus limites naturais.
 
A falsa noção de que “isto são só blogues” conduz-nos a excessos a que talvez não nos permitíssemos noutras plataformas, com a agravante de tudo se eternizar como uma tatuagem que pode muito bem acompanhar-nos na imagem que criamos mas acima de tudo na que criam de nós. E ainda há a questão do troco que nos dão e nem sempre é tão inofensivo quanto o pintamos antes de sentirmos na pele a indignação real dos tais nicks que até são pessoas.
Pode ficar feio, o cenário, e acabam por perder todas as pessoas (ou nicks) envolvidas menos os mirones que parasitam as broncas alheias assim expostas na sua condição mais vulnerável, mais indigna, pela tal falsa discrepância entre o html e a vida real cuja distância acaba por não existir como se presume ou acredita.
 

E é por isso que a nossa conduta blogueira deve beber da que consideramos adequada fora do âmbito desta comunidade que, queiramos ou não, tem muito menos de virtual do que a pintam.

publicado por shark às 11:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (44)
Segunda-feira, 12.01.09

ANOITECER

noite a cair em lisboa

Foto: Shark

publicado por shark às 20:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

E QUE TAL?

Enfrentarmos a segunda-feira com um sorriso estampado no rosto, só para variar?

publicado por shark às 10:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (26)
Domingo, 11.01.09

A POSTA NO CAVALO ERRADO

Numa fase da minha vida na qual me predispus a fazer do risco uma prioridade (um disparate, bem o sei) fui um jogador.

Viciado, aliás, assumido nos exageros que fazia enquanto paulatinamente destruía as hipóteses de algum dia poder ter o que se possa chamar de uma vida normal.
Existia sempre um preço a pagar por cada vitória que afinal era a sorte que definia e nunca a minha intervenção, o custo inerente às derrotas inevitáveis que nos esperam quando abdicamos do controlo sobre aquilo que somos quando isso se revela prejudicial.
Perdi, muito mais do que ganhei, ao longo dessa espiral de insensatez. Ganhei apenas aquilo que aprendi na ressaca da merda que fiz, enquanto me arrastava penosamente para longe do fundo a que quase cheguei.
 
Hoje ouvi uma notícia que me perturbou, precisamente porque me obrigou a reencontrar essa alma de jogador, essas características que unem todos quantos mergulhem nos braços de uma sorte que descobrimos sempre não passar de um azar mascarado, de um apelo malvado às nossas debilidades e a uma estranha propensão para a decadência disfarçada com argumentos de circunstância que em nada nos libertam de qualquer tipo de prisão.
Alguém ganhou um jackpot no Casino de Lisboa, quatro milhões de euros ou perto, e o Casino não pagou. E o pretexto foi uma “avaria no sistema informático”, como poderia ser outra qualquer, inevitavelmente condenada por constituir uma traição.
 
Quem joga ou já jogou entende porque não é extrema a expressão, quando veste a pele de jogadores confrontados com tamanha deslealdade a um princípio que nenhuma sala de jogo poderá algum dia virar as costas, sob pena de destruir o próprio pilar que motiva pessoas normais a correrem depois da abertura das portas para a máquina que acreditam talismã.
Um jogador já tem que viver sob o medo da batota que suspeita em todos os sinais que possam explicar a sua falta de sorte. Não é possível somar-lhe tamanho temor: o de que mesmo quando a sorte lhe bater à porta, seja a que pretexto for, o milagre ruirá como um castelo de cartas perante uma qualquer explicação de treta de quem dá as cartas e ainda se arroga o direito de não assumir as consequências do mesmo azar que enfrenta cada um dos jogadores que alimentam estas sanguessugas que vivem à custa das fraquezas de cada um.
 
É indigno que o Casino de Lisboa se recuse a assumir que o azar também pode ser seu. Uma avaria nas máquinas ou outra coisa qualquer. Tem mesmo que pagar, pelo princípio, pelas regras do jogo que ninguém precisa escrever para que qualquer jogador as intua.
 
Qualquer alternativa não passará daquilo que resumi numa expressão. Não passará de uma traição.
 

E eu, livre das garras desse parasita institucional, envio-lhes toda a energia negativa que consigo reunir. Porque me enoja o desplante, ainda mais do que a confirmação de uma falta de escrúpulos tão nociva que justificaria por si só a sua ilegalidade formal.

publicado por shark às 18:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Sábado, 10.01.09

BEIJO TELEFÉRICO

beijo teleférico

Foto: Shark

publicado por shark às 20:49 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)
Sexta-feira, 09.01.09

EFEITO PLACEBO

A minha mente acaba de se aconchegar sob um lençol e uma carrada de cobertores num espaço tão quentinho como uma praia das Caraíbas no pico do Verão.

 

publicado por shark às 12:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)

PARECE TER SIDO PACÍFICO...

...O fim de mais um colectivo outrora cheio de pujança.

O Atlântico morreu à beira da praia (do terceiro aniversário).

publicado por shark às 11:20 | linque da posta | sou todo ouvidos

ABAIXO DE ZERO

Hoje não me apetece pegar num tópico da actualidade e debitar a minha importantíssima opinião na matéria.

Também não estou virado para me armar ao pingarelho, dissertando acerca de um defunto qualquer, um clássico daqueles que impressionam papalvos sedentos de cultura na blogosfera, sem qualquer valor acrescentado que não a minha determinante e original interpretação do que marrei durante uns dias sobre o trabalho intelectual dos outros.

Busco mas não encontro motivação para pescar um vídeo catita no you tube, para decalcar um poema de outrem ou para publicar uma foto de um produto muito bom para tirar as nódoas que me possam manchar o melhor pano.

E não me apetece falar de mim, como se existisse algo de verdadeiramente interessante para dizer acerca de um gajo como os outros, ou dos outros, como se fossem assunto mais interessante do que seria a minha apologia subjectiva.

 

Hoje, se calhar, não me apetece tanto blogar.

Mas deve ser por causa do frio...

 

publicado por shark às 09:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quinta-feira, 08.01.09

O MEU RIO CHAMA-SE TEJO

gaivota num pneu

Foto: Shark

publicado por shark às 21:43 | linque da posta | sou todo ouvidos

PORNO BAILOUT

 A indústria porno norte-americana, pelo voz de Larry Flint, prepara-se para pedir a Paulson o mesmo tipo de apoio que outras indústrias do país já requisitaram.

Em causa, para os empresários do sexo, está o facto de a crise estar a afastar os americanos da actividade sexual e, passo a citar, é certo de que poderão passar sem os seus carros e coisas do género mas nunca sem o sexo no seu quotidiano.

É esta a bota que o Congresso dos EUA terá que descalçar e confesso-me muito curioso pelo desfecho desta situação.

 

Nota: quem perceba inglês e queira todos os detalhes da história pode dirigir-se ordeiramente para esta porta de saída.

 

publicado por shark às 18:56 | linque da posta | sou todo ouvidos

APOSTA NO TEMPO REVELADOR

É interessante percebermos, ao longo da evolução das relações com as pessoas, que enquanto umas se afastam aos poucos do melhor que alegadamente (na sua fantasia) são, outras percorrem o sentido oposto e revelam cada vez mais o melhor de si.

 

E estas, por norma, são as que menos alarde fazem da sua bonomia e dos predicados que as outras pessoas, a maioria, reclamam para si sem na verdade os possuírem.

publicado por shark às 12:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)
Quarta-feira, 07.01.09

PNARCEBISPO DE CANTUÁRIA

Por causa deste projecto que abraçou, o PNET Humor, o gajo foi a única tampa masculina da minha jovem existência.

Essa atitude que muito me desgostou valia era duas moquencas na carola do gabiru, mas pelo que vi fartou-se de vergar a mola e por isso, coração mole que sou, ofereço-lhe este espaço publicitário em horário nobre para vos recomendar que dêem lá um pulinho para justificar a trabalheira do rapaz.

 

Até porque se eu não lhe acho graça nenhuma pelas banhadas que me dá, farto-me de rir com as piadas secas de sua lavra...

publicado por shark às 16:39 | linque da posta | sou todo ouvidos

O PECADO DA LUCIDEZ

De modos que andamos assim...

publicado por shark às 11:40 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 06.01.09

A POSTA QUE A CARAVANA PASSA

No tempo em que a blogosfera fervilhava de emoção, dentro do efeito novidade deste admirável mundo novo e euforia associada, um dos passatempos mais em voga era o de analisar minuciosamente os posts dos ódiozinhos de estimação para neles encontrarmos as referências encapotadas que nos pudessem visar. Depois dedicávamos um generoso pedaço de tempo a construir uma versão ainda mais rebuscada de “ataque”, quantas vezes a fantasmas nascidos da vontade de marcar uma posição ou apenas de um erro de interpretação das tais referências que nos vestiam como carapuças perfeitas.

Claro que nem um décimo dos/as que brincavam a isso o assumirão.
De resto, parte do esforço de camuflagem dos/as visados/as constituía precisamente a manobra de diversão necessária para poder negar a verdadeira intenção ou a identidade dos alvos de circunstância caso a coisa descambasse por algum motivo.
 
Era uma motivação parva para escrever um post e às vezes até íamos longe demais. Contudo, era como uma espécie de catalisador para muita gente a quem faltava imaginação, capacidade ou bagagem para alimentar diariamente um blogue e mantinha a animação neste mundo virtual que construímos post a post.
Mas esses eram os dias dos encontros blogger, do convívio a qualquer pretexto que concretizava a transição do digital para o analógico que tantas desilusões provocou por essa blogosfera fora.
Entretanto, e muito por força do assentamento do pó, do crescimento exponencial da comunidade e da crescente falta de pachorra para as embirrações a cada esquina, foi-se perdendo essa vontade de desatinar (ou pelo menos transferiu-se para as “mais altas esferas”) e uma das consequências foi a perda de gás de muitos blogues e até mesmo o fim de muitos dos que viveram com mais intensidade os dias da blogosfera social.
 
À diminuição brusca de contactos entre a malta que bloga sucedeu-se a redução drástica, generalizando, do número de comentários e foi o princípio do fim da maioria dos chamados “chat-blogues”. Ou pelo menos a diminuição do seu impacto naquilo a que chamamos blogosfera como um todo embora se componha de imensas partes.
E por tabela, à menor interactividade sobreveio a diminuição de focos de conflito entre as pessoas ou os nicks. Até os trolls, anónimos ou não, perderam grande parte da sua razão de ser e nem os mais activos e persistentes resistiram ao que muitos interpretam erradamente como um sinal de perda de força da blogosfera no contexto da net.
 
E é disso que trata esta posta. Da noção errada de que ao menor entusiasmo global pela guerrilha virtual ou mesmo pelo apelo da voz e do olhar associados a um nick corresponde uma espécie de enfraquecimento, por via do fecho (ou as palermas suspensões constantes para dar a pala) de muitos blogues da treta na sequência do efeito “comentários zero”, do conjunto que formamos.
Nada mais errado.
Se é certo que abrandaram as novas entradas, não é menos óbvio que são cada vez mais os blogues com visibilidade, com credibilidade e feitos com empenho por gente capaz.
Ficam para trás, sob determinadas perspectivas, apenas os blogues/blogueiros/as incapazes de perceberem que o tempo das tricas tem os dias contados ou, no mínimo, confina os mais insistentes nesse rumo a uma presença discreta (ou mesmo desnecessária) que os contadores e as caixas evidenciam.
 
É esse o objectivo final desta maçada em forma de posta: deixar claro que faço parte dos que abandonaram quase em absoluto a tendência para a picardia, para o alimentar de questiúnculas inter-pares que nos minimizam aos olhos dos de fora e já não dão tanta pica aos de dentro. A este em concreto, pelo menos, pouco interessado em camuflar a falta de inspiração com o excesso na reacção que foi chão que deu uvas.
 
Daí ter passado a ignorar quase todas as tentativas de boca, atoarda ou simples chá que me presuma dirigidos. E ter tentado compatibilizar-me com falsos “inimigos” cuja hostilidade em boa medida provoquei nos dias em que alinhei com a mesma euforia nas animadas trocas de piropos a que agora não atribuo qualquer relevância.
Faz parte das minhas escolhas enquanto membro desta realidade que sendo virtual me consome demasiado tempo e esforço reais para produzir um trabalho em condições que, aliás, avalio nos outros não pela sua capacidade retórica ou jeito para a porrada verbal mas pelo talento, pelo interesse, pela originalidade ou outros aspectos dignos de prenderem a minha atenção.
 
É mesmo só isso.

Não se sintam melindrados/as com a minha falta de vontade para brincar aos filmes de bangue-bangue, A questão não é personalizável, excepto no facto de poder apontar-vos como uma fonte de tédio que cedo ou tarde acabarei, como tem sido minha prática corrente, por eliminar das minhas deambulações por este conjunto de esplanadas e de terraços virtuais que urge sem dúvida arejar com novas motivações.

publicado por shark às 14:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (26)
Segunda-feira, 05.01.09

FERNÃO CAPELO

na teia

Foto: Shark

publicado por shark às 19:06 | linque da posta | sou todo ouvidos

ARTE SACRA

Desenhas no teu olhar o perfil de uma peça que sem dúvida encaixa no lego que compõe o homem que sou. E resumes com palavras as ideias que suportam as imagens que me ocorrem sempre que te penso, sempre que me deixo conduzir até onde me levas. Ou me arrastas, tanto faz, com tudo isso de que és capaz quando me ofereces um pouco mais de ti nesse olhar que me sorri e me enfeitiça.

Um homem mais confiante, pela tua expressão radiante que me confirma a paixão inegável por detrás. Grato pelo privilégio que representa cada instante que me sustenta esta convicção inabalável, esta certeza de ser o escolhido pelo destino generoso que um dia entendeu tornar-te num meu paraíso terreno, num pedaço de céu por antecipação.
 
Desenhas com o teu corpo os contornos com que se esboçam desejos que me preenchem os sonhos ou se concretizam, pequenos milagres, sempre que queiras e te entregues ao homem que te dou. E defines com gestos as vontades que sustentam as verdades que me impões quando te afirmas só minha, sempre que me permito acreditar que consigo provar-me à tua altura, rainha. Ou me obrigas, tanto faz, a crer nessa determinação que me traz em órbita permanente da estrela que te assumes no firmamento das minhas emoções.
Um homem com convicções mais vincadas, pela tua insistência, pelas palavras beijadas quando saem da tua boca para me chegarem ao coração, inequívocas, e pela mensagem que acrescentas nesse teu olhar brilhante, nesse teu apelo constante à minha fé num presente que garanta sempre um futuro que te inclui.
 
Desenhas no mapa daquilo que sou e daquilo que fui o caminho mais curto para melhor chegar até ti, que me esperas a cada dia, a rota traçada por uma guia improvisada à medida das minhas imprevisíveis oscilações. E indicas-me as melhores opções para jamais me perder, como o ponteiro de uma bússola interior que me instalas, a estrela polar que isolas no teu céu para me orientar quando me dizes anda cá para sentires o meu calor.
Um homem carregado de amor, pela tua energia vibrante e por essa garantia constante de que é certa a retribuição de tudo aquilo que o meu corpo e o meu coração te possam oferecer, a ânsia de um prazer que começa na consciência dessa tua disponibilidade feminina, anfitriã.
 
Desenhas-te assim em cada manhã acordada, por mim abraçada num sonho que sabemos real quando o teu olhar reflecte o sol e eu descubro nessa luz a magia de uma revelação.
 
A garantia de que no meu coração é inexpugnável o santuário que decoro aos poucos, imaginário, com as telas sagradas destas tuas pinceladas.
Com a marca indelével da tua arte minha amante, a mais bela imagem, estampada para sempre, como uma tatuagem, na galeria seleccionada para a memória melhor.
 

A albergaria mais acertada para qualquer história de amor.

publicado por shark às 12:23 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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