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CHARQUINHO

Sedento de aprendizagem, progrido pelos caminhos da vida numa busca incessante de espíritos sábios em corpos docentes. (sharkinho at gmail ponto com)

CHARQUINHO

Sedento de aprendizagem, progrido pelos caminhos da vida numa busca incessante de espíritos sábios em corpos docentes. (sharkinho at gmail ponto com)

20
Jun08

SE ENFIAREM A POMADA À BRUTA PELO DITO NÃO FICARÁ MAIS BRANQUINHO?

shark

Apanharam-me num dia mesmo bom para dar com esta aberração. Chamem-me velho do Restelo, retrógrado, chamem-me aquilo que quiserem menos pai.

Anal bleaching é uma expressão nova que hoje aprendi, depois de a ver pela primeira vez no blogue da Ângela que a reproduz a partir deste “cadafalso” (que, de resto, conquistou mais um visitante com a sua abordagem a este novo tema).
 
Em português charquinho, anal bleaching consiste no branqueamento artificial do olho do cu e é o último grito no domínio da estética.
Desculpem ser seco e cru, mas partilhamos o planeta com o Darfur e vira-me do avesso saber que existem seres humanos capazes de investirem a sua preocupação, o seu tempo e o seu dinheiro na aparência de um ânus que, na maioria dos casos, ninguém vê mesmo que até lhe dê algum uso menos convencional.
 
Ou seja, há quem esteja a apostar neste novo expoente máximo do ridículo boçal e a coisa está a tornar-se num sucesso. E isso, podem vir com as argumentações que quiserem, constitui para mim apenas o mais absurdo dos muitos indicadores da doença de que esta nossa sociedade ocidental padece e que se chama pura e simplesmente estupidificação em massa.
 
Para além do estapafúrdio próprio da questão, o anal bleaching acarreta perigos que podem conferir aqui e de fonte insuspeita e que, perdoem-me a franqueza, são bem aplicados como castigo para a frivolidade (vi-me grego para substituir o palavrão que me ocorreu) desta gente sem sentido do grotesco.
 

Sinceramente, nem tenho pachorra para evitar o cliché: não há cu que aguente a proliferação de merdosos neste hemisfério tão vaidoso do seu progresso e tão decadente na sua evolução.

20
Jun08

SELECÇÃO NACIONAL OU ENTREPOSTO COMERCIAL?

shark

Quando no Mundial do México em 86 a selecção nacional dessa altura pareceu abdicar do apuramento, perdendo dois jogos “de ganhar” depois de ter ultrapassado um primeiro “de perder”, toda a gente percebeu que havia algo de errado no filme.

Saltillo acabou por ficar gravada na memória colectiva dos portugueses (que acompanham o futebol) como uma terra associada às vergonhas que o nosso desporto rei cria nos bastidores.
                                                    
Estive para exercitar nesta ocasião o meu talento inato para Zé Mourinho de sofá, evidenciando o meu brilhantismo na correcção à posteriori das decisões erradas do Scolari ou de outro treinador qualquer. Mas desisti da ideia, sabendo que nada iria acrescentar ao que o Rui Santos dirá n’A Bola, milhares de bloguistas dirão nos seus espaços e milhões de portugueses já hoje desabafaram nas secretárias do escritório ou nas mesas dos cafés.
Prefiro explorar precisamente a teoria da conspiração marginal ao futebol que se joga com os pés. E essa, que justificou a minha associação de ideias expressa no parágrafo introdutório, desenvolve-se fora do terreno de jogo embora se exprima nas exibições e nos resultados finais das partidas.
 
Claro que é muito bonito acreditarmos que os rapazes deram o máximo e tal, mas fomos roubados ou tivemos azar ou a culpa (descarada) do treinador teimoso como uma mula e incapaz de arriscar nas substituições que (des)motivam quem no relvado está a perder e vê o líder substituir o ponta de lança.
Contudo, a diferença no rendimento de alguns jogadores, nomeadamente os mais badalados na dança das transferências milionárias, e sobretudo na motivação e concentração de toda a equipa desde o anuncio extemporâneo de mais uma deserção à Durão (e nisso o Scolari sai mesmo pela porta pequena), esses sinais fizeram toda a diferença frente à Suiça e repetiram-se ontem perante os alemães nem por isso tão poderosos.
 
Tenho, pois, a ligeira impressão de que a ressaca de mais este desaire trará as revelações que poderão juntar este Europeu ao leque de embaraços que somamos e quase todos explicados não pela real valia dos futebolistas mas pelos factores acessórios que lhes destabilizam a (pouca) cabeça e acabam por se reflectir naquilo de que são capazes com os pés.  
 
Gilberto Madail é um fulano que dá a cara pela instituição responsável por acautelar eventuais rebaldarias, a Federação Portuguesa de Futebol, e já não é a primeira vez que vêm a público as consequências do seu mau desempenho na liderança.
 
Depois daquilo a que assistimos nos relvados e do que nos chegou de fora dos mesmos, só lhe resta uma opção e deve exercê-la antes de ser definida a próxima equipa técnica a gerir os destinos da selecção.
 

Já devia estar escrito e entregue o seu inadiável pedido de demissão.

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