Quinta-feira, 22.02.07

A JULGAR PELAS APARÊNCIAS

Na voz dos outros podemos ser tudo. Cabe-nos decidir ser mais alguma coisa.

É assim que a Rosmaninho define o seu blogue nascido em 13 de Maio de 2005 (uma bela data) e que fala, acima de tudo, de emoções.
publicado por shark às 21:17 | linque da posta | sou todo ouvidos

RECIPROCIDADE

É uma das novas categorias ali na coluna da direita e destina-se a retribuir os linques para o charco.
À minha maneira, porque não atino com os esquemas tradicionais.
E porque sim.
publicado por shark às 20:49 | linque da posta | sou todo ouvidos

TONS ALENTEJANOS

ocaso beja.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 20:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

PALAVRAS DEMAIS

Fugir das palavras como o diabo da cruz. Profanas e sagradas, as emoções misturadas que confundem o sentido e transformam num pecado o mais convicto acto de contrição.
Escapar a uma prisão invisível cujas paredes se escrevem com tijolos feitos de letras que afinal representam os sons.
Do que dizemos quando escrevemos em silêncio o que não falamos por acreditarmos que ninguém pretende ouvir. Mas ficam os olhos à escuta das ideias evadidas que se lêem com ouvidos atentos ao som do que significam, ainda que desmintam pela interpretação descuidada a intenção de quem as proferiu.

A mente que sentiu o quebrar do silêncio com o som distante de um galho quebrado no chão pelos pés imaginários de uma visita surpresa. A presença constante de uma testemunha interior que anuncia, como um anjo ou um demónio, o juízo final. A sentença ditada por quem decifra os códigos alfabéticos e lhes desvenda o sentido tendo em conta um dado perfil. A coragem insana das palavras demais…
Corrompida dessa forma a verdade que se queria exprimir num grito exclamado ou num sussurro interrogado, descrito por palavras desnudas aos olhos de quem as interpretou.

Soltas as feras que buscam no pantanal dos enganos as escravas fugidas à vontade de um autor. Libertadas de forma involuntária e por isso obrigadas a fugir de si próprias, perseguidas pelo medo da repercussão obtida (palavras também) na verdade concebida pela mente de quem as estudou.
Nuas, à mercê da lascívia ou da perfídia nos olhares de quem as possui. Desprotegidas perante a leviandade, o poder da propriedade na interpretação arbitrária de um leitor qualquer.

Perseguir as palavras como guardas prisionais. Livres e condenadas, as ideias baralhadas que adulteram o sentido e convertem num castigo o mais inocente facto ou revelação.
Cercar um perímetro razoável cujos limites se definem com o arame farpado que afinal representa a censura inata em cada um de nós.

Do que entendemos sempre que lemos em silêncio o que acreditamos ser aquilo que alguém pretendia dizer.

Contudo, uma vez enclausuradas as palavras são punidas por si próprias na mente cobarde de quem as prefere esconder.
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publicado por shark às 15:15 | linque da posta | sou todo ouvidos

BUDATING

primeira folha.JPG
Foto: Shark


Decidiu então deixar-se ficar por ali, a ver.
A olhar para os galhos secos, inerte.
Com a expectativa de quem aguarda um blind date.
À espera da primeira folha que a Primavera fizesse aparecer.
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publicado por shark às 09:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quarta-feira, 21.02.07

FERNÃO CAPELO

gaivonda.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 21:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

UM LÍDER EXEMPLAR (2)

compro eu.gif

Se bem entendi, o presidente da PT decidiu reagir à OPA da Sonae (nomeadamente à nova oferta do clã Azevedo) com uma solução cem por cento eficaz: a Portugal Telecom comprará as acções da Portugal Telecom, o que não só esvazia a proposta melhorada dos interessados (pois faz subir em flecha a cotação em bolsa) como os deixa, na prática, sem "mercadoria" para comprar...
Lojistas de todo o país começaram a olhar de forma estranha para as prateleiras dos seus estabelecimentos.
publicado por shark às 19:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

UM LÍDER EXEMPLAR

ataca rex.gif

Apesar de o contingente policial destacado para conter o protesto da população de Valença contra o encerramento das Urgências englobar canídeos, o único acusado pelos manifestantes de ter ferido alguém à dentada foi o comandante da GNR local.
publicado por shark às 19:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

mosteiro dos jeronimos 2.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 16:14 | linque da posta | sou todo ouvidos

LIBERDADE DE(EX)PRESSÃO

JÁ CHEGA
A partir deste momento, por razões que nem me dou ao trabalho de explicar, os comentários dependem de aprovação. E só serão aprovados os que cumpram as regras mínimas da civilidade. Definitivo e sem mais explicações.


Pois é, a paciência tem limites.
Além disso, como eu dizia na posta anterior, é preciso uma estaleca do caneco para o elevado preço associado ao estatuto...
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publicado por shark às 10:10 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA NO FLORIBUSTO

Ao longo da minha vida, por mero acaso ou por imperativo profissional, contactei diversas pessoas com o estatuto de figura pública. Nunca as invejei, pois em qualquer dos casos não me pareceu que gostassem particularmente da devassa das suas vidas privadas que, de resto, começava no simples gesto de tomar um café algures sem deixarem de atrair a atenção e até a insistência incómoda dos mirones de circunstância.

A figura pública, como o nome indica, é do povo. E o povo sente-se no direito de usufruir de algo que considera seu. Olha, olha, é aquele gajo da RTP, o… o…
Até pode nem ser “o”, mas aparece na televisão e é como se fosse da família.
Por isso mesmo, nem todas as figuras públicas possuem o traquejo necessário para lidar com este fenómeno de apropriação popular.
E das várias que conheci ou entrevistei pude concluir que esse traquejo anda de braço dado com a origem e o mérito da pessoa em causa. Eu explico melhor.

É fácil distinguir um milionário de quinta geração de um pato-bravo da construção civil vindo do nada. Este último enquadra-se, pela ostentação com que exibe o poder financeiro recém-adquirido a pulso num esforço para colmatar as lacunas ao nível da formação académica e/ou pessoal, naquilo a que chamamos um novo-rico.
Da mesma forma, entre as figuras públicas existe uma distinção. Há os que vestem a pele por obrigação, por inerência da projecção mediática que obtiveram por este ou aquele dom ou função, e há os deslumbrados que fazem questão de ostentar os tiques naturais daquilo que são afinal: meras vedetas de circunstância, regra geral do tipo efémero.

É a diferença entre um Fernando Dacosta, um Ricardo Carriço ou um Rui Águas, três das figuras públicas com quem privei por mais ou menos tempo, e uma tal de Luciana Abreu (que apesar do nível de popularidade actual nunca descolará da personagem que a celebrizou e dificilmente prosseguirá uma carreira em plano de ascensão).
E esta conclusão que retiro nem depende por inteiro da avaliação subjectiva da capacidade ou do talento da fulana, mas sim da atitude pimba do seu comportamento fora de palco e que denuncia o desconforto da vedeta na pele que vestiu por uma conjugação de factores que nada tem a ver com a do trio que citei acima.

Na Segunda-Feira à tarde, na estação de serviço de Aveiras, sentido Sul-Norte, diversas pessoas tiveram oportunidade de contactar de perto com a vedetazinha e com a sua pose arrogante de quem não respeita os papalvos que lhe enchem a conta bancária.
Ninguém se meteu com ela nem para pedir autógrafos. No entanto, foi visível e audível o desprezo com que tratou as funcionárias do bar que a atenderam, essa gente inferior que não saiu como a gaiata Floribruta do anonimato por um milagre daqueles difíceis de explicar.
Gente vulgar, como ela, mas mais educada, como se viu.

E é nesta pala de superior à força que se distinguem os que justificam o estatuto alcançado, ou pelo menos o sabem merecer, e os que cospem na taluda porque se sabem incapazes de a preservar no futuro e adivinham o inevitável declínio dos meteoros sem estofo nem classe para permanecerem no firmamento das estrelas a sério.

Por isso deixo aqui a minha aposta. Esta floribella/cinderela de segunda vai perder o sapatinho de cristal mal comece a perder o fulgor nas audiências e nenhum príncipe encantado procurará a respectiva dona.

E o coche, como a sua cabecinha oca, voltará sem apelo à sua condição de simples abóbora.
publicado por shark às 10:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Terça-feira, 20.02.07

NAVEGAÇÃO COSTEIRA

margem de rios.JPG
Foto: Shark

Como um louco deixou-se encharcar pela chuva a cair que espantava todos os outros do terrível fantasma de uma simples constipação.
Sentado cogitava e nada lhe molhava o raciocínio ou mesmo a vista perdida num horizonte sem perturbações onde podia seguir o voo das gaivotas com o olhar.

Por isso deixou-se ficar no banco à beira do rio quando toda a gente fugiu da bátega inesperada sobre a multidão alvoroçada e de repente o silêncio se instalou em redor do louco que pensava sentado e permaneceu alheado a tudo aquilo que não pertencia ao mundo que acontecia no interior da sua mente concentrada noutra coisa qualquer.

O som do vento que soprava a água que se agitava à superfície do rio em abraços às gotas que com ela se reuniam caídas do céu. E o ruído distante do burburinho insistente nos subúrbios da capital que deixara para trás enquanto caminhava rumo a um espaço sentado onde pudesse pensar.

E ele sozinho a ficar, indiferente aos que debandavam do idílio temporário que escolhera para si naquele lugar e não partilhava com quem pudesse interromper a fluidez do pensamento naquele precioso momento de serena contemplação que lhe inspirava a conclusão de uma ideia ocorrida pelo caminho até ali.

A chuva a aumentar de intensidade, nas suas costas a cidade e o resto do mundo a acontecer. Sozinho a viver um lapso de tempo tal como escolheu, um tempo que valeu por dias de terapia nas garras da psiquiatria ou meses de frustração a ruminar uma emoção negativa. A sós, na estiva do seu porão.

E no meio da cogitação a liberdade desenhada no céu cinzento pela passarada ao relento sem medo da chuva como o louco ali sentado a pensar na vida vista do lado de fora da confusão.
O rio, afluente, na progressão indiferente do seu curso para o mar. Logo ali, bem perto.

Em seu redor um deserto onde antes se reuniam famílias e se faziam vigílias, velas acesas por uma perda qualquer, abandonadas a correr quando a chuva apareceu. E ele, o louco, entendia os comentários jocosos dos seus vizinhos temerosos que fugiam à pressa de uma ridícula ameaça que em nada o assustava.

O único que ficava para assistir ao dia a partir e pensava feliz com a alegria de um petiz encharcado numa poça, chapinhado por uma moça que preenchia a sua imaginação. As saudades mitigadas dessa forma, a par com as decisões que toma observando a liberdade das gaivotas desenhada no céu mais acima.

A noite já caía e a chuva insistia quando decidiu por fim, a custo, enveredar pelo regresso à dimensão citadina, tão distante da evasão clandestina da sua mente naquele espaço amplo na margem do rio.
Lançou um último olhar às gaivotas a voar e sorriu, mãos nos bolsos e mente desperta.

Só então rumou, enfrentando a tempestade, para o seu abrigo na cidade.

Para a sua doca seca.

a caminho da foz.JPG
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publicado por shark às 21:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

BEJA O MEU OLHAR

beja castelo.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 15:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

ENTRUDO SOALHEIRO

sambas.JPG
Foto:Shark
publicado por shark às 12:02 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 19.02.07

DESPORTO RADICAL

Hoje é dia de um especial Carnaval, AQUI.
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publicado por shark às 20:49 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

HOJE FIZ PONTE

E tinha mesmo que ser, depois de uma festa de aniversário de um amigo produtor vinícola...
publicado por shark às 11:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Domingo, 18.02.07

PEDAÇO DE CÉU QUE AMANHECE

day break.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 00:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

TIRA-TEIMAS

Depois da barracada em que se transformou a gestão da Câmara Municipal de Lisboa, sendo óbvio que nenhum dos maiores partidos da oposição dispõe de uma verdadeira alternativa de poder (ou já teriam sacudido a coisa o bastante para provocar eleições antecipadas), que esperam os alfacinhas para experimentar na Presidência o único homem que fez algo de jeito para contrariar a tourada que por lá se viveu?

Eu nem penso duas vezes: Sá Fernandes, sem hesitar!
publicado por shark às 00:09 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 17.02.07

FEITIOZINHOS DO CARAÇAS

Na sequência do pequeno arrufo de há pouco com o Luís Rainha, fui dar uma volta pelo Aspirina B e lembrei-me que há uns tempos atrás fiz uma posta onde referia o facto de o Aspirina estar cada vez mais (A)fixe.

Nem de propósito, reparei que o Aspirina parece o plantel do Benfica no tempo da dupla Souness/Vale e Azevedo: são mais os que sairam do que os que lá estão...

(E o João Pedro da Costa, o regressado, o que é feito desse verdadeiro Mantorras da Bayer?)
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publicado por shark às 23:48 | linque da posta | sou todo ouvidos

FIM DE TARDE

uma praia so pra mim.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 20:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

RAINHA POR UM DIA II

queen louis.gif

Sempre que me torno num ódio de estimação de alguém cuido de entender a respectiva motivação. Não porque me cause particular abalo na coisa, mas porque gosto de ter a noção daquilo que em mim provoca nos/as outros/as determinada reacção.
Existem pessoas que me detestam pelos mais variados motivos, incluindo os que não me gramam “por tabela”. Ou seja, há quem não me suporte pelo simples facto de não suportar alguém a quem eu me afirmo ligado de forma incondicional.

E eu acho isso natural e assumo as minhas lealdades, os meus afectos, a minha estupidez se necessário. Faço as escolhas em função de critérios que não têm em conta os critérios dos outros, o que só abona a favor da minha capacidade de pensar e de agir pela minha cabeça e não por emprenhar pelos ouvidos como muito idiota “apoiante” dos meus detractores “por arrasto”.

Como já afirmei, é melhor saber-me alvo da animosidade seja de quem for do que ser-lhes indiferente. Sou crescidinho e sei defender-me de quem me ataca, com a vantagem de não ter medo seja de quem for e de assumir sem merdas os meus rabos de palha quando os tenho e identifico.
Contudo, fico sempre intrigado quando sou destinatário de um rancor cuja origem ou motivação desconheço.

É o caso da embirração que o Luís Rainha insiste em exibir em cada oportunidade, apesar de nunca lhe ter dado pretextos para que tal aconteça. Pelo menos consciente desse facto.

Tempos atrás, e como aqui dei conta, o tipo aproveitou o seu tempo de antena num blogue colectivo e (arrastando por tabela os seus parceiros) entendeu nomear o Charquinho como um dos piores blogues de 2006.
Tentei aceitar a paródia como tal e a vida continuou, gostos não se discutem, tal como o charco permaneceu na rota ascendente que afinal desmente a douta opinião do dito consagrado da blogosfera que resolveu desatinar comigo certamente motivado por terceiros. E vou por este caminho por duas razões: pelo facto de nunca lhe ter justificado a embirração e pela sua insistência que desmente o cariz de paródia e anuncia uma intenção deliberada de, no mínimo, lesar a imagem do que faço em detrimento das dezenas de milhar de blogues que escapam ao crivo da sua persistência hostil.

Eu gostava muito de ser o alvo predilecto de um Pacheco Pereira, de um Seven ou de qualquer outro blogueiro com visibilidade e talento indiscutíveis, capazes de dirigirem para o meu blogue a atenção de uma carrada de pessoas com um mau gosto que desgostasse o Luís Rainha. Mas não, só me tocam figuras de segundo ou terceiro plano, assumidamente irrelevantes, e por isso mesmo tão incomodativas como o ranger de uma porta mal oleada e incapazes de me catapultar para um nível de projecção à altura do seu antagonismo para com quem na prática nunca lhe causou mal algum.

É o meu galo, e por isso nunca deixarei de ser um Zé-ninguém da blogosfera nem poderei ambicionar mais do que aquilo que represento e que sou.
Mas vivo bem com isso, acreditem, e se invisto o meu tempo numa posta acerca deste assunto e deste cromo que aparentemente me tomou de ponta é porque não gosto de lhes dar a ideia de que ando a dormir ou de que pretendo fazer de conta que não topo as suas estratégias mesquinhas, insolentes, de intelectuais de pacotilha com o rei na barriga que não suportam quem não pertence ao seu mundo iluminado mas obtém, ainda assim, o reconhecimento de uma (para eles) confrangedora e mais numerosa quantidade de apreciadores desta via de comunicação.
E isso deixa em maus lençóis quem, não possuindo qualquer espécie de autoridade na matéria (por falta de notoriedade, de capacidade e do reconhecimento público que as consolida) se arvora capaz de distinguir o trigo do joio e quem é melhor ou pior naquilo que faz.

E porque é norma preencher com os assuntos secundários a postagem dos fins-de-semana.
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publicado por shark às 16:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)

BLACK & WHITE

restos de chuva.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 13:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

À CAUTELA...

Vou mascarar-me de guarda-chuva...
publicado por shark às 13:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sexta-feira, 16.02.07

UNITED COLORS

muito fish.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 22:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)

O PLAGIÃO

O novo Ipsilone do “Público” dedica a sua capa ao plágio literário. É uma obsessão na blogosfera, onde muitas vezes se confunde fraude com recriação. Uma obsessão, por vezes persecutória, que junta medíocres, invejosos e burocratas (da cultura). Como se a criação não fosse sempre uma repetição.

E pronto. Agora teria bastado clicar no botão que diz save e tinha uma posta feita. Na boa e sem grande esforço intelectual, à conta deste colega que até é um tipo conhecido e tal mas de vez em quando sai-se com umas tiradas no mínimo controversas.

Mas ao contrário do Daniel, eu não alinho nesse conceito mãos largas do aqui me sirvo e isto é tudo do povo e mais não sei o quê que ele queira dizer com o texto acima (em bold itálico) que nem sequer repeti (como podem confirmar se estiverem atentos ao pormenor).
Menos ainda subscrevo a última frase do seu post que, para além de vazia de sentido (criar implica por inerência inovar ou então estamos a falar de algo diferente), só visa dar razão a um post que não a tem.

Eu sei que o homem parece o bombo da festa e só porque é figura pública e da esquerdalha toda a gente gosta de malhar em tudo o que ele produz. Medíocres, no fundo. Ou invejosos. Ou pior ainda, burocratas da cultura que se abespinham todos só porque lhes copiam (repetem) os textos, as ideias ou as fotos que deram tanto trabalhinho a criar (a repetir).
Contudo, trechos como aquele que reproduzi parecem confirmar que o Daniel anda mesmo a pedi-las.
E depois não pode estranhar que a malta leve à letra o que lhe sai assim de rompante e aceite o convite para pescar umas postazitas por arrast(ã)o quando lá passa para dar uma espreitadela.

Ou pelo menos, como eu (anónimo burrocrata da coltura, suficiente menos e gosma), aproveitem o ensejo para debitarem umas tretas e fazerem um figurão à conta de um gajo que até vai à televisão e de caminho aviarem-lhe umas traulitadas verbais.

Não me lixes, pá. Vem com essa filosofia rapinar textos ao charco vem que eu logo te dou a "repetição"...
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publicado por shark às 15:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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