Sexta-feira, 17.11.06

FERNÃO CAPELO

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Fotos: Shark
publicado por shark às 19:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

AMENA CAVAQUEIRA

Pela boca do maior equívoco da política nacional pós-25 de Abril fiquei a saber que o actual Presidente da República, Cavaco Silva, foi um dos responsáveis pela queda do Governo mais absurdo que Portugal conheceu.
Isso deixa-me em conflito interno, pois nunca escondi a minha aversão à figura do Chefe de Estado que a Esquerda elegeu com a sua tolice multi-candidata.

Porém, seria ingrato da parte de qualquer cidadão português não reconhecer o mérito que assiste ao professor pela sua eventual intervenção no acelerar de uma decisão que Jorge Sampaio adiou em demasia.

Não consegui reunir a coragem e a paciência necessárias para acompanhar qualquer das entrevistas da desgarrada televisiva que o Presidente e o seu correligionário laranja dos dias polémicos em que o PSD governou a nação ontem protagonizaram.
Mas retive essa ideia essencial.

E dou a mão à palmatória: merece ficar na História quem tenha contribuído para devolver ao país a confiança nas instituições democráticas que um vergonhoso vazio de poder, a deserção de Durão, tinha deixado à mercê de uma caricatura política cuja inépcia e falta de sentido de Estado quase destruíram a credibilidade dos portugueses nos Órgãos do Poder que tão vulneráveis se revelaram a estas contingências alheias ao que se entende, e cuja premência o “queixinhas” enfatizou pela negativa, por política séria.

Nesse sentido, o Presidente da República prestou-nos um serviço inestimável.
Estancou a hemorragia daquele que constitui o mais flagrante exemplo da enorme fragilidade desta nossa (ainda) jovem e muito ingénua Democracia .
publicado por shark às 11:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quinta-feira, 16.11.06

A POSTA TEMÁTICA

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Fotos: Shark
publicado por shark às 22:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

FOLHA CADUCA

Dava gosto, vê-los tão próximos.
Chegavam a hipotecar as relações de amizade com outras pessoas em prol daquela união sagrada, mesmo quando a razão não lhes assistia.
Louvavam-se, defendiam-se, não abdicavam de marcar a presença nos espaços um do outro, promoviam-se entre si . Manifestavam a admiração recíproca, quase um culto, com um entusiasmo digno de um clube de fãs a dois.

E agora nada, nem um cumprimento de despedida.

É assim a vida, tramada. Impõe a verdade mesmo quando julga à revelia.
E raramente perdoa a leviandade e a sobranceria.
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publicado por shark às 19:16 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA NOVENTA POR CENTO

intrusos virtuais.gif


Pois é. Ninguém o grama, muitos acham que o gajo não tem nada de especial enquanto blogueiro. Mas bastou o homem enfiar nove em cada dez blogues no saco do lixo para a blogosfera lusa se agitar em convulsão, com uns a tentarem desesperadamente desautorizar o fulano (para prevenirem um desgosto estatístico), outros a assobiarem para o ar (“faço parte dos dez por cento, aquilo é para tomar como um elogio”) e outros ainda a aproveitarem o ensejo para fecharem as portas antes que o tipo metesse a boca no trombone e publicasse a lista que serviu de base ao seu cruel tratamento dos números.
Eu faço parte do grupo daqueles que não reconhecem autoridade ao insigne colega para proferir tais sentenças do alto do pedestal em que os noventa por cento o colocaram (que os da “elite” não lhe ligam pevas), embalados pela projecção mediática que não é tudo mas dá um jeitão nestas coisas do estatuto de quem bloga.
E esta minha (irrelevante) posição nem passa necessariamente pelo facto de eu não ter pachorra para o blogue dele (que originou centenas ou milhares de “réplicas” pseudo-intelectuais assinadas por todo o tipo de cidadão anónimo com pretensão ao estrelato), ou ainda menos por ter a lata de o julgar incapaz. Não é. É um gajo inteligente, com uma bagagem cultural acima da média, não escreve com os pés e fazem falta pessoas assim na blogosfera, nem que seja para a arraia miúda ter alguém com visibilidade a quem apontar o azedume.

O meu esforço de desautorização passa pela certeza de que ele disparou um número ao calhas (“aquilo são nove em cada dez, tudo trampa”) e não possui qualquer base fiável para o afirmar. Por exemplo: ninguém sabe qual é a dimensão da amostra que ele analisou e quais os blogues que serviram de bitola para a sua avaliação. E a margem de erro, hum?
Por outro lado, ficámos sem saber onde se integra o blogue dele nessa afirmação caceteira. E isso é batota, claro está.
Aliás, toda a batota é possível quando se fala de números sem definir os critérios. Ou seja, eu, que não frequento o ilustre espaço do paizinho desta cena (só porque o Zé Magalhães adormeceu à sombra dos louros e lixou-se), posso muito bem concordar com o bacano e truncha, enfiar o blogue dele na faixa maioritária do meu top cem…

Mas claro que eu não pinto nada nesta comunidade virtual e sei que noventa e nove vírgula noventa e picos da blogosfera está-se nas tintas para os bitaites de um Zé-ninguém (excepto se ele os integrar no lote dos magníficos). E esse reconhecimento da minha irrelevância remete-me sem apelo para os tais contentores onde os famosos (e muitos anónimos, admito-o) enfiam o lixo blogueiro.
Contudo, resta-me sempre a hipótese de me deixar iludir pelas tais estatísticas dos contadores que toda a gente desdenha na sua implacável franqueza mas ao quais ninguém liga qualquer importância (instalam-nos porque fica bem do ponto de vista estético).
Ou, pelo contrário, posso sempre alegar que o número de visitantes não reflecte a qualidade do que se publica (o que faz todo o sentido e deveria ser aplicado a outros domínios da vida – o meu Glorioso entrou para o Guiness por ser o clube com mais sócios do planeta mas toda a gente sabe que quem merecia essa distinção era o Cascalheira FC que até oferece um lanche à massa associativa no final dos jogos).

Mas a vida é assim, injusta. E acabam por ser os gajos que blogam para milhares de leitores a ditarem as regras e a enxovalharem os verdadeiramente bons mas pouco divulgados que debitam diariamente pérolas a torto e a direito para menos gente do que a que participa na assembleia de condóminos lá do prédio.
E é esta certeza que faz com que noventa por cento dos noventa por cento que o outro lixa não se revejam nessa maioria anónima (e arrogante) que não mete na cabeça a ideia de que nisto da blogosfera como no resto só dá nas vistas quem merece e que, por muito que insistam na tónica de que “não querem ser demasiado populares” ou que “escrevem para si próprios” e outras preciosidades do género, enquanto continuarem a exibir publicamente em vez de enfiarem na gaveta as evidências da sua real valia expõem-se à crueldade dos factos (dos números) e às bocas foleiras de quem, mal ou bem, conquistou por mérito próprio um lugar ao sol na esplanada vaidosa que esta actividade representa.
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publicado por shark às 10:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Quarta-feira, 15.11.06

HOPE

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Fotos: Shark
publicado por shark às 23:26 | linque da posta | sou todo ouvidos

EM CASA EMPRESTADA

Hoje apeteceu-me postar em condições, à hora a que me deu na bolha.
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publicado por shark às 12:08 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 14.11.06

LUA CHEIA

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Foto: Shark

Ouço o som com tanta nitidez como sinto na pele a passagem da corrente de ar que me agita o cabelo em pequenos frémitos de inclinação.
Apuro a audição, como um microfone sofisticado e sensível, criado de propósito para registar precisamente o propagar dessas ondas sonoras que sopram e me agitam o cabelo e algo mais.

Estendo a minha mão e tento agarrar a fonte do ruído, invisível, tento sentir o remoinho por entre os dedos da mão aberta e assim perceber a dinâmica do movimento que sei estar na origem desse som tão nítido na minha percepção do que sou neste instante do meu tempo. Pressão atmosférica desequilibrada, quente e frio, a falta do ar que subiu em espiral, a génese de um temporal que acabou por não acontecer agora porque afinal já aconteceu.

E o som anoiteceu comigo, despediu-se do sol e acolheu a face iluminada de uma lua cheia de vontade de fazer parte da magia universal. Sentir-se desejada, no olhar intenso de amantes e de poetas que a reflectem como um espelho colossal resultante da soma de milhões de pequenos olhares distantes de gente a sonhar, de gente a olhar distraída do som que prende agora a minha atenção e eu a pedir-lhe para jamais parar de soprar.

És tu a respirar.

E eu a ouvir esse vento numa falésia do teu peito, entretido a sentir-me feliz.
publicado por shark às 00:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Segunda-feira, 13.11.06

PAST TENSE

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Foto: Shark
publicado por shark às 19:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

BANHA DA COBRA

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Já me preocupei mais com estas coisas, mas continua a incomodar-me a forma como muitas pessoas abraçam a falta de ética sem qualquer espécie de hesitação.
Isto a propósito de uma reunião de negócios na qual participei neste fim-de-semana cheio de obrigações, onde me confrontei mais uma vez com a arrogância e o desplante com que a malta do papel assume os seus esquemas marados para intrujar os incautos e os pobres de espírito.
Confesso que tinha comprado a ideia, quando numa primeira abordagem me forneceram a informação essencial acerca do que estava em causa. Nessa altura, por delicadeza, não coloquei qualquer questão e concentrei-me nos aspectos financeiros e de natureza prática. Soou-me demasiado simples, confesso, mas acreditei que a reunião seguinte traria a lume as questões de pormenor.
E trouxe, de facto, mas não com a frontalidade que esperava e de modo algum com os contornos que um negócio sério deve possuir.
O negócio, afinal, é explorar a debilidade financeira e/ou psicológica dos cidadãos, explorando sem pudor a confiança que inspiram nas outras pessoas.

Foi a meio da reunião, que envolveu meia dúzia de pessoas, que alguém deixou escapar uma discreta inconfidência, um desabafo entre dentes que outrem silenciou com um gesto que não passou ao largo da minha atenção reforçada. Passei de moderadamente eufórico, descontraído o bastante para negligenciar algumas incongruências no discurso, a exageradamente atento a todos os sinais de alerta. E esses começaram a surgir em barda, logo que o meu cérebro esqueceu o “barulho das luzes” e, lucros cessantes, focou a sua missão nas tarefas defensivas.

Não tardei a somar dois mais dois, enquanto observava o comportamento dos restantes “parceiros” numa aventura comercial certamente lucrativa para alguns mas que não encaixa de todo no meu conceito de actividade legítima.
Passei então de observador participante a figura de corpo presente, uma mudança de atitude que não terá passado despercebida à organizadora do evento e principal interessada na minha “conversão” à causa que implicaria o empenho da minha influência junto de outros “sócios” potenciais para o negócio da china.
Não é algo que encare de ânimo leve, admito, dar a cara por algo em que não sinta os pés bem fincados no chão.

E mal acabou a reunião tomei nota das áreas menos claras de toda aquela concepção “milionária” que antes me soara tão simples e inteligente, tão feita à medida de quem vive há uns anos o papel de mercador.
Bastaram alguns minutos de raciocínio e outros tantos na exploração dos motores de busca. O embuste revelou-se em toda a sua dimensão.
A empresa sedeada num paraíso fiscal (economia paralela), a ausência de papéis, a omissão de uma sede física em Portugal (reduzindo a coisa a um site quase sem conteúdo) e a “importação” descabida de termos contratuais aplicados noutro país onde acabei por descobrir ter acontecido um colapso da “galinha dos ovos de ouro” que lesou um número inquantificável de empresários menos desconfiados do que eu.
Uma fraude concebida com base em esquemas já existentes, devidamente ornamentada com o glamour que trai qualquer pessoa crédula, ambiciosa e vulnerável aos números com dígitos dignos do euromilhões.

De acordo com quem decidiu meter a boca no trombone e se afirma vítima do esquema, os responsáveis pela instalação da cena no seu país piraram-se para o nosso quando a coisa descambou.

Por isso vos deixo um aviso muito simples: se alguém da vossa confiança insistir em vos arrastar para uma “oportunidade única” que se recuse a identificar nesse contacto e alegar estar na presença do “responsável pela entrada em Portugal de uma multinacional europeia”, desconfiem. E se querem um conselho amigo, recusem o convite e, das duas uma, abram os olhos a quem vos propuser o “negócio” ou abram os vossos e ponham-se a pau relativamente a quem se mostrou tão empenhado em vos enriquecer…
publicado por shark às 11:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

PINTURA CELESTE

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Fotos: Shark
publicado por shark às 09:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Domingo, 12.11.06

CAVALOS DE CORRIDA

Na zona onde trabalho os acidentes de viação acontecem com uma frequência anormal. E muitas vezes implicam a morte de pessoas.
Nos Olivais, a meio caminho entre o meu escritório e o local onde actualmente resido, um casal descarregava o porta-bagagens quando um (abstenho-me de escrever o que penso, para não radicalizar ainda mais a minha posição) condutor apressado os esmagou à vista das três filhas que os aguardavam no interior da viatura.

Isto aconteceu numa artéria secundária da capital, uma rua como qualquer outra onde tantas famílias descarregam os seus pertences sem temerem um fim abrupto como o que refiro acima. O condutor, cuja carta de condução acabará por lhe ser devolvida e poucas ou nenhumas consequências sofrerá na sequência da tragédia que a sua irresponsabilidade provocou, tentou fugir do local do crime à vista de agentes da PSP.
Ou seja, revelou uma baixeza de carácter e uma falta de capacidade para assumir os seus erros que deveriam bastar para nunca mais voltar a conduzir legalmente uma viatura. E caso fosse apanhado ao volante sem um título válido de condução deveria passar numa penitenciária o tempo necessário para aprender a lição. E o código da estrada que desrespeitou.

A zona oriental de Lisboa, próxima do autódromo Vasco da Gama, é um viveiro de street racers e os acidentes não acontecem por coincidência ou pelo mau estado das estradas. Acontecem pelo excesso de velocidade e pelo defeito de responsabilidade dos asnos que circulam num bairro habitacional como numa pista, inconscientes, tresloucados, assassinos potenciais.
Não existem paninhos quentes aplicáveis perante as circunstâncias em que o condutor (modera-te, Shark) acima literalmente desfez uma família.
Nem atenuantes para a ausência ou a passividade das autoridades que sabem, que ouvem o rugir dos motores e pouco ou nada fazem para acautelar a segurança das pessoas.

Este pesadelo não acaba porque não queremos. Damos carta branca por inerência, pois não protestamos, desculpabilizamos os bêbedos ao volante se forem nossos amigos ou familiares, aceitamos de forma passiva o medo que as estradas nos provocam e preferimos enfiar a cabeça na areia enquanto aguardamos a nossa vez ou a de alguém que amemos.

Fico fora de mim quando tomo conhecimento destas tragédias alarves, escusadas, absurdas.
E por isso aplaudo de pé a conjugação de esforços hoje anunciada entre estas duas organizações para combaterem uma parte do problema.
publicado por shark às 20:58 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

FLOWER POWER

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Foto: Shark
publicado por shark às 12:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Sábado, 11.11.06

ALMA KODAK

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Foto: Shark

Espreita, fantasma, pelas frestas que o teu presente permite, o passado a que deixaste de pertencer quando todo o teu rasto sumiu.
Escuta o som distante da vida que renegaste enquanto te foi concedida para usufruir e agora partiu. Um momento, um simples lapso de tempo que, bem te avisaram, passa sempre a correr.
E agora assistes de fora às outras existências, sonhas o que podia ter sido, tangível, mergulhado no pesadelo do que nunca mais será possível para ti.

Sofre, fantasma, o arrependimento. Agora, que já não vais a tempo de reparar o desperdício, aguenta o sacrifício e observa enquanto te dói. Mereceste por inteiro essa punição, palerma, pelos pretextos que inventaste para justificar a tua incapacidade de agarrar a felicidade quando ela esteve à mão.
Alma penada, agora. Um espírito que chora sem ninguém para o ouvir, escondido no esquecimento a que se votam os deserdados do amor.
Inconsolável na solidão eterna, enfiado numa caverna que não passa do buraco no peito onde tinhas um coração a bater. Um coração a valer e capaz, menosprezado afinal, porquanto condenado à tarefa mecânica essencial.

Sangra, fantasma, a tristeza corada pelas tuas vergonhas. Aquilo que sonhas é agora proibido, a tua vida sem sentido acabou e a lógica bem te avisou o que só confirmaste depois do fim. A vida é mesmo assim, sem espaço para a arrogância de a presumir intemporal, sem qualquer complacência para um engano fatal. Como o destino, aquele que desafiaste quando um dia te acreditaste capaz de sobreviver sem abraçar o amor que se faria.
Confiante no dia de amanhã ou no que viesse a seguir, logo se veria.

Despede-te, fantasma, do que esbanjaste e outros usufruem no teu lugar deixado vago. Assiste impotente, triste fado, ao festim alheio dos que beijam a vida com gratidão, dos que estendem a mão cheia de oferendas a quem retribui depois com o carinho que te faltou.
Acena adeus a quem te amou, escondido detrás dessa janela no céu que imaginas dourado à medida da tua ilusão.

Mas na vida real, que não a tua, o prateado da lua reflectida no mar é o pouso de um olhar apaixonado que cobiçaste outrora.
O tesouro que procuraste à toa no sótão de uma qualquer mansão das histórias de terror encontrava-se afinal nas memórias do amor que preferiste ignorar nessa ânsia sem tino.

E agora, fantasma leviano, como que fotografas à distância a emoção de que sentes a falta e pretendias ressuscitar. Sem sucesso, pois não sentes na pele o que imprimes nesse papel que não desempenhaste na vida, actor, perante todos aqueles que não soubeste ou não quiseste amar como deverias.

Não tiraste essas fotografias, ficaste a ver navios, no tempo certo para as tirar.
Sobraram-te os álbuns vazios.

Para mais tarde recordar...
publicado por shark às 23:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

CROMOS

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Foto: Shark
publicado por shark às 12:08 | linque da posta | sou todo ouvidos

DUQUES

Há dois anos foi assim.
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publicado por shark às 12:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 10.11.06

CORREIO DO LEITOR

correio do leitor.JPG
Foto: Shark


As pesquisas nos motores de busca são uma fonte natural de visitas para um blogue ou um site na internet. E algumas são particularmente curiosas e dizem muito(?) do tipo de pessoa que frequenta este mundo virtual.
Contudo, não me arvoro de aprendiz de psicólogo e pouco me interessa traçar um perfil de quem visita o charco ou, ainda menos, expor as pessoas a qualquer tipo de ridículo que, na prática, já seria ridículo da minha parte assumir nessa perspectiva.

Tudo isto para inaugurar mais uma rubrica pontual que constará da postagem neste espaço, com o título desta posta, e cujo objectivo será precisamente fornecer as respostas a quem as procurou obter. Ou seja, para não defraudar as expectativas de quem buscava e, em simultâneo, certificar-me que a próxima questão dessa natureza encontrará uma solução onde antes ela não existia.
Por outro lado, existe quem procure não uma resposta mas uma imagem. Na medida do possível, tentarei encaminhar os visitantes para o local apropriado ou fornecer aqui a dita cuja.

O meu objectivo é conferir maior utilidade a este trabalho e ao mesmo tempo ajudar a incluir a blogosfera no roteiro habitual dos internautas.
Mal não faz. E sempre ajuda a diminuir a dor de cabeça de encontrar um tema para as postas do dia.
E vamos então ao que interessa, resultante da minha primeira selecção:

Imagens picantes - É das pesquisas mais frequentes. Não custa nada: encontram-se em quantidade e em qualidade aqui.

Como faço para viver um amor sem ciúme - Esta é um desafio, quase uma missão impossível. Mas cada um de nós tem a sua concepção teórica (sublinho o teórica) acerca dessas matérias tão sensíveis.
O senso comum diz-nos que a confiança absoluta (tanto no/a parceiro/a como em nós próprios) é meio caminho andado. E acredito que não podemos confiar ao livre arbítrio do coração, das emoções descontroladas, a gestão desse sentimento que só serve para nos angustiar e infernizar a existência e a relação, bem vistas as coisas...

Teste para sabermos o nosso futuro - Sugiro esperar que ele aconteça, usufruindo ao máximo cada momento desse período de expectativa. Quando lá chegamos, ficamos logo a saber o que queríamos e entretanto vivemos despreocupados e a fazer cenas muito mais giras do que testes em bolas de cristal ou similares.
E sem o efeito surpresa a coisa perde um bocado a piada, não é?

Tamanhos dos penis pretendidos pelas mulheres - Presumo que se trate de um leitor, pois parece-me que somos nós gajos quem mais se preocupa com essa questão. Na minha opinião, os tamanhos mais generosos têm mais "procura". Mas sinceramente, apesar de não ser um sobredotado nessa matéria fui ganhando a convicção de que elas preferem um pénis de tamanho médio agarrado a um gajo em condições do que um estandarte tamanho 25 a brotar de uma besta acéfala.
Claro que a gente, gajos, não percebemos boi do que lhes vai na cabeça nessas coisas e só podemos dar palpites.
Ainda assim, o tema é fascinante e todos temos o direito à especulação acerca destas "aflições" de macho.
Agora mais a sério, julgo que não existe um padrão uniforme, universal (até porque as medidas delas também variam - nas fantasias também) e o que nos resta é darmos o melhor uso possível ao que a natureza nos colocou entre as pernas. Se nos aplicarmos a sério, tenho fé de que elas até esquecem esse pormenor do tamanho...
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publicado por shark às 22:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

DIÁRIO DE UM QUIOSQUE

É diferente de qualquer blogue que conheci. Está tão agradável e bem esgalhado que quase nos dá vontade de nos lançarmos no negócio que o Ardinário (ganda nick) ali descreve com rigor e com alma.

Confesso que gosto de lá ir e nunca me faltam motivos para justificar cada uma das visitas.
A sério, vão lá. Eu não consigo explicar melhor mas acho que vale a pena.

E como lá diz: aproveitem, é inédito.
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publicado por shark às 21:01 | linque da posta | sou todo ouvidos

ERRAR ASSIM NÃO É HUMANO

hell on the loose.gif


Em poucos dias, os exércitos de Israel e do Sri Lanka assumiram “erros técnicos” que custaram a vida a 18 e a 45 pessoas, respectivamente, somando-lhe várias dezenas de estropiados.
Em ambos os casos, boa parte das vidas que se perderam eram de crianças. No caso singalês, tratava-se de uma escola o alvo do bombardeio por parte das tropas governamentais.
Numa época em que até pelo Google se conseguem obter imagens nítidas de qualquer ponto do planeta, estes erros de palmatória, crimes sem castigo, não têm justificação possível.
Ou têm, mas não a que mais abona a favor dos autores destas chacinas.
O exército israelita, sob a orientação eficaz dos seus serviços secretos, já por diversas vezes conseguiu eliminar com precisão cirúrgica indivíduos que se deslocavam num automóvel.
Isso pressupõe uma capacidade tecnológica e uma presença no terreno que invalidam as margens de “erro” constantemente invocadas pelos responsáveis impunes destas atrocidades (cada vez menos) mediáticas.

O exército singalês, cujo protagonismo macabro se verificou na própria nação que lhe compete proteger, não pode alegar a falta de conhecimento da localização de um estabelecimento de ensino.
Uma barragem de artilharia é uma operação que leva bastante tempo a preparar, requer uma logística complicada e envolve muita gente e muitos meios. É quase impossível acontecer um “erro” desta envergadura.

Em ambos os casos, tresanda a massacre deliberado, a ajuste de contas. Estes “equívocos”, cuja impunidade denuncia o cariz deliberado, visam apenas subir a parada na hedionda escalada que os dois conflitos têm revelado ao longo de décadas.
Se assim não fosse, rolariam cabeças e alguém teria que enfrentar a justiça pelas culpas inscritas no seu cartório.
Mas não é isso que se verifica. São “coisas que acontecem”, acasos que a estatística pode explicar se um governo sanguinário assim o entender.

Contudo, enquanto no Tribunal de Haia um congolês responde pela mobilização de crianças para a guerra, transmitindo ao mundo a noção de que é possível incriminar e sentenciar estes nojentos worldwide, ninguém levantará o dedo contra as altas patentes dos exércitos que acabam de ceifar mais esperança na sua sementeira de ódio.
Basta colocarmo-nos na pele dos irmãos e dos pais das crianças tamil e palestinianas que se viram obrigados a recolher os pedaços das meninas e dos meninos desfeitos pelas explosões “erradas”…

Estas exibições grotescas de infâmia servem para banalizar a morte, para a multiplicar ao ponto de ir empurrando os massacres para as páginas interiores dos jornais e para as referências discretas nos noticiários das rádios e das televisões.
E servem também para evidenciar a baixeza deste tipo de conflitos onde não têm explicação possível tais “erros” que nem numa guerra convencional se podem tolerar.

Não existem crianças de primeira e de segunda. O horror vive-se com a mesma intensidade em qualquer ponto do globo e deixa um rasto de dor e de sede de vingança que agudizam e eternizam estas manifestações do que os seres humanos revelam de pior.

Ainda mais cruel do que permitir que estas coisas aconteçam é consentir que a sua repetição sistemática as torne menos pérfidas aos olhos de quem as observa a prudente distância, (por ora) imune às respectivas repercussões.

À factura pesada que o futuro não deixará de nos apresentar por estes “erros” sem perdão.
publicado por shark às 09:56 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 09.11.06

DETALHES ALENTEJANOS

dragon lamp serpa.jpg


siesta time.jpg

Fotos: Shark
publicado por shark às 22:37 | linque da posta | sou todo ouvidos

BODY PARTS

Perguntassem-me onde buscaria o mais belo som do planeta, de imediato encostaria o meu ouvido à tua boca.
publicado por shark às 22:09 | linque da posta | sou todo ouvidos

EU GOSTO DE PESSOAS

top of the world.JPG

Foto: Shark
publicado por shark às 11:20 | linque da posta | sou todo ouvidos

(IN)FIDELIDADE CANINA

caozinho a pilhas.JPG
Foto: Shark

O mal é a gente dar-lhes demasiada confiança. Abusam logo e desmascaram-se à primeira oportunidade, contrariando a sua aparente e apregoada bonomia e enveredando pela dentadinha manhosa à vista do resto da matilha.

E antes que comecem a tirar conclusões precipitadas, estou a falar de canídeos de pequeno porte. Daqueles que ladram à brava mas só mordem para impressionar grupelhos restritos de audiência canina, para se fazerem passar por duros e maus e cimentarem a sua integração nesses fenómenos colectivos indispensáveis para a sobrevivência em condições desfavoráveis, como a Natureza ensina nas suas lições ancestrais.

Mas como é sabido, a melhor receita para evitar essas reacções inesperadas consiste em nunca mostrar medo aos animais (o que é simples, perante “cãezinhos a pilhas”).
E sobretudo em nunca lhes dar os flancos enquanto lhes passamos a mãozinha no pelo do lombo, pois o senso comum ensina-nos que só ferram o dente quando nos pressentem distraídos ou vulneráveis.

Ou quando lhes damos demasiada atenção…


Nota: antes que os habituais defensores dos animais se insurjam contra mim ou vislumbrem alguma forma subtil de crueldade na posta acima, recordo que até tenho um cão (de médio porte) e gosto muito dele.
publicado por shark às 10:05 | linque da posta | sou todo ouvidos

FILHOS PRÓDIGOS

Agora que se sabe que o AEIOU passou para as mãos da Impresa, ou muito me engano ou é de prever uma inversão no “fluxo migratório” do Weblog…
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publicado por shark às 09:26 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 08.11.06

EMOÇÕES SEM PALAVRAS

saudade mulher.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 23:21 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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