Quarta-feira, 18.10.06

FOTO POSTA

windows xpto.JPG


confluencia.JPG

Fotos: Shark
publicado por shark às 10:32 | linque da posta | sou todo ouvidos

ESPAÇO NENHUM

ilha deserta.jpg


Curto o espaço que sobra. A margem de manobra para curtir, escassa mas apreciada.
O tiro de partida para uma nova corrida rumo à chegada no melhor lugar.
Saber saborear a vida em goles pequenos, sorvidos num beijo que se converte de repente num chupão.
O poder de uma mão à solta como cavalo selvagem pelos montes e vales de que se faz o relevo de um corpo. Afirmação de um desejo na sedução sem pressa, num momento que nunca se esqueça e antecipe o melhor que virá depois.

Comprido o tempo, cumprido o intento de o alongar em requintes de prazer. Elástico, interminável nessa porção de vida moldável em função da vontade de cada um. O poder de uma mão à solta sobre o barro cru desse pedaço nu de uma vida demasiado vestida com uniformes sociais. O prolongamento da partida empatada, a vitória conquistada com o suor dos rostos que se roçam junto aos ouvidos para lhes gemer o amor que se sente nessas alturas.
O calor acumulado pelo amor libertado que se grita por fim.

Imenso, esse apelo intenso para lambuzar emoção nessa doce sensação da partilha. Primeiro as senhoras, claro, pois o dever de um cavalheiro é render o peixe antes que a vida nos deixe e isso pode acontecer amanhã ou depois.
Sempre o último a abandonar o navio, náufragos os dois numa ilha deserta temporária e a morte tão certa como a vida imaginária que tanto sonhamos mas nunca gozamos, estupidamente adiada para um dia qualquer.
O poder de uma mão que agarra pelos cabelos a felicidade instantânea personificada no alvo da atracção. Palavras sem nexo na ânsia do sexo, a pele esfregada como uma lâmpada mágica, libertados os génios e concretizados os desejos em orgasmos simultâneos.
O vislumbre da perfeição ao som da tua voz.

Curto o espaço quando não sobra entre nós.
publicado por shark às 00:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Terça-feira, 17.10.06

ARQUITECTURA LEONINA

edificio de outro planeta.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 22:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

INDESCULPÁVEL

rtp.jpg
Esta foto foi o Shark quem a tirou. Os senhores da rtp é favor terem tino nas mãozinhas.

Tomei conhecimento da situação no Comunicar a Direito, mas a história detalhada (e a proposta de actuação) encontra-se no (esse sim) serviço público que é o Apdeites.
Nunca escondi a minha repulsa pelo plágio e até já senti na pele os seus efeitos, mas quando este se verifica por parte da Comunicação Social o nojo aumenta de forma exponencial.
Custa a entender como os medíocres conseguem chegar tão baixo na exposição da sua falta de brio. Uma instituição como a RTP não pode albergar este tipo de parasitas e se existir alguma vergonha na cara dos seus responsáveis o autor ou a autora desta façanha deveriam ser liminarmente corridos para debaixo do muro de onde se esgueiraram algures.

O nosso colega do Caderno de Corda tem todo o direito de se sentir indignado e de exigir uma actuação decente por parte do canal televisivo que menos pode pactuar com este tipo de situação.

De resto, a Imprensa tem mesmo que aprender a ter mais respeito pela blogosfera e somam-se os exemplos em sentido contrário. Os nossos blogues, que concebemos por gosto e sem qualquer tipo de compensação financeira, não podem servir de muleta para os profissionais remunerados com falta de ideias próprias. E quando isso acontece é um imperativo moral citar a fonte, algo que qualquer jornalista deveria saber de forma instintiva, mesmo que o receio (não se ponham a pau, não...) ou o desprezo pelo trabalho que produzimos os induza a sentir que isto é o da joana.

Não é.

E cada vez mais serão expostos ao embaraço da divulgação da mediocridade que os caracteriza e às consequências em termos de perda de credibilidade e mesmo em termos legais que este tipo de baixeza justifica.
Tags:
publicado por shark às 12:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)

MO(VI)MENTOS

yellow steps.jpg


duche frio.jpg


empenho.jpg

Fotos: Shark
publicado por shark às 11:51 | linque da posta | sou todo ouvidos

COMO DIRIAM OS INGLESES:

What a remarkable woman!
publicado por shark às 01:03 | linque da posta | sou todo ouvidos

LUZ NATURAL

i love this place.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 00:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

BLACK & WHITE

noir.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 00:39 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 16.10.06

A CORDA

a corda.jpg
Foto: Shark

Como uma cobra amestrada, a corda enrolou-os num abraço terno e proporcionou-lhes o aconchego que tanto sentiam precisar.
Deixaram-se ficar naquele nó, amarrados, como um só.

Mas a corda começou a esticar, aos poucos, sentiram-se abafar com a proximidade excessiva. Demasiado apertados, os sonhos desvanecidos na realidade sincera que nunca escondia a dimensão da asneira, teimosia e fé, ou o desequilíbrio que aos poucos se instalava naquela ligação.
A voz da razão ou outra coisa qualquer. Os caprichos de uma mulher irreverente, livre como o vento, embarcação irrequieta e incapaz de se prender a um cais por mais tempo do que o necessário para encher o porão com os resumos uma lição que reaprendia. Depressa enfunaria as velas para zarpar, confiante numa rota incerta que adivinhava segura e amparada. Não temia o naufrágio, guiada pela luz distante das estrelas ou do sol, ou de um patético pirilampo artificial no cimo das falésias mais hostis, fantasia. Talvez um nónio ou um simples mapa, assinalada na carta a cruz de um tesouro que buscaria às cegas com a ajuda do instinto pirata que confiava sem hesitar.
E ele, igualmente navegador, também buscava o amor mas sufocava com a pressão do cordame no peito que parecia rebentar.

A corda a esticar na vertigem do aumento da tensão. Cada um na sua ponta, puxando em sentido oposto para enganar o desgosto com pretextos sem nexo. Um jogo doloroso, aquele passo ansioso adiante que prenunciava sempre os dois passos no sentido de recuar.
E a corda, enfim, esticava e logo veria se aguentava as forças combinadas dos dois extremos em oposição.

A esperança que partia e a corda que se seguiria, no limite da força centrífuga que a esticava.
Porém, nenhum deles largava a ponta de vez. Navegavam em círculos com um raio crescente, seguiam em frente sem abandonarem a órbita em torno de um magneto que parecia provir apenas do coração mas tinha origem também na cabeça. A névoa espessa que mal lhes permitia descortinar o outro no lado de lá de uma vida cada vez menos comum. Ideias erradas, expectativas frustradas, o livre arbítrio da especulação.

Perdiam a razão estupidamente no meio de um conflito latente, cediam ao jogo do empurra e trocavam acusações de falsas pequenas traições que lhes mitigavam o desconforto provocado pela fricção na palma de cada mão agarrada a uma corda que antes os unia e agora só servia como fraco argumento para os afastar.
Ele queria nadar para longe dali, poupar-se à corrosão daquele ácido verbal, daquela guerra que lhe fazia mal. E no entanto amarrava no pulso a ponta do fio para não perder o rasto de volta e para a saber capaz de regressar ao ancoradouro sã e salva, onde sempre encontraria a segurança de uma baía de confiança.
Ainda que fustigada pelo tremendo temporal que desabava de quando em vez sobre as velas enfunadas que eram velas apagadas sempre que o vento parecia decidido a não soprar outra vez.

Presos por um fio, em permanente rodopio nas bordas daquele remoinho de emoções, o carinho nos corações e a vontade de escapar ao aperto que há muito deixara de existir.
Esforçavam-se por resistir à tentação demoníaca da separação inequívoca, pressentiam a falta que o outro faria naquele ou em outro dia marcado pela saudade que parecia não vergar como a corda desfeita que já não prendia ninguém.
Apenas fazia de conta, pedaços inúteis, fragmentos de memória cada vez mais difusa nas imagens de um passado sem futuro num presente que lhes dizia fica um pouco mais.

A corda partida, esgaçada pelo tempo a lutar contra a sua própria passagem, inexorável, numa missão impossível que nenhuma persistência conseguia explicar.

E eles a observarem à distância o outro, a partir do ponto preciso de onde seriam avistados meio caminho depois, cada um em busca da bandeira branca que sinalizaria a paz que os reuniria algum dia no centro da circunferência imaginária onde corda alguma voltaria a limitar-lhes a navegação.
publicado por shark às 20:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

EU GOSTO DE PESSOAS

belo porte.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 12:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

AÇORDA ORTOGRÁFICA

Dia 28 vamos dar-lhe os parabéns e oferecer-lhe um prontuário.
Dividido pela malta toda sai a tuta e meia...
Tags:
publicado por shark às 11:54 | linque da posta | sou todo ouvidos

VÊM AÍ...

Os dias histéricos do extremar de posições.
Teremos então uma nova oportunidade de observar as imagens de fetos desmembrados que nos recordam a argumentação do costume da malta pelo direito à vida, sempre baseada no pressuposto de que do outro lado da barricada encontram-se aqueles/as que defendem com euforia a estimulante prática na boa do aborto como método contraceptivo…

Para que não restem dúvidas, não sou comunista mas faço parte desse grupo de esquerdalha sem princípios que provavelmente também abona a favor das injecções atrás das orelhas dos anciãos (embora, incoerente, não advogue que - só por causa dos brincos sem mola - as furem às criancinhas que escapem à chacina que os monstros como eu votarão no referendo que já peca por tardio).

Vê-se logo que sou homem. E arraçado de filisteu.
publicado por shark às 09:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

REGRESSARAM...

rain drops.jpg
Foto: Shark

...Os dias assim.
publicado por shark às 09:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Domingo, 15.10.06

FERNÃO CAPELO

voar no mar.jpg


na pirisga.jpg


over the sand.jpg

Fotos: Shark
publicado por shark às 21:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

(IN)DEFINIÇÕES

A amizade engloba confiança, honestidade e respeito mútuo.
Também implica consideração, disponibilidade e estima.
Isto para não falar do carinho, da lealdade e do espírito de entreajuda.

Sentimentozinho complicado, hã?
publicado por shark às 18:02 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA NA REVIRAVOLTA IMEDIATA

sem duvidas.gif


Existem fases da vida em que é difícil renegar o sobrenatural. Nesses períodos que desnorteiam, acumulam-se os episódios desagradáveis e os sinais que desmentem pressupostos ou alimentam suspeitas. Parece que tudo se conjuga para nos fazer sentir mal, bruxedo, e para nos demolir a resistência.
Parece que existem forças negativas a conjugarem-se para nos empurrarem para becos sem saída ou nos obrigarem a despertar para a necessidade de combater determinados problemas que nos afectam, aqueles sobre os quais ainda possuímos algum controlo e podemos eliminar do rol de preocupações.

São essas as opções que nos restam quando um gajo já nem sabe para onde se virar, a braços com tantas situações anómalas. Ou nos entregamos ao desespero, à desilusão, e baixamos os braços ou, a melhor alternativa, berramos por dentro isto tem que acabar.
Eu sou mais propenso a escolher esta última. Se existirem de facto as tais forças negativas capazes de nos atormentarem com coisas que nos arrasam, temos que reunir as nossas, positivas ou não, e ripostar. E se tudo não passar de uma série de coincidências foleiras, pelo menos enquanto mobilizamos a força interior encontramos a esperança de quem sente de novo o chão debaixo dos pés ou algo a que nos agarrarmos para fugir à prostração.

Gosto de batalhar contra aquilo que me afecta, interno ou externo, e não me reconheço no abandono perante as fases menos boas que qualquer existência produz. Ciclos que nos obrigam a mostrar o que valemos, a (re)descobrir a tenacidade, a capacidade de dar a volta a tudo e mais alguma coisa. A agarrar pelos cabelos com determinação ou a deixar cair com bom senso.
Gosto de berrar a sós num local isolado, esmurrar os deuses se necessário, para exibir perante mim e as energias perniciosas a vontade de estrebuchar, de desatar à cabeçada nos males e nas aflições.

Depois arregaço as mangas e ataco cada um dos problemas com a frieza e a garra suficientes para resolver a maioria e enfrentar com dignidade e com coragem os que não dependem directamente da minha intervenção. Descarto tudo quanto não justifica a minha atenção, nesses momentos que tanto dependem da acuidade das nossas escolhas, da prioridade que urge definir com rigor.
Está tudo na nossa cabeça, afinal. A maior parte do que nos enfraquece e conduz a comportamentos e decisões absurdas, a humilhar-nos perante terceiros, a fomentar o desastre quando estamos na melhor altura para o evitar.

Ervas daninhas que devemos cortar sem demora, coisas e pessoas com quem não contamos de todo na luta por dias melhores ou só servem para nos minar a solidez.
Tocamos a reunir na praça forte da nossa fé em nós próprios e avançamos para cada dia como guerreiros, alheios às cobardias, às hipocrisias ou às insensibilidades alheias e consequentes deserções que se traduzem na prática em coisa nenhuma se quisermos mesmo avançar para qualquer batalha. A vitória é garantida quando somos capazes de ignorar tudo e seguir em frente com determinação. Mesmo que se percam alguns pilares pelo caminho, a estrutura permanece intacta e reconstrói as suas bases de sustentação.

Estou a braços com esse tipo de desafio. E sinto-me cada vez mais capaz de o enfrentar, imune às debilidades artificiais.
publicado por shark às 13:35 | linque da posta | sou todo ouvidos

BLACK & WHITE

o mundo la fora.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 12:39 | linque da posta | sou todo ouvidos

DOENÇAS BLOGUEIRAS

2 – Insónia Virtual

Pode afectar mesmo os blogueiros que se deitam cedo e costumam estar cheios de sono às nove da noite.
De repente, às cinco da manhã, acordam com uma vontade irreprimível de visitar um blogue.
Depois, retomam a incapacidade de algo os interessar ao ponto de os manter acordados, interessados seja pelo que for, e vão deitar-se outra vez.
Tags:
publicado por shark às 12:33 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 14.10.06

THIS SIDE UP

mundo ao contrario.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 18:33 | linque da posta | sou todo ouvidos

BLACK & WHITE

apeadeiro.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 18:25 | linque da posta | sou todo ouvidos

A ÚLTIMA PÉTALA

Pelo espelho retrovisor conseguia ver o passado que se afastava quanto mais carregava a fundo no pedal do acelerador. O motor que rugia e o homem que partia para longe em busca de uma solução para o problema que nunca conseguira identificar.
Procurava a resposta para o que afinal nem sabia questionar.
E acelerava, fugia de si próprio e dos outros que o faziam sentir-se a pior das criaturas, implacáveis perante as falhas imperdoáveis que o tornavam proscrito. Parecia que estava escrito no céu, em letras garrafais, esse libelo acusatório.

No cimo do promontório meditou a existência e ganhou a consciência da missão que lhe competia no futuro reservado às pessoas sem lugar marcado na plateia social. Nem mesmo o amor resistia aquela dor que sentia e espalhava em seu redor, revoltado.

Renegou-se apaixonado e assumiu-se solitário.
E só nesse dia parou de inventar últimas pétalas que nunca disfarçavam a inevitável nudez do seu malmequer imaginário.
publicado por shark às 14:38 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 13.10.06

EU GOSTO DE PESSOAS

sai uma imperial faxavor.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 22:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

AMOR PERFEITO

amor perfeito.jpg
Foto: Shark

Foram felizes até que aquilo aconteceu. Ela ficou em casa sozinha, demasiado tempo sozinha. Quando ele chegou nesse dia, o mal já tinha acontecido e pouco ou nada havia a fazer.
Levou-a para o hospital, tarde demais.
Ela entrou em coma e agora está agarrada a uma cama com pouco melhores perspectivas do que acordar no estado vegetal.
Tem pouco mais de trinta anos e foi vítima de um aneurisma no cérebro que entendeu manifestar a sua presença da forma pior, arrastando uma jovem mulher cheia de planos para o sono profundo e o seu amor para uma situação impossível de entender.

É uma daquelas histórias que preferimos ficção, mesmo quando não somos os protagonistas ou nem temos qualquer relação com as pessoas afectadas. Dá que pensar, quando nos revemos instintivamente numa desdita alheia que pelo seu cariz imprevisível adivinhamos passível de nos acontecer. Ou a quem dedicamos o nosso amor.

É demasiado doloroso para mim imaginar tal cenário, aplicado às pessoas que amo. Aplicado a mim, na condição de testemunha potencial de um drama assim.
Nem arrisco uma previsão do meu comportamento na pele de alguém tão surpreendido pela vida no que de mais requintadamente cruel encontra para nos confrontar. O choque da surpresa num dia que nasce igual ao de ontem e acreditamos semelhante ao de amanhã. Felizes os dois, os dias e as pessoas. E de repente uma cortina de fumo que cobre o horizonte azul (tido por) garantido que a paleta da vida pinta tragicamente cinzentão.

Ele, o homem apaixonado que a existência decidiu infernizar, tinha mais do que uma opção perante tal desafio.
Podia ter optado pelo suicídio, caso a esperança (que os médicos lhe tiraram após a segunda intervenção cirúrgica) estivesse comatosa como a consciência da sua amada naquele leito frio de hospital.
Podia também “desligar a máquina”, partir para outra, buscar a felicidade num mundo alternativo ao que a sorte lhe ofereceu.
Optou por acreditar, por se agarrar a esse amor que pretende eterno. Recusa a possibilidade de ela não regressar aos dias melhores, com o sorriso habitual.
Ninguém consegue demovê-lo dessa fé. Se calhar ninguém devia.

Inscreveu-se num curso de massagista, certo de que depois de tanto tempo de imobilização ela irá precisar desse tipo de cuidado. Decidido a esperar pelo mais ansiado despertar que algum dia pensou.
Tenho lágrimas nos olhos, piegas, por ter acabado de conhecer esse pormenor que referi.

Tenho lágrimas nos olhos de tristeza como de alegria por num relato de tragédia vislumbrar uma das mais lindas histórias de amor que conheci.
publicado por shark às 15:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)

KNOCK ON WOOD

friday 13.jpg

Nunca fui muito dado a superstições. Nem que seja por uma questão de coerência, pois não faria sentido um agnóstico acreditar nesse tipo de crendice sem outra forma de se sustentar que não a estatística.
Os azares acontecem, isso é um facto que ninguém contesta. E alguns surgem como uma consequência dos nossos actos ou omissões, um azar pré-fabricado que só tem essa designação por causa daquela tendência para descartarmos as nossas culpas.
Porém, esses “azares” também entram na estatística e alimentam os receios que estão na origem das precauções estapafúrdias que alguns entendem tomar nestes dias especiais.

Hoje é sexta-feira treze, um dia que a palermice humana convencionou mais azarado do que os outros. Escadas, ferraduras, gatos pretos, patas de coelho. Simbologia tão tola como outra qualquer, apenas porque alguém teve um dia mau e necessitou de encontrar uma explicação para tanto galo.

Claro que para muitos o que acabo de escrever é quase uma blasfémia, uma provocação descarada ao destino que me poderá castigar como um deus pagão sob a forma de um azar que até poderia acontecer noutro dia qualquer. Uma provocação a quem acredita nestas coisas, pois não há maior insulto para uma crença do que a respectiva ridicularização.

Eu não passo debaixo de escadas ou escadotes por uma questão elementar de bom senso, de resto o mesmo motivo que me leva a não acrescentar um acessório para cavalos aos molhos de chaves, moedas e outras cenas de metal que me atafulham as algibeiras. Não monto quadrúpedes, nem os temo em função da cor. Se os gatos são pretos, apenas concluo que de noite é mais difícil descortiná-los e é mais fácil ter o azar de lhes pisar a cauda sem querer.
E quanto às patas de coelho, só mesmo no tacho e ficamos conversados quanto aos símbolos que seleccionei para ilustrar o meu cepticismo radical.

Assim sendo, enfrentarei este dia como outro qualquer. Sempre à coca de chatices inesperadas que urge evitar, sobretudo provocadas pela minha desatenção.

Mas convicto de que no final do dia, e mesmo que as porras se manifestem em catadupas, não faltarão outras sextas-feiras treze para limpar a má imagem que este dia me possa trazer.

E claro que vos desejo um dia sortudo, nem que seja só para eu ter razão naquilo que afirmei.
publicado por shark às 11:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA COLORIDA

baloes disney.JPG


so fish.jpg


linhas com que se cosem.jpg

Fotos: Shark
publicado por shark às 10:00 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

Postas mais frescas

Para cuscar

2019:

 J F M A M J J A S O N D

2018:

 J F M A M J J A S O N D

2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

2005:

 J F M A M J J A S O N D

2004:

 J F M A M J J A S O N D

Tags

A verdade inconveniente

Já lá estão?

Berço de Ouro

BERÇO DE OURO

blogs SAPO