Quinta-feira, 14.09.06

POSTA MISTA

urbano depressao.jpg
Foto: Shark

Acabou de beber a cerveja e depois reagiu como se tivesse emborcado um copo cheio de lágrimas.
Ninguém na esplanada reagiu. Alguns desviaram por instantes a vista do jornal, dois ou três pararam de vaguear com os olhos enquanto falavam pelo telemóvel e concentraram por instantes a atenção naquela figurinha. Mas a maioria nem reparou ou apenas fez de conta.

Deixou sobre a mesa duas notas. Só uma servia para pagar a despesa. A outra, soube-se depois do sucedido, era a factura individual apresentada ao mundo como o valor residual de um aluguer de longa duração cujo prazo chegara ao fim. Encurtara, logo a seguir ao ruído assustador do chiar de travões alguns metros adiante, no extremo da rua. O som seco de um baque, mais o que pareceu a alguns um grito.
Uns zunzuns, o dono do estabelecimento a espreitar o aglomerado de mirones, passados uns minutos chegou uma ambulância que acabou por se ir embora e a pequena multidão dispersou.

Alguns comentários e meia dúzia de esgares de consternação depois, alguém quebrou o silêncio encomendando uma tosta mista.

Sem manteiga, por favor.
publicado por shark às 22:10 | linque da posta | sou todo ouvidos

UM MAR DE FÍFIAS

Depois de várias tentativas frustradas para entrar na plataforma onde edito este blogue, o que aconteceu agora por mero acaso, acabei por publicar no Ponto Sem Nó da Mar (estava escrito, sócia) uma posta que estava destinada ao charco.

Até acaba por se escrever direito por linhas tortas, pois o assunto começou e no Blogger Beta as caixas de comentários são mais certinhas...
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publicado por shark às 16:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA PRA VER

pomba branca.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 11:06 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 13.09.06

SALADA DE FRUTAS

sportinguismo de figo.jpg
Sportinguismo à Figo (é preciso uma ganda lata...)
Foto: Shark

Ontem, depois de uma vitória importante para o futebol português, gostei particularmente de assistir à pouco simpática entrevista do alegado sportinguista que joga no Inter e levou na pá (parabéns, amigos e rivais da segunda circular). O bacano não achou que os putos (a meu ver brilhantes) do "seu" clube tivessem conseguido grande proeza.
Foi um momento enriquecedor pois todos vimos em directo como a engenharia genética portuguesa consegue produzir na boa um enorme melão verde do entroncamento a partir de um figo pequeno no feitio e demasiado maduro no desempenho.

E isto pouco tempo depois de lhe renderem homenagem sincera naquele mesmo estádio.

Meu rico Rui Costa...
publicado por shark às 14:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

A POSTA PRA VER

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Foto: Shark
publicado por shark às 12:32 | linque da posta | sou todo ouvidos

SEM BARRACA NEM BANDEIRA

bandeira azul.jpg
Foto: Shark


Muitos blogues que em 2005 se revelaram viveiros de conversa em animadas caixas de comentários lembram-me agora bares quase desertos numa praia encerrada ao público por causa da matéria coliforme em excesso.
Quer dizer, os bares até continuam abertos (a maioria) e a fornecer os comidos e os bebidos virtuais que as palavras e as imagens simbolizam. Porém, é óbvio que a conversa de merda em que se incorreu com demasiada insistência, numa fase em que o clima entre bloggers acinzentou e as picardias saíam em barda como imperiais para as mesas, com a ajuda dos “cravas de estacionamento” anónimos que apanhavam a boleia de qualquer discussão para deixarem a sua impune poia cáustica, esse ambiente pesado e pouco higiénico que tombou sobre muita blogosfera acabou por inquinar as águas com as respectivas descargas.

E os banhistas visitantes, muitos deles industriais desta “restauração” virtual de esplanada, passaram a curtir a praia à distância, a partir da falésia.

Muitos dos que, como eu, geriram essa época dos ovos de ouro em que a interactividade prometia ser a alma da coisa como se nunca mais pudesse haver cadeiras vazias ou mesmo menor movimento nas caixas, podem agora olhar de esguelha e com consciência pesada os farrapos da bandeira azul dependurados sobre a inútil bóia de salvação.
O ambiente fétido que esteve até na origem do encerramento (ou aparente mudança ou aparente regresso seguidos de encerramento na mesma) de alguns estabelecimentos de renome, lixo acumulado nas postas e nas respostas, na atitude, consequente saturação, deu-nos cabo deste Verão.

O saneamento básico melhorou, mas a malta habituou-se aos poucos a trazer o farnel de casa. A reengenharia inadiável, que isto não vive do ar (sem pessoas que vejam), pode até passar por nos assumirmos entertainers e alguns até já se desfazem em palhaçadas para atrair os arrivistas com olfacto menos sensível.

Mas mesmo que se continuem a facturar uns chás, cafés e laranjadas à conta de quem arrisca um mergulho de teste nas águas ainda meio turvas para poder assistir de perto ou mesmo participar no espectáculo, temos que admitir a falta que os aplausos fazem no final de cada performance.

Afinal, agora a alma do “negócio” é sermos mesmo artistas e executarmos o nosso número, seja qual for, de forma ecologicamente irrepreensível e o mais possível “profissional”.

Mas claro que este paleio não se aplica a qualquer um de vós que blogam por e para si próprios e não ligam nada a estas questões “comerciais” e absolutamente secundárias do maior ou menor volume de atenções captadas.

Estou a falar com os meus botões neste palco-esplanada, completamente sozinho no meio do areal…
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publicado por shark às 10:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Terça-feira, 12.09.06

À QUEIMA-ROUPA 3

Estou impressionado.
Qualquer dia ainda o vejo a construir (acho que é esse o termo adequado) a página de passatempos de uma prestigiada publicação qualquer.
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publicado por shark às 15:56 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA PRA VER

luz alentejana 2.jpg



luz alentejana 3.jpg



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Fotos: Shark
publicado por shark às 12:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

AQUI PRA NÓS QUE NINGUÉM NOS LÊ

tasse bem.jpg


Um dos perigos que os “veteranos” da altura em que aderi a esta blogarice que me agarrou mais me aconselharam a temer foi o da tendência para nos deixarmos guiar pela audiência.
Ou seja, o impulso para dar ao povo aquilo de que ele gosta (e o povo gosta das coisas mais incríveis).

Contudo, e mais ainda desde que o charco perdeu o seu status de chatblog (como alguém o chamou tempos atrás), não faço a mínima ideia do que o povo gosta. Vou debitando postas sobre o que me dá na mona ou apenas uns bonecos para descansarem a vista e tento perceber como reagiria se estivesse no vosso lugar. Não para corresponder às vossas expectativas temáticas mas apenas às minhas expectativas em matéria de interesse, de “qualidade” do tempo que vos faço investir nesta treta.

É ponto assente que a “minha” blogosfera anda mortiça. Sem blogues como o Afixe, o Ruínas ou o Fumos (só para citar alguns) isto fica logo menos atraente para um gajo como eu. Por outro lado, a vaga mais recente de rapaziada tarda a produzir espaços que dêem pica, tem uma atitude merdosa relativamente às suas caixas de comentários (deixam um gajo a falar sozinho) e os que antes acompanhava, salvo raras excepções, tornaram-se algo mais enfadonhos e, confesso, entediam-me.

E esse é o receio que sinto, de cada vez que abanco diante de uma folha virtual em branco para construir algo que vos possa agradar por isto ou por aquilo.
Já sabem que sou alérgico a temas demasiado densos, próprios para saraus e cenas assim, bem como à utilização de um blogue para dar pala de culto à brava. Disso temos à carrada, feito por meia dúzia de pessoas com substrato e imitado por centenas de aspirantes a self made intelect.

Também me satura incidir por sistema numa determinada área. Podia falar-vos de sexo a toda a hora, ou de futebol, ou de gajas, ou de amor, ou de gajas, ou de emoções, ou de política, ou de gajas, enfim…
Podia cristalizar num estilo e num tema. Mas abomino as realidades estáticas e por isso tendo a variar nas abordagens, sem critério, apenas tentando oferecer-me (literalmente, nas incursões mais umbiguistas) com o respeito que me merecem desse lado.

Faço o melhor que posso e sei e já há muito deixei de ambicionar construir aqui uma versão alternativa à minha pessoa, pelo que quem cá vem só é enganado/a se quiser.
Estou farto de vos mostrar o rabiosque das minhas fraquezas, que assumo sem nóias, e das minhas forças, que quem me conhece reconhece facilmente.
Vejo-me a toda a hora confrontado com os aspectos negativos desta actividade. O excesso de exposição e os abusos e canalhices que daí derivam, as consequências da má interpretação das minhas palavras, o tempo roubado a outros tempos que me fazem falta.
Mas também vejo o entusiasmo com que me dedico a construir aos poucos uma realidade que não me envergonhe agora e no futuro, o charco que se aproxima a passos largos dos dois anos de Weblog mais uns meses de Blogger, e eu, que entrei comentador nesta vida virtual no início de 2004.

Tu, que estás a ler isto (e gabo-te a persistência se conseguiste chegar até aqui), podias estar a fazer outra coisa qualquer. E isso é motivo mais do que suficiente para me esforçar no sentido de saíres sempre com a sensação de que valeu a pena.

E o resto é conversa.
publicado por shark às 11:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Segunda-feira, 11.09.06

PRESUNTÃO E TINTO BENTO

a nova literatura.JPG
Foto: Shark

O EOL, projecto e obra única literária no panorama do mundo digital português, acabou, finito.
Todas as obras têm um tempo, e o tempo de EOL esgotou-se. Principalmente porque o arquitecto desta obra perdeu a paciência; e também, a génese da verdadeira nova literatura portuguesa para o século XXI, uma literatura que se quer à altura dos seus grandes mestres do passado literário português, foi e está lançada.
Para toda a gente de bem, para todos os não-mal-intencionados, para todos aqueles que têm cérebro verdadeiramente humano, a obra foi feita.
Mas não houve mais paciência, por parte do arquitecto da obra, de continuar a aturar basbaques, bacocos, mentecaptos e outros monstróides que assediavam contínua e irritantemente esta obra que, e também, por sua pura ignorância, iliteracia, ou simplesmente pura maldade, não queriam permitir que esta obra aqui continuasse.


Extraído de "Caixa de Comentários do Weblog", Cap II, Tomo terceiro, por António Duarte Bento (com a devida vénia ao magnificente autor, os sublinhados são da responsabilidade deste humilde editor de um blogue de qualidade inevitavelmente inferior à do seu)

N do A: as referências no título visam apenas homenagear o lauto repasto de palavras que a obra do senhor arquitecto certamente terá fornecido à saciedade.


Depois disto, amigas e amigos, este portentoso anúncio do fim de um blogue que eu admito, sem um cérebro verdadeiramente humano, nunca ter visitado, como poderei algum dia despedir-me de vós com a dignidade que o charco merece?
publicado por shark às 20:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

À FLOR DA PELE

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Foto: Shark

Plantas em mim canteiros, a delícia dos teus cheiros em cada carícia que me dás.
publicado por shark às 19:46 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA PRA VER

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Fotos: Shark
publicado por shark às 16:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

À QUEIMA-ROUPA 2

Os seus sonhos parecem luzinhas de Natal.
Luminosos mas intermitentes.

E quase sempre fora de época.
publicado por shark às 15:04 | linque da posta | sou todo ouvidos

À QUEIMA-ROUPA

A vergonha é sua familiar próxima.
Prima pela ausência.
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publicado por shark às 14:55 | linque da posta | sou todo ouvidos

A MEMÓRIA NÃO CAIU

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Foto: Shark

Hoje é dia 11 de Setembro.
Há cinco anos, quando o sol nasceu, era apenas o dia a seguir ao dez...
publicado por shark às 00:38 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

VACANCES DO ESQUALO

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Fotos: Shark
publicado por shark às 00:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Domingo, 10.09.06

COFFEE BRAKE

Gosto mesmo muito de café. O virtual, tomo-o aqui.
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publicado por shark às 23:14 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA PARA VER

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Foto: Shark
publicado por shark às 16:58 | linque da posta | sou todo ouvidos

DESCUIDADOS INTENSIVOS

Sentiu aquela perda como uma amputação.
Uma parte sua, decepada, inanimada no chão de pedra fria da sala de memórias das dores que sentiu.
Como uma amputação. A sangue frio.

E depressa descobriu que não tinha hipóteses de salvação.
Não existem próteses que encaixem nos cotos de um coração.
publicado por shark às 03:56 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POESIA DOS OUTROS

É seguramente melhor do que a minha.
Deixo-vos aqui um exemplo, extraído de uma canção que ouço quase todos os dias.

I am the one who guided you this far
All you know and all you feel
Nobody must know my name
Oh nobody would understand

And you kill what you fear
and you fear what you dont understand

I love you but I must leave
You’re on your own until the end

There was a choice but now its gone
I said you wouldn’t understand
Take whats yours and be damned

Duke’s Travels, Genesis
publicado por shark às 01:48 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 09.09.06

VACANCES DO ESQUALO

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publicado por shark às 15:35 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA AGRADECIDA

Podem ser valiosos os conselhos de uma amiga, mesmo quando demoramos a interpretar a mais-valia que eles representam. E mesmo quando a nossa atitude perante quem nos aconselha possa parecer indiferente ou mesmo hostil, nem sempre isso corresponde ao que nos fica na alma como rasto do que nos é transmitido.
Como já diversas pessoas fizeram questão de salientar, tu incluída, não primo pela capacidade de resposta rápida. Sou lento de raciocínio e, necessariamente, na compreensão das mensagens que me dirigem.

Contudo, água mole em pedra dura, vou apanhando aqui e além os elementos necessários para atingir a custo os objectivos para onde me encaminham com a sua sabedoria as poucas pessoas que me concedem o benefício da dúvida, algo que a maioria não se predispõe a confiar perante a minha forma de reagir a determinadas situações.
Nem sempre sabem o que está por detrás de alguma bizarria no meu discurso ou dos comportamentos aparentemente anómalos que protagonizo nos momentos menos bons, mas estão-se nas tintas e cuidam de si como é normal, sem espaço nem tempo para as ondas e os desequilíbrios de terceiros.
Absorvem com sofreguidão o lado rosa e cospem sem hesitação os caroços das pancas alheias.

Sou daquelas pessoas de quem só é possível gostar com base na intuição. Sou difícil de aturar, impossível de entender, tão extremado no que revelo de pior como extremoso nos atributos que, como qualquer pessoa, também possuo para me defender.
Sou daquelas pessoas de quem só é possível gostar com base no balanço, no saldo final de tudo aquilo que faço e de tudo aquilo que sou.
Uma amiga que insista, apesar da minha aparente distância, em me aconselhar, em tentar conduzir-me para soluções que me poupem e poupem os outros de uma série de constrangimentos que atraio é uma pessoa que me vejo forçado a admirar.

Sobretudo quando os conselhos, passados e presentes, constituem uma saída para os becos em que me encurralo ou deixo encurralar.

Vou seguir alguns dos teus conselhos à letra, amiga, e linco-te, e identifico-te, apesar de ninguém ter nada a ver com o que se passa (e tu sabes que é para ti este recado) não fornecerei qualquer indicação (tu acabarás por descobrir, com o olho de lince que te caracteriza) da solução que adoptei em conformidade com as tuas sábias palavras que cuidei de registar e não caíram em saco roto…

A limitação que atrás referi e da qual também tu já sofreste consequências directas ou indirectas não me impede de lá chegar.

O processo de mudança acaba de começar.

Observa…
publicado por shark às 14:59 | linque da posta | sou todo ouvidos

FINALMENTE FEZ-SE LUZ

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Foto: Shark

(Já te devia este há muito tempo, SaltaPocinhas...)
publicado por shark às 01:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

UM AR QUE LHE DEU

Ele aguardava angustiado em silêncio no isolamento que a sua condição impunha.
Nem um sinal lhe chegava por entre o halo de luz diante do seu olhar.

Mas nesse dia, finalmente, escutou a brisa (de um email) a soprar...
publicado por shark às 00:30 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 08.09.06

FOGO DE ARTIFÍCIO

Sentia no peito o aumento da pressão enquanto na sua cabeça queimava um rastilho imaginário que o aproximava aos poucos da inexorável explosão.
As cordas que o amarravam, ilusórias, cediam à força acumulada naquele corpo de homem saturado de uma estranha versão de cativeiro que se impunha para preservar coisa nenhuma, em prol de uma promessa que apenas na sua mente existia.
E agora partia, as amarras em excesso e a sua vontade inquebrantável de vencer a guerra perdida à partida na batalha inaugural, para um outro lugar da coragem desertora que insistia em desafiar as suas mais vincadas convicções.

Controlava as emoções e gerava a força interior de que necessitava para o toque a reunir das armas e munições que gritavam revolução. Em si a explosão anunciada, rastilho mais curto, a voz silenciada para não denunciar a hora H aos que de bom grado atingiria com os estilhaços da dor que sentia e se preparava para expurgar em definitivo num instante mágico de libertação.
Tronco nu diante da mesa, arfava a certeza de que seria capaz do passo seguinte no árduo caminho para a paz que buscava em vão nas soluções temporárias, nos finais das suas histórias de encantar que contava para enganar o destino traçado de antemão.

Mediu os prós e os contras das opções em causa, encostado à parede pelo ultimato da razão. Ignorou o coração que lhe implorava misericórdia, a esperança na concórdia que abortava no ventre da lucidez. Uma gravidez vaidosa numa montanha de solidez duvidosa que se preparava para dinamitar com as suas decisões inadiáveis.

O fragor do rebentamento das águas, silêncio sepulcral.

E depois um choro de crocodilo se ouviu da boca do rato que a montanha pariu.
publicado por shark às 14:46 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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