Sábado, 23.09.06

SÓ PARA A MALTA DO BAIRRO

Agora que sabem onde me encontram, cá vos espero todos os dias.

Mas cuidadinho com as bocas foleiras e com outras liberdades nas caixas de comentários. meninas e meninos (olha que eu topo-te, PB)... :)

Charquinho Forever!
publicado por shark às 01:27 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA ACORDADA

Hoje recuperei algo que tinha perdido tempos atrás. Uma parte importante da minha forma de estar na vida, obliterada por uma névoa que entretanto tem cuidado de se dissipar o bastante para me permitir a redescoberta de laços que entretanto deixei quebrar.
Ligações ao homem que sou. Pessoas importantes, de alguma forma esquecidas no meu percurso fora de mim. Rituais de amizade. Vontade de partilhar o tempo de qualidade com gente que me aprecia.

Aos poucos, mais disponível, regresso a um rumo mais consentâneo com aquilo que sou e com algumas realidades que me fazem falta, que preenchem um vazio cada vez menos perturbador e mais realista.

Acabou por se revelar um dia bom.
E vai fazer-se sentir no futuro próximo da minha capacidade decisória.
publicado por shark às 01:07 | linque da posta | sou todo ouvidos

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

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Fotos: Shark
publicado por shark às 00:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 22.09.06

NEM TUDO O QUE LUZ...

É ouro.
A posta anterior só fará sentido depois de explicada em alguns detalhes que lá incluí com um objectivo específico. Talvez amanhã. Para dar tempo a que cada leitor/a retire as suas próprias conclusões e as possa confirmar (ou não) quando vos oferecer as explicações que a justificam. Nada de importante, claro.

Mas necessário.
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publicado por shark às 21:54 | linque da posta | sou todo ouvidos

HOJE DEU-ME PRÁQUI

É quase unânime o coro dos que afirmam que a blogosfera anda meio murcha. Nós próprios, na qualidade de leitores, sentimos essa falta de… de… empenho por parte de alguma malta que bloga. Ou melhor, sentimos que algo mudou e que a coisa ficou menos interessante, menos apelativa.
Porém, não é fácil perceber o quê e porquê mudou ao ponto de se instalar esta noção no discurso corrente. As diferenças que se fazem sentir residem no fim da euforia dos encontros de blogues (agora são raros e, regra geral, muito “sérios”), no evidente retraimento da “oferta” em matéria de comentadores (aqui no Weblog temos uma das explicações como certa…) e no fim de alguns projectos dos quais se sente a falta.
Continuo a encontrar posts bem esgalhados, blogues originais e pessoas porreiras por detrás de alguns nicks. No entanto, é óbvia a saturação por parte de alguns colegas e a cristalização de outros tantos numa receita que manifestamente já se esgotou. E eu tento enquadrar o charco numa dessas categorias, fazer auto-crítica, no sentido de combater o que eventualmente possa estar menos bem, embora (como os outros) não consiga distinguir no meu trabalho o impacto das tais mudanças que toda a gente aponta mas ainda ninguém conseguiu clarificar de forma concreta.

Blogar é uma actividade que requer tempo, capacidade e motivação. Tudo o resto é acessório, como a influência dos outros no nosso “estilo” ou na escolha dos temas sobre os quais pretendemos emitir umas palavras ou imagens.
E um dos aspectos acessórios que mais desiludiram as pessoas na blogosfera foi o relacionamento entre as pessoas que blogam. Na maioria dos casos não correu bem a transição do virtual para o analógico e isso fez esmorecer alguns entusiasmos e deitar a perder alguns projectos que justificavam melhores destinos.

Todavia, a essência da coisa mantém-se inalterada e tendo a acreditar que se trata de um caso de expectativas em excesso. É que isto de acompanhar um espaço que se quer dinâmico e atractivo (não me venham com o discurso do “blogo como quero, só para mim” que eu bem os/as vejo a afirmarem que se estão nas tintas para os números para logo a seguir postarem a análise “regional” da sua estatística) exige muito de quem se expõe aos critérios alheios e responde com o orgulho pelo resultado final daquilo que é capaz de produzir de borla. E isso cansa, quantas vezes desanima e perde todo o sentido quanto tentamos justificar esta opção de comunicar com os outros sem protecção alguma contra a má vontade, a inveja e todas aquelas pequenas mazelas que quem bloga tem mesmo que suportar ou então partir para outra...

O Charquinho, de acordo com a única referência disponível (e que é pública) tem actualmente uma média de (os senhores da "concorrência" têm a caneta à mão?) cerca de 600 visitas por dia. Um décimo bastaria para justificar o meu melhor, mas este número implica uma responsabilidade acrescida. E este pressuposto aplica-se a todos nós que blogamos. Se o fazemos por impulso voluntário, por outro lado também assumimos a carga moral/ética de justificar o tempo dos outros (eu sei que estou sempre a insistir neste aspecto) e isso implica necessariamente que façamos a escolha entre fazer o melhor possível ou arrumar as teclas.

Numa fase em que na blogosfera portuguesa estão prestes a surgir os primeiros projectos profissionais, com objectivos bem definidos e uma forma de blogar mais disciplinada, só a qualidade servirá de critério no inevitável processo de selecção natural ao qual, de resto, já estamos a assistir (e não me venham com a conversa de que um blogue com 30 visitas por dia pode ser tão bom como um com o dobro ou o triplo, pois um blogue bom - e bom poder querer dizer apenas bem concebido, apelativo, e nem reflectir a capacidade ou a bonomia intrínsecas dos/as criadores/as) sai do anonimato – leia-se “deixa de estar às moscas” – com naturalidade, mais cedo ou mais tarde, e os blogueiros/as com mais mania do que talento podem andar dez anos nisto que nunca passam da dimensão que a sua capacidade ou a do seu trabalho justificam. E não faltam exemplos dessa realidade nua e crua, por muita serradura que as alegadas “vedetas” tentem impingir do alto da sua veterana insistência no milagre que os números desmentem sem perdão.
Há blogues bons que não atraem multidões, mas os blogues excepcionais, concebidos de forma séria e bem comunicada, acabam por se destacar na multidão.

Alguns colegas nem se expõem nessa fria prova dos nove à sua apregoada cultura, ao talento que os “outros” (quais?) lhes reconhecem e a toda a “fama” que alegadamente possuem mas os factos comprovam não se traduzir em nada de palpável (quantidade de visitas, de comentários e de linques – que Gatos Fedorentos ou Abruptos valem pela sua qualidade e pelo que a estatística revela, ou não passariam de porreiros mas discretos Murcons ou de irrelevantes Charquinhos).
Não basta ser isto ou saber aquilo. É preciso levar a sério o que se faz, ignorar o peso relativo das tricas que a ninguém interessam e saber de facto, ter argumentos para cativar quem visita.
O resto são desculpas de maus pagadores e o que interessa é cada um/a conformar-se com os resultados (os seus e os dos outros) e fazer a coisa mesmo só pela pica que isto dá.

E é a falta de pica daqueles que já não conseguem alimentar fantasias que contagia, que transmite a falsa noção (que eu também “comprei” até há tempos atrás) de que não existem espaços interessantes e agradáveis, livres do mofo que emana dos pequenos grupelhos mais virados para o convívio (leia-se promoção recíproca, em muitos casos) do que para o esforço de impressionar e seduzir quem nos visita.

Porque se virmos a coisa sem tretas, quem não se interessa com a opinião de quem vê não precisaria da exposição para nada…
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publicado por shark às 20:48 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

THE WALL

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Fotos: Shark
publicado por shark às 09:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 21.09.06

A FRASE DO DIA

Por favor, aguarde alguns segundos! O comentário está a ser validado!

Obrigado.
Weblog.


(Até acendo velinhas a Nossa Senhora do Weblogger)
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publicado por shark às 21:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

A FRASE DO MÊS

Internal Server Error
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publicado por shark às 21:26 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA AFRICANA

vou ali e ja venho.jpg


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Fotos: Shark
publicado por shark às 17:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A POSTA PRA VER

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Fotos: Shark
publicado por shark às 16:43 | linque da posta | sou todo ouvidos

SINAIS NO TEMPO

caricia folhada.jpg
Foto: Shark

Ouvi dizer que hoje é o primeiro dia de Outono.
Isso é bom, pois vai permitir-nos entender o temporal que o anuncia como se fosse o temporal que o anuncia.
De outra forma teríamos que olhar para este céu cinzento e recordar o facto de se tratar do que resta de um furacão que nasceu a milhares de quilómetros mas conseguiu cá chegar a tempo de nos lembrar que o Outono começa hoje, depois de surfar durante dias sobre um oceano em banho-maria que o levitou de forma bizarra até aqui.

Não é o Outono que esta anomalia me invoca.
E a sensação é muito desconfortável.


vendaval.jpg
publicado por shark às 09:19 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 20.09.06

PLEASUREDOME

Isto, para mim, é um blogue mesmo bonito.
publicado por shark às 22:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

ROOF TOP

superficie vidrada.jpg

Foto: Shark
publicado por shark às 22:18 | linque da posta | sou todo ouvidos

SEMPRE COM DUAS PEDRAS NA MÃO

para mim.jpg

Foto: Shark
publicado por shark às 22:10 | linque da posta | sou todo ouvidos

O CÉU NA TUA BOCA

boca celeste.jpg

Rompe a escuridão desta noite de Verão, sem luar, ilumina a verdade por desnudar de um desejo coberto pelo pudor de um fino manto reflector que espelha a luz da centelha que vislumbro no teu olhar.

Rasga o silêncio deste tempo valioso, espalha ao vento o som do sentimento que gemes e que gritas quando tremes e me agitas num agradável frenesim. Escuto emudecido, o teu sussurro no meu ouvido, a voz interior que me fala do amor que se faz ouvir quando ecoa nas paredes do meu abraço, por dentro do espaço que nos rodeia, firmamento, a redoma transparente de um momento fecundo sem ruído de fundo que o possa perturbar.

Arranha esta pele que não estranha a tua, o desenho de meia-lua nas garras que me cravas no corpo que ofereço, entrega total, insensata. (pres)Sinto o teu amor em cada gota do suor nessa cascata de emoções que jorra dos corações para a cútis que a absorve com sofreguidão. A sede que se mitiga, a língua pela barriga em sentido descendente, rumo à nascente convertida na foz desses rios que partem de nós em enxurrada e desaguam serenos na confluência criada quando nos fundimos e nos tornamos um.

Retalha o ar com o teu perfume perfeito, espalha no meu peito o cheiro dos cabelos que penetro com os dedos em busca de um jardim suspenso no tempo sem fim que duram as carícias que parecem libertar a essência desse odor que me seduz. Aquilo que me reduz a um escravo da tua fragrância, dependente. A minha ânsia de te respirar quando me sufoca a falta de ti, um medo que não aceito porque temo desse jeito ver mirrar as flores silvestres imaginárias, tuas cortesãs, plantadas no meu olfacto como memórias permanentes da tua condição de rainha do corpo que definha quando a saudade lhe drena a energia vital pela raiz.

Fixa na minha boca o rasto do teu sabor, um trilho para o amor que degusto em cada instante beijado. O gosto lacrado no cofre da minha imaginação, secreta a combinação discreta com que só eu o possa abrir depois. Quando fazemos a dois, colados, aquilo que na mente germinar, em cada corpo um manjar repleto de estímulos para o palato em festa.

Os meus lábios na tua testa.
O meu corpo prostrado em cima do teu, aterragem forçada.
Destino selado nas nuvens do céu.

Dessa tua boca selvagem, alada.
publicado por shark às 15:55 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 19.09.06

PELA (ES)CALADA

cinto muito.jpg


Irrita-me esta propensão da populaça no mundo islâmico para pegar por tudo para fazer granel nas ruas, para atacar os “infiéis” por mais absurdo que seja o pretexto.
Por tudo e por nada, toca a queimar bandeiras, igrejas, automóveis e a berrar aos tiros o ódio do momento como se esse ódio lhes alimentasse o estômago e a fé.
Ou porque o escritor tal insultou o Alcorão, ou porque uns Zé-ninguém da Dinamarca fizeram umas caricaturas insultuosas para o Islão ou porque o Santo Padre (que não foi tão “bento” como o pintam) citou um imperador bizantino que insultou o Profeta séculos atrás.
Matam pessoas com base nesta reacção de virgens ofendidas que apenas tem servido para lhes criar uma imagem no mundo ocidental que em nada serve a causa de que fazem a apologia.

Uma freira sexagenária que trabalhava num hospital somali foi abatida a tiro por causa do insulto que serviu para mais uns incitamentos dos líderes religiosos fundamentalistas.
Isto cabe na cabeça de alguém?
Se por cada disparate que sai das bocas descontroladas de alguns fanáticos fossem executados membros das respectivas Igrejas o mundo transformar-se-ia num imenso faroeste. E essa, paradoxal, é a versão que veste melhor os bushes deste planeta panela de pressão, a gente boa que se pendura nos receios com a segurança para transformarem aos poucos o ocidente cristão numa imensa fortaleza e o oriente islâmico numa gigantesca, (in)discriminada e ameaçadora horda de talibãs.

Por outro lado, não se papa o grupo de que o Sumo Pontífice e seus conselheiros nem faziam ideia de que aquelas palavras proferidas nesta altura provocariam o estardalhaço que ainda mal começou. Como alguém dizia algures, ou foi de propósito ou foi uma tirada imbecil e despropositada. Qualquer das duas opções, num Estado a sério, democrático, deixaria o líder em péssimos lençóis e provavelmente conduziria à respectiva destituição do cargo.
Mas no Vaticano só mesmo a morte pode destituir um incapaz que o acaso (pois, a vontade de Deus…) imponha e os factos confirmem nesse particular.

Também me irritam os paninhos quentes com que (quase) toda a gente neste nosso santo bastião da cristandade civilizadamente hipócrita se apressa a cobrir as causas e os efeitos da “boca” desnecessária que os santos lábios não quiseram ou não souberam reprimir.
Os dois lados da barricada estão à mercê de líderes que não inspiram fé alguma na sua capacidade de resolução do problema que se agrava dia a dia com gestos cobardes, palavras insensatas e novas revelações do esterco ético em que se atolam uns e se conspurcam outros.

E a nós, cidadãos comuns de cada um dos extremos cada vez mais opostos, resta aguardar que esta gente perceba que a ninguém interessa um conflito destas dimensões e ainda menos interessa que dêem à costa alguns figurões que o agudizem. Em nome de qualquer fé, pois a fé principal consiste em termos uma vida em paz e sem mais medos do que aqueles que derivam, por exemplo, das calamidades naturais associadas ao aquecimento global ou do desespero que se vive em boa parte do hemisfério sul e cujas consequências se desenham negras nas fronteiras duma Europa encravada no seu papel de eminência parda que não sabe para que lado cair no meio dos interesses específicos de cada uma das nações que a integram.

Nós aguardamos, que remédio, pelo bom senso desta gente que manda.
Mas a avaliar pelo que está (e pelo que não está) à vista é melhor esperarmos sentados…
publicado por shark às 11:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Segunda-feira, 18.09.06

A POSTA FLORESTAL

pinheiro bravo.jpg

Foto: Shark
publicado por shark às 14:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

MÃE, ESTOU ALI!

Como sempre acaba por acontecer aos "zezitos" deste mundo, o verme (talvez porque na sua plataforma não brincam em serviço quando recebem queixas fundamentadas) já sumiu (ver posta anterior) e não vale a pena clicarem nos respectivos linques.

E nem o perfil do bacano escapou à limpeza, mas caso conheçam um gajo chamado José Alberto Pereira, 39 anos de idade, funcionário público nascido em Almada, anteriormente residente na Costa da Caparica e na Lousã, com um filho chamado Miguel (4 anos de idade) e estado civil divorciado (neste caso, entendo perfeitamente porquê), peço encarecidamente que me informem do paradeiro habitual do parasita em causa. Ou que pelo menos lhe mandem saudações do gajo que lhe alimentou o blogue ao longo de mais de um ano...
publicado por shark às 12:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

MÃE, ESTOU AQUI!

Já vi acontecer com outros colegas, mas é a primeira vez que me toca.
O plágio, esse recurso preguiçoso dos medíocres, pode bater à porta de qualquer um de nós e desta vez tocou ao charco ver-se copiado por um(a) idiota qualquer que faz de conta que é seu o que os outros criam.

O verme em causa até se dá ao luxo de alterar os títulos para que não o topem, mas a porra da internet está cheia de recursos para darmos com estas exibições de falta de inteligência e de capacidade.
Ainda por cima tem a lata de escolher o URL "zezito no trabalho" e afinal gosta mas é do trabalho dos outros.

Claro que vou andar em cima do nick e sempre que o topar em alguma caixa vou fazer o que me compete, para além de lhe fazer uma marcação no "seu" blogue até desistir e criar um novo (que descobrirei, podes crer ò ratazana imbecil). E que o acaso poupe o cromo ou a croma de dar a cara nalgum encontro blogger ou de soltar pistas que me permitam chegar à sua patética figurinha analógica.

Não sou conhecido pela moderação ou pela discrição das minhas reacções nestas coisas...
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publicado por shark às 08:44 | linque da posta | sou todo ouvidos

IN HEAVEN

in heaven.JPG

Foto: Shark
publicado por shark às 00:00 | linque da posta | sou todo ouvidos
Domingo, 17.09.06

PARA ENCERRAR DE VEZ O ASSUNTO

A minha vida privada inclui a possibilidade de escolher com quem me relaciono. Tal como as vidas privadas das outras pessoas. É assim que podemos acolher quem queremos e rejeitar quem não nos interessa.
Embora na vida profissional tenha que aturar algumas pessoas que nunca fariam nem farão parte da minha vida privada, o meu estatuto de trabalhador independente permite-me filtrar boa parte das pessoas que o meu instinto me diz não corresponderem ao perfil de quem quero servir. E faço-o de duas maneiras: não aceitando a entrada dessas pessoas no meu quotidiano (às vezes nem envio cotações para quem as solicita, caso desconfie que não é boa ideia) ou, quando me escapam no primeiro contacto, convidando-as liminarmente a escolherem outro profissional e a desampararem-me a loja.

E na blogosfera beneficio exactamente da mesma liberdade de escolha. Dirijo a palavra a quem quero e relaciono-me com quem vale a pena (dentro dos meus critérios), não podendo no entanto evitar que me leiam e assim alimentem animosidade e outros sentimentos negativos a que se poderiam poupar, bastando seguir a minha receita.
Custa-me perceber que algumas pessoas se sintam incomodadas comigo, com o que sou, com o que faço, com o que escrevo, mas algo as atrai para esse martírio que depois desabafam nos seus posts ou nas suas caixas de comentários. Um desperdício de tempo e de energia, portanto, quando bastaria fazerem como farei a partir desta altura (não visitando os blogues das pessoas que me são hostis, para não incorrer na mesma asneira).

É tão simples quanto isso. Não lemos, não desgostamos. É como se deixássemos de existir uns para os outros, excepto se tivermos o azar (que evitarei) de nos cruzarmos nas caixas de comentários alheias.
Claro que assim perde um bocado a piada quando parodiam ou insultam, pois não tenho nem quero ter quem venha a correr avisar-me de que fulano disse isto ou fulana cuspiu aquilo.

Mas estou certo de que conseguirão dar a volta por cima...
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publicado por shark às 23:16 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 16.09.06

A POSTA PRA VER

filigrana marinha.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 17:46 | linque da posta | sou todo ouvidos

RACHA LENHA

A solidariedade é uma manifestação que me sensibiliza. Acho bonito quando alguém acode a outro alguém em apuros, de forma abnegada e corajosa.
Porém, não confundo gestos solidários espontâneos com reacções sistemáticas e padronizadas que apenas reflectem a defesa instintiva do membro da mesma tribo ou o apelo primário aglutinador de um bando de chimpanzés.

Quando se intervém em abono desta ou daquela causa, desta ou daquela pessoa, não se deve perder de vista a necessidade de averiguar a justeza da nossa reacção. Nem sempre os “nossos” têm a razão.
E corremos o risco de intervir em abono de crápulas manhosos (daqueles que agridem pela surra e saem sempre bem no boneco), dirigindo as nossas invectivas a quem apenas, por exemplo, reagiu “com eles no sítio” a uma provocação, ou de causas injustas e impossíveis de defender.

Não custa nada tentarmos perceber se é oportuna e justificada a nossa intervenção, evitando assim um pontapé no vazio em prol de uma razão obscura, baseado apenas numa reacção de impulso, instintiva, de defesa da parte que consideramos mais próxima por esta ou por aquela razão.
E não podemos cegar pelo despeito, pela animosidade pontual, pelos vínculos que tantas vezes se revelam frágeis ou mal avaliados à partida.

Irrita-me sobremaneira, esta tomada de partidos sem avaliação prévia das situações em que entendemos meter o bedelho. E essa escolha pode manifestar-se em gestos hostis para com quem não os mereceu ou em silêncios cobardes que fragilizam porque isolam alguém à mercê de quem lhe queira mal.
Merecem-me a mesma revolta, o mesmo subsequente desprezo, as solidariedades de circunstância mal medidas por parte de quem se cola a um lado da questão (o dos “seus”) e o cruzar de braços negligente de quem sabe a verdade dos factos mas prefere (por razões inexplicáveis) ignorá-los.

Enojam-me os dois lados da questão. A falta de solidariedade de quem se está nas tintas para os seus deveres de lealdade (fazem de conta que não percebem ou assim) e que revela pelo menos uma destas realidades: um comprometimento repartido, uma cobardia inata ou a simples negligência de quem nunca se esquece de reclamar o apoio que não oferece aos outros. E por outro lado, o excesso de zelo de quem, brothers in arms, avança sem questionar em defesa dos membros da “matilha” a que prova pertencer.
Se aos primeiros nos resta colocá-los no grau de importância que merecem, aos últimos basta recordar a sabedoria popular que lhes devia despertar a lucidez e a consciência.

Quem está fora…
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publicado por shark às 09:56 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 15.09.06

E OS ALUNOS ADEPTOS DO GIL VICENTE CHUMBAM TODOS?

cartola na carteira.gif

Eu sei que esta posta interessa mais a quem tem filhos em idade escolar, pelo que vou esforçar-me para reduzir a coisa ao essencial.
E começo pelo princípio: de cada vez que um Governo altera ou permite alterar o esquema de funcionamento do Ensino é mais vincada a sua crescente desresponsabilização das obrigações que os nossos impostos lhe impõem.

Tenho uma filha no segundo ano do primeiro ciclo (a antiga segunda classe). Este ano, como é costume, foi agendada uma reunião com os pais e encarregados de educação para, em simultâneo, apresentar a bela trampa de decisões do “agrupamento” que rege os destinos da escola da minha filha e fingir que respeitaram a intenção do Executivo de iniciar as aulas até ao final desta semana. Hoje, portanto.
O primeiro indicador de que algo não bate certo foi o facto de a dita reunião ter sido marcada para as 13:30 horas de um dia de semana…

Mas esperavam-nos revelações ainda mais elucidativas da barraca que o Estado dá nesta matéria.

As aulas passam a ter início meia hora mais cedo, o que até parece um transtorno menor. Estapafúrdio (e exemplificativo da tal desresponsabilização de que falo acima) é o facto de a esses trinta minutos corresponder um intervalo de igual período, não remunerado aos professores. Este pormenor implica que os alunos ficam durante meia hora ao relento, pois os blocos escolares são encerrados e muitos espaços de recreio não possuem uma área coberta. No pico do Inverno isto soa cruel e desnecessário, à conta da poupança de 30 minutos de trabalho de um professor.

Para os professores, para além da inovação do livro de ponto com sumários no 1º ciclo, nasce a obrigação de compartimentar a matéria em disciplinas (o que os impossibilita de criar uma sequência lógica e agradável para as aulas). No fundo, transporta-se o esquema do segundo ciclo para o primeiro. Fica tudo menos apelativo para alunos e professores.
Se considerarmos que a escola deve ser um espaço agradável precisamente para estes dois grupos, é óbvio o divórcio entre a lógica do Governo e a prática no terreno. Nada de inovador, portanto…

E depois os novos períodos “complementares”, o Apoio Escolar (os TPC passam a TPE) e as Actividades de Enriquecimento Escolar (os putos acrescentam mais duas horas ao tempo de permanência numa escola que os “põe na rua” todos os dias às 10:30), tudo desenhado para converter a escola num martírio (já tinham aquela ideia peregrina da hora e meia de aula no antigo secundário e agora começam a prepará-los mais pequeninos para o abandono escolar).

Eu pasmo com estas alarvidades. E se antes estranhava a súbita psicose de encerramento de escolas, com base na gasta e duvidosa argumentação da melhoria da eficácia do sistema, agora não duvido que o sistema quer é poupar umas coroas (sem que isso implique uma redução fiscal para quem o sustenta e, por isso, à nossa custa).
No fundo, o Estado quer obrigar quem pode a inscrever os filhos no privado. E para isso pioram aquilo que podem (parece mal deixar degradar o equipamento escolar e tal), alterando as regras a um ponto que torna insustentável a vida de alunos, professores e pais.

Se somarmos estas aberrações à forma desastrada (desastrosa) como a classe docente tem vindo a ser tratada (humilhada), é fácil de prever a alegria que irá reinar no ano lectivo que agora começou.

Como apontamento final deste lençol não posso deixar de referir um questionário de preenchimento “obrigatório” (deve ser, deve…) onde, entre outras informações importantíssimas, procuram saber com que idade o aluno foi desfraldado, o tipo de parto que o trouxe ao mundo, quantas assoalhadas tem a casa onde vivem e, esta é mesmo de bradar aos céus, qual o seu clube de futebol preferido!!!

É de mim ou andam mesmo a gozar com a nossa cara?
publicado por shark às 21:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

A POSTA PRA VER

mar de outono.jpg

Foto: Shark
publicado por shark às 11:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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