Sexta-feira, 05.08.05

A POSTA NO MERGULHO

mergulho1.JPG

Só faltam a bóia e as braçadeiras (barbatanas já tenho...).
publicado por shark às 09:48 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Quinta-feira, 04.08.05

MAIS TEMPO...

tempus fugit.JPG
Foto: sharkinho

Para quê, se insistimos em esbanjá-lo?
publicado por shark às 18:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

RESPONDEMOS BASTA

born to be wild2.jpg

Sei que, apesar de te ter pedido que não o fizesses, lês o meu blogue. Não nos resta nesta altura qualquer outra via de comunicação. E por isso a aproveito para te recordar que faltaste à tua palavra outra vez. Fizeste uma promessa à que provavelmente será no futuro a única pessoa do teu sangue capaz de gostar de ti, sem as reservas que o teu comportamento me suscitou e caso eu falhe na minha tentativa de o evitar.
Fizeste a promessa, mas não cumpriste. E ela reparou. E sentiu. Não existe em mim lugar ao perdão para quem a magoa, disso sabes bem. Mesmo assim, arriscaste a indiferença habitual, a definição de prioridades que a deixa sempre de fora, no fim de uma lista interminável de preocupações comezinhas e de pessoas sem valor algum. Foi um erro crasso de avaliação. Porque existo eu. E não te concedo o perdão.

Ela não chora a tua ausência, nem grita a revolta que a tua atitude lhe possa provocar. Cala bem fundo o desgosto que lhe dás. Sofre em silêncio, com a dignidade que sempre cuidei de lhe incutir mas levada ao extremo para reprimir qualquer lágrima que a tua memória vai deixando de merecer.
És indigna do teu lugar no seu coração, agindo dessa forma. Cruel, até. E ela ainda não o entende como eu, mas um dia ouvirá da minha boca a explicação sincera e frontal para tudo o que se passou. O que se passa nesta altura, aliás, contigo desleixada no carinho a quem já provou sem margem para dúvidas a sua dedicação. Um desperdício, digo eu.

Avisei-te por mais do que uma vez. Fiz-te sentir o que está em causa. E nunca te escondi a minha desilusão.
Agora, reincidente na tua negligência, exibiste de novo e com clareza o lugar que ela ocupa na tua escala de afectos, a ausência da saudade que todos estes meses te deveriam provocar. Mas não, não sentes as coisas como ela ou como eu. És uma estranha à nossa concepção do amor, uma carta fora do baralho no jogo das famílias a brincar.
Confirmaste o que nunca te omiti, as minhas piores previsões. Criaste-lhe ilusões que trataste de desfazer.

Basta assim. Poupa-a à influência perniciosa do péssimo exemplo que lhe dás. Poupa-me à ira que provocam as tuas omissões e a hipocrisia com que lhe afirmas o teu amor. Deixa as coisas como estão, distantes, esquecidas, remetidas para o fundo de um álbum de fotos qualquer. Não a procures, não a exponhas constantemente a esta dor calada que cada vez menos a impede de sorrir. Eu prefiro assim e sei que ela também, mesmo não sendo capaz de o confirmar.
Abdica do teu papel de fantasma, de referência ausente para uma data de merdas que não lhe interessam partilhar. Ela só precisa do teu amor. E tu não lho dás.
Fazes então falta a quem e para quê?

Na casa que foi tua, onde tentei responder a esta pergunta, cheguei a várias conclusões e nenhuma a inclui (como a mim há muito não incluía) no caminho que percorres sem ao menos olhares para trás de quando em vez. Sem tempo para quem te adorou e agora se prepara para te esquecer. Com a minha resignada colaboração, que a amo acima de quaisquer pruridos de ordem institucional ou convenções da treta. Não a amo por obrigação e protejo-a da tristeza que lhe possam provocar.
Conto contigo para agires em conformidade, pois sei que a tua resposta não será diferente da minha.
publicado por shark às 13:21 | linque da posta | sou todo ouvidos

NO MEU CAMINHO...

margens de mim.JPG
Foto: sharkinho

...Já percorri cada centímetro do teu corpo com alguma parte do meu.
publicado por shark às 00:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Quarta-feira, 03.08.05

A POSTA NO PACOTE DE AÇÚCAR

escolafacil.jpg

“É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.”

Epicteto



Estava a beber uma bica na esplanada, entretido a observar as pessoas que passavam. Gosto de observar as pessoas, pelo prazer de as adivinhar pela pinta. Nem sempre se consegue avaliar assim o livro pela capa, mas regra geral correspondemos na aparência (e nalguns rituais) ao perfil que queremos exibir.

Um dos ensinamentos mais úteis que me foram transmitidos pela geração anterior, e eu dou mais valor aos conhecimentos quando lhes reconheço uma aplicação prática ou uma utilidade intrínseca, foi a forma de interpretar as mulheres através dos sinais que estas transmitem. Todas as chaves que conduzem à interpretação, qualquer uma, dessas criaturas misteriosas e imprevisíveis são um dado valioso que qualquer apreciador deve ter em conta.
Não vou maçar-vos com uma listagem desses sinais (ou tiques de expressão) que a experiência dos mais velhos me transmitiu. Até porque o segredo é a alma do negócio e nestas coisas não podemos dar abébias à concorrência...
Mas dou-vos um exemplo concreto, dos que nunca falham: mulher que caminha apressadamente batendo com os saltos dos sapatos no chão é com toda certeza um pirafo colossal. Isto é conversa de homens, claro, e espero que ninguém se sinta melindrado(a) com esta premissa sexista.

E é deste tipo de sabedoria que estou empenhado em absorver. Não apenas a que diz respeito à criatura mais maravilhosa do universo, mas toda a que sinto poder valer-me na busca incessante do melhor caminho para uma existência preenchida e feliz. As questões práticas da vida...
Por isso mesmo, pouco me interessa se o tal Epicteto era um filósofo romano por alturas de 60 a 90 DC que foi banido com os restantes pensadores da sua época por um imperador idiota (Domiciano) que não entendeu o facto de contribuir assim para cavar a sepultura do império que liderava. Sem ideias, não há civilização que resista.
Mas não é por isso que irei a correr à biblioteca para conhecer melhor este bacano cuja citação, impressa num pacote de açúcar dos cafés Chave D’Ouro, serviu de base para esta posta.

O que me interessa mesmo é perceber como um gajo que foi enterrado há quase dois mil anos consegue proferir uma afirmação que ainda hoje é actual. E aposto que o gajo não fazia ideia da importância da forma de caminhar das romanas para lhes avaliar o potencial...
Eu acho que ele tem razão. Só sei que nada sei, ouvidos à escuta e olhos na estrada para (re)conhecer sempre os melhores caminhos. A sabedoria é como um mapa que acumula as indicações de quem já percorreu uma parte do percurso para que outros lhe acrescentem uns pós a seguir. Rumo a ninguém sabe bem para onde, pois o sacana do mapa cresce a toda a hora e uns viram à esquerda e outros à direita e há até os que buscam o saber às arrecuas.

Tanto faz, desde que a malta vá partilhando o resultado das suas experiências e reflexões. E é essa óptica que corresponde à minha, quando me interrogo acerca do exercício de blogar.
publicado por shark às 13:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (31)
Terça-feira, 02.08.05

CADA UM TEM...

jim morrison1.JPG

...os heróis que merece.
publicado por shark às 22:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A POSTA NA RONHA

pensamento do dia.jpg
publicado por shark às 13:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)

TATUADO NO MEU RANCOR

commentary2.gif

É uma mulher bonita e dá largas, sempre que pode, à sua alegria reprimida. Quando ele não está por perto, consegue até sorrir.
Mas o seu olhar denunciava uma tristeza que me perturbou, logo na primeira vez que a vi. Incapaz de ficar indiferente, passei a observá-la com mais atenção, de forma discreta. E a ele também.
No olhos do cabrão li apenas o vazio, a expressão habitual no olhar dos cabrões. Não gostei. E logo adivinhei o cenário por detrás daquelas aparências insuspeitas aos olhos de quem não lhes prestava atenção.

Semanas mais tarde deparei-me com o rosto dela deformado, inchado pelo falso abcesso que as camadas de creme sobre o sangue pisado não conseguiam pintar.
Estava mais triste nesse dia, obrigada a trabalhar na ressaca de um terror, maquilhada à bruta para esconder na cara o que a alma não conseguia disfarçar. Pelos olhos, expressivos, transbordavam o medo, a amargura e a resignação muda de quem nada pode (consegue) contra a violência de um brutamontes possante e isento de emoções. O canalha ideal, perfeito para simbolizar o nojo que lhes dedico, aos canalhas capazes do pior. Da cobardia. Da infâmia.

Nada podia fazer, sabendo-os casados e não tendo hipótese de denunciar algo que não vi e ninguém até hoje me testemunhou. Não podia agir com base em especulações.
Engoli a revolta e passei a dar menos atenção à mulher bonita que eu pressentia estar a sofrer. Até um dia, pouco tempo atrás.

De manga curta e braços cruzados, distraída, saltou-me à vista o que me pareceu uma tatuagem, um pouco acima da dobra do cotovelo, na face lateral de um dos braços dela.
E era, de facto, disso que se tratava.
Um clássico. Um coração apaixonado, atravessado pela seta de cupido. E dentro do coração um nome de homem.
Essa era a tatuagem original, como a reconstruí mentalmente ao longo dos segundos de que dispus para a observar.
Agora, uma horrível cicatriz substituía a seta, de alto a baixo, cruzada na zona do nome que se pretendeu apagar. Mas sobraram a primeira e a última letra do nome próprio desse amor eterno que algures acabou. Não é o nome do vilão.

Desconheço, por ora, a verdade por detrás destes preocupantes indicadores. Mas só me consigo imaginar olhá-lo com desdém, ao desafio, sempre que o destino o atravessar no meu caminho.

Tenho fé que algum dia ele irá perguntar-me porquê.
publicado por shark às 12:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (23)
Segunda-feira, 01.08.05

ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

bruce1.jpg

Como hoje estou com ela toda e trabalhar é cansativo comó, aproveito uma fífia involuntária da Jacky para publicar mais uma posta e assim bater um recorde do charco.

A questão é menor e só tem relevância para quem se leva demasiado a sério nisto da blogosfera. Se não é o seu caso, pode parar de ler por aqui.

O nome deste blogue é CHARQUINHO e deriva do nome do Bairro de Benfica (Lisboa) onde cresci.
O nick que me camufla resulta do inglesismo SHARK combinado com o diminuitivo INHO que lhe confere a mesma sonoridade do nome do blogue e transmite a noção subliminar da minha pequenez (um tubarãozito, afinal).

Assim sendo, proponho que optem pelas alcunhas já ao dispôr:
Shark
Sharky
Tuby

Ou simplesmente Zé.

Mas já agora que estou na onda do narciso, aproveito para compartilhar convosco (sobretudo os que arriscam comentar) que o Charquinho entrou (braços dados com o Ruínas - blogue irmão) no Top Ten dos blogues mais comentados de sempre do Weblog.com.pt.
Sabendo todos que a caixa de comentários é o orgulho do meu focinho de tubarão, devem calcular o quanto me satisfaz este apontamento.

E um gajo vai-se entretendo com estas coisas...
publicado por shark às 17:23 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (21)

A POSTA NA LEI...

murphy.jpg

...de Murphy...
publicado por shark às 14:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA NA FOTOGRAFIA III

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(Sou aquele gajo na terceira fila, com um chapéu azul. Não dá para distinguir bem no meio da confusão, mas estou lá. Eu mais o resto da malta.)
publicado por shark às 12:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

E A SEGUIR

Diving_into_Work.jpg

A seguir vou enfiar a mona no trabalho que é para ver se me piro para férias sem caldeiradas nem penduranços.
Desejo-vos uma excelente semana!
publicado por shark às 11:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

A POSTA PIEGAS

shark16.jpg

Sendo um gajo emocional dou valor a merdas sem jeito nenhum. Agarro-me a símbolos, a ícones, a representações dos meus ideais fantasiados. E depois fico à mercê de quem não sobrevalorize essas tretas e as destrua inadvertidamente ou mesmo de propósito, conhecendo-me a sensibilidade excessiva para com essas coisas (na prática) insignificantes.
As nossas vulnerabilidades são as nossas fraquezas e nem toda a gente hesita em as explorar, nem que seja apenas para chamar a nossa atenção. E eu vou recebendo os golpes, um atrás do outro, enquanto me esforço por encontrar um sentido para algo que nunca fará sentido algum.
Depois tento comparar as acções de quem me magoa com as que esse alguém toma em relação a outras pessoas, a outros símbolos (que não sou só eu a alinhar com mariquices) e caio em mim. É um desgosto enorme quando descobrimos que afinal não somos tão especiais como julgamos.
Hoje sinto-me vulgar. Apenas mais um (desculpa, Eufigénio, não era para ti).

Mas também, quem me manda alimentar uma costela piegas num mundo talhado para a frieza dos tubarões?
publicado por shark às 11:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)

NOT FOUND

É das coisas mais tristes que podem acontecer a um blogue. Rasgado em pedaços por duas palavras em inglês. Sem alma sequer, sem nenhuma memória que não a de um linque para um beco sem saída.
Choca-me, sempre que acontece com blogues que aprecio.
Romanceio demasiado esta cena dos blogues.
Já quase lhes choro o fim...
publicado por shark às 01:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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