A POSTA FÚTIL DE FIM-DE-SEMANA

231_3199.JPG


Trago das minhas férias uma certeza renovada. As portuguesas são as mulheres mais bonitas do mundo. Dá gosto, a um apreciador do género como eu, essa constatação que até nos olhos gulosos dos nuestros hermanos e dos restantes cámónes se lê na boa.
Lá aparece aqui e além uma holandesa gira, uma inglesa com uns olhos espectaculares, uma calmeirona alemã toda cheia de motivos de interesse e muito, mas muito raramente, uma bela morenaça espanhola (e certamente com uma costela do lado de cá…). Mas basta entrarem as portugas em cena e é ver a estrangeirada toda ofuscada pelo porte da elite, a graciosidade nos gestos, a generosidade das formas, a alma que só uma “das nossas” consegue espraiar em seu redor.

Nunca duvidei desta premissa e sempre afirmei que apenas as brasileiras (e tá bem de ver porquê) conseguem dar luta às miúdas lusitanas. É tão óbvio que só assim se entende que nunca mandemos as mais bonitas aos concursos de misses. Seria como o Michael Schumacher na Fórmula Um, ganhava sempre a mesma (a portuguesa, claro está).

236_3662.JPG


E então as mães, amigas e amigos, é esmagador. Se nas chavalinhas ainda a coisa fica aparentemente equilibrada, quando se comparam as mães portuguesas com os batoques estrangeiros até dá gosto um tipo ter nascido numa terra tão feliz nessa matéria.
Estou rendido à sensualidade, à elegância, à diferença que as nossas mães fazem para melhor quando confrontadas com os desinteressantes barris com pernas (e não estou a falar apenas de tecido adiposo) que se desengonçam no meio da sua prole enquanto os respectivos consortes (sem sorte nenhuma) se regalam com a presença da beleza que esta Pátria consegue produzir em quantidade e qualidade astronómica.

Se insisto na óptica das mães (uma preferência minha) é porque dá a sensação que a generalidade das europeias abdicam da sua condição de mulher depois de experimentarem a maternidade. Desistem de lutar contra as inevitáveis marcas dessa violência que o seu corpo suporta e aceitam de forma passiva o fim da sua capacidade de luta por um visual atraente. E é aqui que as portugas se distinguem das outras.
Sofrem os mesmos efeitos das outras mas não se resignam, procuram soluções de indumentária mais favoráveis, combatem o excesso de peso, insistem na estética como uma componente indissociável da condição feminina.

Não há como dar a volta a isto, a maioria das mulheres gostam de se sentir atraentes e esforçam-se por obter resultados nesse domínio. Nada de errado nisso, pois são igualmente pessoas interessantes e não encafuam os cérebros numa mentalidade tacanha de mãe galinha (sem que por isso revelem um desempenho inferior ao das outras no que concerne ao papel que acumulam com o de mulher). Nota-se, esse equilíbrio que as outras parecem desdenhar, nos mais variados pormenores.
E começa a estender-se à rapaziada também, pois ninguém gosta de fazer má figura à beira do seu mulherão e as tradicionais barrigolas e o ar desleixado dos nossos patrícios começam a dar lugar a uma atitude mais preocupada com o aspecto e até com o calibre da conversação.
Os dias labregos das famílias patanisca estão a acabar e lá fora já deram por isso.
Ou então andam muito distraídos e preferem fazer de conta que não percebem.

236_3663.JPG


Eu percebi. E sou um português orgulhoso dos meus, sem precisar do futebol para alimentar o lado mais bacoco do patriotismo que nunca me abstenho de cultivar.
publicado por shark às 18:29 | linque da posta | sou todo ouvidos