Em paz

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Inesperadamente.
Abate-se sobre nós, como se fosse uma ave em voo picado, um turbilhão de Cor .

Desarma-nos, encanta-nos, quase nos subjuga.
E, ali, só nós e a Natureza, tomamos consciência da nossa pequenez e da vastidão do Mundo.
Mordiscando o caule de uma erva, enquanto aspiramos o ar morno da tarde, somos apenas mais um elemento da paisagem, perecível, como os restantes.
Que um dia desaparecerá, da mesma forma como apareceu. Do nada para o nada.
Por agora existimos. Em paz.
É aproveitar.

Mar
publicado por shark às 13:37 | linque da posta | sou todo ouvidos