A POSTA NUMA SÉRIE DE TRÊS

Se há coisa que o quotidiano marado a fervilhar de gente meia tola traz de novo aos apreciadores da Ficção Científica como eu é a maior facilidade de adaptação aos ambientes alienígenas.

Por isso mesmo acompanho três séries de FC com o dedo do McGiver (Richard Dean Anderson, um cromo porreiro) que protagoniza a primeira (Stargate SG1) e faz uma perninha aqui e além nas outras duas (Stargate Atlantis e Stargate Universe) sem estranhar qualquer bizarria extraterrestre.

 

Um dos aspectos mais apelativos desta trilogia é o requinte na concepção dos inimigos que os terráqueos enfrentam em qualquer dos três cenários.

O tal stargate que dá nome às séries é um dispositivo que permite viajar entre planetas sem necessidade de meio de transporte, a malta entra no que parece água no interior de um anel de pedra ou de metal e segundos depois sai por um outro anel situado num planeta e até numa galáxia distante. E é aí que dão de caras com os maus, sempre refinados filhos da mãe com poderes xpto. Eu passo a resumir, só para vocês apanharem a essência da coisa.

 

Temos o primeiro dos inimigos, uma criatura parecida com uma serpente mas com umas pernitas que lhe permitem introduzir-se nos hospedeiros, os humanos espalhados pelo universo por antigos habitantes com ligações egípcias (até as naves deles são pequenas pirâmides), e transformarem-nos numa espécie de escravos de um mauzão pior do que os outros.

Como se isto fosse ameaça menor para um planeta tão pacato como a Terra, a esses maus sucedem-se uns evangelizadores à bruta que tratam os humanos como os espanhóis trataram os Aztecas quando não aceitam a sua fé. Esses evangelizadores possuem, como é óbvio, poderes imensos e controlam as cabeças fracas da malta sem precisarem de se enfiarem no seu interior.

E ainda temos no SG1 os replicadores que, como o nome indica, multiplicam-se como coelhos. Só que são máquinas, parecem enormes aranhas de metal e isso causa enorme transtorno aos heróis da série: o McGiver, mas numa versão mais metralhadora e menos pastilha elástica chamado Jack O´Neill, um antropólogo e linguista que com tanto tiroteio se transforma aos poucos num fuzileiro com mestrado (Dr. Daniel Jackson), uma cientista que até é oficial da Força Aérea e por isso é tão boa na porrada como na inteligência brilhante e até é loura (Samantha Carter) e, para completar o quarteto de bons mais a boa, temos um dissidente do inimigo original (dos tais com réptil embutido) que fala pouco mas é grande como dois e dá um jeitão quando há sarilhos nos tascos interplanetários que eles vão conhecendo ao longo dos seus passeios pelos anéis.

 

Já a Stargate Atlantis reúne um lote diferente de heróis e desenrola-se a partir de uma colónia de exploradores que são enviados pelo tal anel mágico, só com bilhete de ida, para a cidade perdida da mitologia terrestre.

Os inimigos nessa série são igualmente muito maus. Trata-se de uma espécie mutante, uns insectos que de tanto se alimentarem de humanos acabam por ficar parecidos com eles, a falarem inglês e tudo. O problema é que continuam a alimentar-se de humanos e fazem-no de uma maneira que não lembra ao escaravelho: espetam as unharras no peito das pessoas e sugam-lhes anos de vida até a vítima ultrapassar o prazo de validade.

Ainda por cima os melgas dos maus possuem capacidade de se auto regenerarem e mais facilmente morreriam com uma boa borrifadela de baygon naqueles focinhos do que a tiro.

Mas pronto, a equipa da Atlântida lá vai dando a volta aos bichos das mais variadas formas.

 

Finalmente temos outro grupo de terráqueos, o da Stargate Universe, que se vêem a bordo de uma nave espacial com piloto automático sem poderem regressar à Terra.

As peripécias deste grupo nómada vão acontecendo quando param nos planetas para esticarem as pernitas enquanto a nave dos Antigos (os antigos habitantes da Atlântida) não parte para outra estrela (onde se abastece de combustível, assim numa visão futura dos carregadores dos carros eléctricos que andam a ser instalados em Portugal) ou para outro planeta com anel (o tal stargate) instalado.

Os maus, neste caso, tanto podem ser humanos desviados do bom caminho por alguma necessidade ou ambição como podem ser naves de guerra não tripuladas e programadas para destruírem toda a tecnologia diferente da sua, remanescentes da aniquilação total de duas facções em disputa.

 

Para mais pormenores, é procurarem na Zon o canal MOV ao final da tarde e assistirem a um episódio de qualquer das três séries, todas elas giras de acompanhar e sem nada de suficientemente estranho nos comportamentos da malta e mesmo dos maus para o telespectador comum se sentir desajustado.

publicado por shark às 11:14 | linque da posta