A POSTA NO MUSEU PORTUGUÊS DO SEXO

artes e leilões

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Um dos dois museus que visitei na minha passagem por Amesterdão foi o do Sexo. Sim, com a maiúscula que me merece um prazer que me tem acompanhado ao longo da existência para me compensar de coisas como as dores de dentes e assim.

De resto, muitos turistas como eu procuram essa oportunidade de visitarem um espaço dedicado a tão importante actividade humana. Determinante, se virmos bem as coisas.

Em Portugal não existe um Museu do Sexo e podia. Podia à grande e à francesa, pois se para um museu o espaço é importante aquilo que lhe dá razão de ser é o espólio.

E esse já a São Rosas garantiu, ao longo de muito tempo e dinheiro investidos num projecto que só por distracção ou por manifesta falta de visão estratégica ainda não foi abraçado por quem tenha a oportunidade de o conseguir.

 

Se eu fosse Presidente da Câmara de Lisboa nem pensava duas vezes. O potencial de atracção turística que vi na cidade holandesa seria aumentado de forma exponencial num país latino e de vocação anfitriã como o nosso e não me restam dúvidas de que seria um sucesso falado ao longo de décadas.

Aliás, mesmo que eu não fosse Presidente da edilidade bastaria ter a capacidade financeira para propor uma parceria que acredito muito lucrativa e seria meu o orgulho de o reclamar para a cidade onde nasci.

A São Rosas possui uma colecção notável de peças ligadas a esse fruto proibido (o turismo caseiro não faltaria), mais do que suficiente para garantir uma exposição digna de ser apreciada por quem gosta da fruta e não tem vergonha de o assumir.

 

Lamentavelmente, os anos vão passando sem que, por exemplo, a cidade das Caldas da Rainha, sem dúvida a mais adequada e a que mais sairia beneficiada com tal ex libris, tenha conseguido ultrapassar os obstáculos que impedem a concretização de uma legítima ambição por parte de quem já fez a parte mais importante e ainda por cima quer partilhá-la.

É de demoras assim que se tem feito o país que hoje nos faz deitar as mãos à cabeça, sistematicamente adiado na concretização das melhores ideias e das melhores iniciativas de que somos capazes.

 

E se continuam a fazer-se esquisitos, meus amigos autarcas e empreendedores regionais, a São Rosas é capaz de olhar para o lado de lá da fronteira e ver-lhe oferecidas as instalações que lhe faltam para a coisa acontecer.

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publicado por shark às 00:10 | linque da posta | sou todo ouvidos