FIM DE SEMANA DECISIVO PARA PORTUGAL

Num momento absolutamente decisivo para o país respira-se um ambiente de alguma tensão. Em causa está o futuro imediato da nação e os mais pessimistas recordam que nem sempre as previsões sairam confirmadas nas contas finais.

 

Com os protagonistas em relativo recolhimento, como é hábito nestas ocasiões, a população anseia um desfecho favorável e o assunto domina as conversas de café. É fácil constatar nas expressões dos transeuntes a preocupação com as possíveis consequências das decisões menos acertadas na escolha do elenco, nomeadamente pela aposta em figuras que no passado recente quase deitaram tudo a perder.

Por outro lado, é nítida a divisão entre os que defendem a esquerda como melhor opção e os que privilegiam a direita por sentirem que será a mais preparada para atingir os objectivos a que estão obrigados aqueles que forem escolhidos nesta altura.

 

Sendo notória a mobilização colectiva em torno de uma derrota daqueles que todos apontam, e os números comprovam, como os principais responsáveis pela posição que o país ocupa actualmente no contexto do desafio europeu, é igualmente clara a indecisão numa significativa camada da população relativamente às opções existentes e isso tem alimentado enorme polémica nas conversas de bastidores.

A ansiedade é enorme, sobretudo entre aqueles que mais sofrem as consequências de potenciais desaires, os cidadãos anónimos que não ganham salários de luxo ou mordomias inerentes às carreiras de topo nem podem interferir de forma directa na condução dos destinos do país mas sentem na pele os efeitos (que se temem catastróficos neste momento particular do percurso português) dos maus desempenhos e das derrotas sofridas por aqueles a quem compete guindar o país a uma integração em pleno no grupo da frente da ambição europeia que nos caracteriza.

 

Por tudo isto, Portugal vive um fim de semana que coloca (quase) tudo no prato da balança e torce para que ganhe o lado certo desta contenda.

E nas ruas, entre o povo que sofre por antecipação com o medo de um descalabro que o passado já provou possível, lê-se nos olhares a preocupação perante o que poderá derivar de uma escolha errada.

 

No entanto, é nítida a esperança de que a vitória sorria aos que apesar de alguns momentos menos bons possuem no seu currículo diversos momentos de glória que muito alegraram o país.

E nem a hipótese de serem escolhidos Eduardo e Helder Postiga em detrimento de Rui Patrício e Hugo Almeida arrefece a confiança que Portugal inteiro deposita num lugar cimeiro na luta pelo apuramento para o Europeu.

publicado por shark às 09:25 | linque da posta | sou todo ouvidos