A POSTA DEJÁ VU
Até nem torci por nenhum deles, pois nunca escondi qual é a minha escolha na matéria, mas prestei alguma atenção ao confronto porque uma pessoa nunca sabe se às tantas até acaba por valer a pena.
Percebi que no início uma das partes iria jogar ao ataque e assim aconteceu. Contudo, a defesa contrária foi dando conta do recado e acabou por tomar as rédeas da coisa a espaços.
Foi uma falsa sensação de equilíbrio, já que entre um favorito e um contendor que toda a gente dá por antecipadamente derrotado existe sempre uma estatística e raramente privilegia este último.
Quando se jogou no miolo do terreno, onde imperam a inteligência e a convicção, a balança pendeu para um dos lados e foi aí que o resultado final se construiu.
Apesar de um bom esforço de recuperação, o mais fraco acabaria por baquear diante da maior experiência e da melhor estratégia. O vencedor antecipado acabou por segurar a magra vantagem até ao fim e mereceu a tal vitória que se adivinhava, dado o desequilíbrio de forças em campo.
Portas e Porto estão em forma e eu tenho a malapata de torcer sempre mais um bocadinho pelos perdedores.
