PASSOS CURTOS

De acordo com uma sondagem (e esta vale o que vale, como as outras) divulgada há pouco na RTP Passos Coelho já só dispõe de seis por cento de vantagem no confronto directo com a seita de bandidos liderados pelo mau da fita.

Por outro lado, aquele (literalmente) partido muito bué que até teve o espírito de iniciativa necessário para apresentar uma moção de censura ao Governo está à beira de obter um grupo parlamentar capaz de partilhar o táxi com o Daniel Oliveira sem ficar nenhum de fora.

 

Existe neste apalpar de pulso do eleitorado, as sondagens que tanto influenciam (bem ou muito mal) as decisões dos líderes partidários que são como os blogueiros (nunca ligam aos contadores), algo de terrível, uma ameaça pendente sobre a cabeça de todos os aspirantes a talhantes que afiam os cutelos para esquartejarem a Nação.

É que torna-se difícil, um eufemismo para impossível, de explicar por parte dos arautos dos candidatos a salvadores da Pátria a ingratidão expressa nesta teimosia do povo em rejeitar a diabolização do grande satã demissionário.

 

Seis por cento. É essa a distância que separa os dois maiores partidos portugueses na tal sondagem (que vale tanto como as outras) que, a confirmar-se acertada, equivaleria a uma vitória laranja mas às rodelas: nem somados ao CDS/PP conseguiriam formar uma maioria no Parlamento e teriam, ó inclemência, que considerar negociar com o PS do malvado um acordo para viabilizarem uma governação estável.

Ora, se Passos Coelho já apontou para o céu e se afirmou na luta por uma maioria absoluta temos no horizonte um cenário de vitória com sabor amargo.

 

E o país, que precisa como nunca de escolher uma solução estável para a governação, já sabe como digerem no PSD essas coisas e qual o efeito que habitualmente isso produz na respectiva liderança...

publicado por shark às 22:04 | linque da posta | sou todo ouvidos