NAS LINHAS DA VIDA

As palavras a preencherem o espaço branco vazio, como o ar nos pulmões nas maiores inspirações que até podem nem passar de suspiros.

Uma a uma, ou várias de sopetão, a boca que respira em forma de mão que as solta, as palavras, espalhadas ao acaso pelo pensamento a arfar angústias ou aflições, alegrias ou emoções confusas, perturbadoras, aceleradoras do ritmo do coração e da cabeça, como as palavras depois de libertadas, palavras expiradas para diminuírem a pressão do autor que alimenta a fornalha interior como maquinista de uma locomotiva das antigas, cansada de trilhar um caminho predestinado nas linhas desenhadas por carris imaginários que traçam o destino no chão.

 

Que podem ser lidas pela sua alma cigana na palma de uma mão.  

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publicado por shark às 15:27 | linque da posta