A POSTA MAIS ACIMA

Escuta o som distante do trovão e decide nesse momento se preferes temer um tormento na tempestade vindoura ou acreditar na vontade indomável, salvadora, que te leva a ouvir a borrasca anunciada como uma mera despedida do temporal que já partiu.

 

Fixa o olhar no horizonte e decide nesse instante se aceitas recear o cinzento muito escuro que te ensombra no presente o futuro ou se antes desafias a sorte e te exiges forte o bastante para concentrar a determinação desse olhar no céu azul que te transmite a confiança necessária para abraçares a esperança de veres desaparecer ao longe a ameaça, mesmo que antes te vejas forçado a enfrentar um dilúvio, resguardado pelo abrigo que tiveste o bom senso de à cautela construir.

Enche o peito de ar e permite-te acreditares-te capaz de transformar a adversidade em apenas mais uma oportunidade de transcenderes as expectativas, de contrariares as energias negativas que drenam a tua para o impulso desertor.

Aprende a entender o amor como a couraça de cetim que te torna invencível, uma barreira invisível onde se esmaguem como insectos num pára-brisas os obstáculos que tu mesmo acabas por criar quando te deixas manipular pelo desespero de uma causa que não podes dar por perdida porque essa causa és tu mais quem tenhas a felicidade de te querer.

 

Abana com os safanões do vento no cimo desse rochedo de onde respiras o mar e opta entre o medo de naufragares ou a coragem de içares as velas do pensamento que serão asas para te elevar a um ponto ainda mais alto onde consigas vislumbrar o objectivo por alcançar e nada ou alguém te desviem dessa rota de colisão com os sinais da perdição que renegas.

 

Então concluirás que por muito que abanes nunca vergas.

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publicado por shark às 19:06 | linque da posta