À SAUDADE QUE MORREU

Saudade adormecida, verdade que se encontrava perdida no beco das negações.

O mimo das emoções fantasiadas, as palavras que se viram negadas quando se erguia mais alto o silêncio contraditório da voz da razão. Palavras que o coração bombeava mas a boca sempre calava quando acabavam de atingir, como um náufrago afogado à beira-mar, o ponto que julgavam ser o da sua salvação.

 

Saudade esquecida, mentira que se julgava escondida na travessa das omissões.

A farsa das imitações mal conseguidas, as palavras que se viram traídas quando subia mais alto o tom acusatório no calor da discussão. Palavras renegadas pelo coração mas que a boca sempre gritava quando tentavam agarrar-se, como trapezistas em plena queda no vazio, a algo que as poupasse à inevitabilidade da sua perdição.

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publicado por shark às 22:28 | linque da posta | sou todo ouvidos