A POSTA NA PARÓDIA VIRTUAL

e podes ter uma surpresa.gif

Uma das estratégias mais comuns na blogosfera é o recurso ao escárnio encapotado. Num texto dissimulado com uma estória banal, o blogueiro encaixa as suas atoardas por forma a ninguém poder acusá-lo de se dirigir a esta ou àquele alvo preferencial.
Regra geral, só os destinatários e meia dúzia de confidentes entendem o recado nas entrelinhas. É um bocado maçador, convenhamos, para quem está fora do “conflito” que se trava desta forma palerma.

Todavia, faz parte desta cena e um gajo tem que dominar as técnicas para poder vestir a pele de “profissional” e dar um ar espertalhão. Aprende-se depressa, esta arte da maledicência camuflada. Basta descobrirmo-nos visados numa posta menos conseguida por parte de um burgesso qualquer, um asno incapaz de fazer as coisas com elegância, cérebro betonado pelos desequilíbrios de uma vida sem sabor.
Quando os nabos dão nas vistas, demasiado insistentes nas referências que identificam os seus ódios de estimação, é porque o corpo lhes está a pedir chuva. É quase um requerimento para uma guerra comprada, uma paródia disputada com palavras que é divertida quando nos degladiamos com os melhores.

Mas são raros, esses mestres a sério do pontapé na boca virtual. Antes proliferam os patos-bravos, os chicos-espertos que se escangalham a rir com as suas invectivas sem eira nem beira, lançadas ao éter como fagulhas em seara de Verão.
A melhor opção é ignorá-los. Mas é de todo conveniente que alinhemos na brincadeira de quando em vez. Para arreganhar a dentuça e exercitar a musculatura cerebral.
Para não deixarmos a malta a brincar a sós e para fazermos ouvir a nossa voz no outro lado da linha, na outra margem do nosso monitor.

A minha próxima posta constitui um desses exercícios mentais. Inócua, sem nexo, construída com o único propósito de alinhar na brincadeira de um colega qualquer. E esta será apenas a versão softcore, pois é sabido que estas disputas juvenis assumem um crescendo que justifica o poupar de munições verbais para retorquir a algum excesso de linguagem. Que quase aconteceu, por via da falta de cuidado (respeito?) do atrevido em questão.
Nada que vos interesse ler, a posta que se segue, pois foi escrita com todo o carinho para os olhos de determinada pessoa.

Fica o aviso, apenas para vos poupar a uma estucha.
É que sai baratucha uma carta enviada por este meio.

E é mais rápida do que o correio azul.
publicado por shark às 18:31 | linque da posta | sou todo ouvidos