NÃO

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aqui





sei como, consigo tocar o intangível.
Ou talvez eu é que o seja. Como aqueles fantasmas que não sabem que o são.
Arrepio caminho, por entre os que parecem existir, no meio do ruído das conversas banais e ocupo o meu lugar.
Mas é o que não se vê que me interessa.
Registo fotogramas mentais dessa espécie de luz difusa que os envolve. Rosada aqui, negra mais ali, baça acolá.

Em todos os casos, a ausência do resplendor que só a verdade confere.


Mar

publicado por shark às 19:34 | linque da posta | sou todo ouvidos