FÁTIMA, FUTEBOL E O TRISTE FADO

Com a visita do Papa e o título de campeão para o Benfica sentiu-se mais do que nunca a falta da grande Amália nesta conjuntura aziaga.

Contudo, o seleccionador nacional de futebol, Carlos Queiroz, chamou a si a tarefa de desenhar uma convocatória para o Mundial da África do Sul que pudesse abranger em simultâneo as três vertentes que no passado terão servido para distrair as pessoas da pobreza (a de espírito também).

Para anestesiar de vez as dores da crise financeira que nos ameaça com a bancarrota, o professor Carlos entendeu por bem ignorar o excelente momento de forma de alguns jogadores campeões, nomeadamente o guarda-redes menos batido da Liga Portuguesa, bem como virtuosos do nível de um João Moutinho, para apostar em incógnitas, em jogadores parados há seis meses ou noutros que se arrastaram pelos relvados ao longo da época.

 

Temos assim o Futebol (por inerência), o Fado (por antecipação) e Fátima (pois só ela nos poderá valer com líderes tão trapalhões nas suas escolhas).

publicado por shark às 09:08 | linque da posta | sou todo ouvidos