COM OS MEUS BOTÕES

Nem sempre o caminho mais correcto, o procedimento adequado, corresponde no resultado ao que nos propomos obter.

A vida tem o dom de desfazer as certezas absolutas, as jogadas aparentemente astutas com as quais tentamos contrariar qualquer imprevisto, a causa e o efeito como parte de realidades distintas que nos obrigam a repensar a cada instante o quanto é importante não caminhar no arame sem a garantia de uma rede que nos ampare do chão.

 

A nossa influência nos outros, como na vida, não passa de uma ilusão de tão imprevisíveis nos revelamos na forma como nos adaptamos em função das prioridades que precisamos definir.

E de pouco vale insistir, mesmo variando a receita que afinal até pode tornar perfeita a situação para quem busca apenas um interesse egoísta ou se assume contrabandista das emoções.

Não passam de ilusões quaisquer veleidades de alterar as realidades determinadas pelas circunstâncias e que se reflectem nos desfechos que nos desiludem ou nos sinais que nos confundem e assim desmentem o que temos por certo e nos conduzem a uma travessia no deserto da insegurança, da desilusão.

 

Mesmo quando tentamos agarrar-nos à razão, a uma lógica infalível que afinal se prova quase sempre impossível de equacionar onde as variáveis se multiplicam a um ritmo infernal, e buscamos a serenidade na fuga aparente, um passo atrás para o dobro em frente, constatamos que de facto nunca paramos de recuar.

 

Claro que não deixamos de lutar, se é essa a massa que nos faz.

Mas por vezes os desafios tão exigentes colocam em causa até aquilo de que uma pessoa se sente capaz.

publicado por shark às 18:52 | linque da posta | sou todo ouvidos