ANCIÃO

Um velho sentado no cais a olhar o infinito dentro de si. Fechado, calado, sozinho, zangado.
Um velho ali parado a olhar ao longe o mar que não vê porque não está ali. O velho, rezingão. A ruminar a sua solidão para a transformar noutra coisa qualquer.
Um velho que olha sem ver. Perdido, esquecido, sozinho, cansado. Horas a fio.

 

Sentado no cais a olhar o vazio. 

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publicado por shark às 23:35 | linque da posta | sou todo ouvidos