DOIS MUNDOS

Cinco pessoas foram condenadas à morte no Irão, pelo seu papel nas recentes manifestações anti-regime.

Se já soa abjecta a prisão de seres humanos por delitos de opinião ou por quererem exercer o seu direito à liberdade de expressão, a aplicação de penas capitais com base nesses pretextos constitui por si só uma base mais do que suficiente para instigar uma repulsa imediata contra os líderes iranianos (ou de qualquer outro país e/ou religião) que ultrapassa largamente a bonomia da tolerância para com diferentes formas de entender a vida que o mundo alberga.

 

Mas a gaita é que nesta reacção hostil instintiva reside um paradoxo quanto à origem da respectiva manifestação.

publicado por shark às 10:51 | linque da posta | sou todo ouvidos