A POSTA QUE SÓ EDITO ESTRELAS

Há pouco tempo referi uma partida pregada às editoras livreiras por um jornal português. Em causa estava uma obra de Vergílio Ferreira e nenhuma das editoras que receberam o manuscrito se predispôs a publicar.

Isso diz tudo o que precisamos saber acerca do panorama nacional na matéria.

 

Contudo, o Independent refere um escritor norte-americano que levou a cabo um esquema semelhante com base no plágio de um livro de Jane Austen e o resultado não foi diferente: em dezoito editoras apenas uma reconheceu o plágio e nenhuma aceitou publicar o livro da consagrada autora.

Mais caricato ainda, a Pinguin, editora que detém os direitos de publicação da obra não a reconheceu...

Acabariam por reconhecer que provavelmente o manuscrito não foi lido sequer.

 

A falta de brio e de respeito implícita nesta confissão de mal menor (antes a incompetência e o desleixo do que a ignorância assumida) traduz aquilo que qualquer aspirante a autor/a sente quando depois de completar o seu trabalho se vê na contingência de enviar o mesmo a organizações que todos sabemos funcionarem assim.

 

Mais grave é percebermos que este estado deplorável de coisas globalizou...

 

 

publicado por shark às 00:39 | linque da posta | sou todo ouvidos