QUERIA



muito que os outros imaginassem que tinha sido diferente daquilo que, na verdade, fora.
Talvez assim, aos seus próprios olhos, se pudesse engrandecer...não admitir a derrota, a frustação.
Utilizava os esquemas do costume, de alcance virtual quando o que queria mesmo era o doce calor de uma pele, a carícia no cabelo que nunca pudera provar. Talvez assim se convencesse de que só tinha sido um sonho a rejeição. Insistia na cegueira que, aos olhos de quem sabia a verdade, soava tristemente patética.
Só, uivava à lua cheia sempre que lhe parecia que o apelo podia lá chegar. Onde nunca fora.

O bom das palavras é que nos podem transformar em heróis e conquistadores. O mau é que não substituem um beijo, o quente de um colo ou o brilho do olhar.

Mar
publicado por shark às 20:30 | linque da posta