PAS(S)ODOBLE

Passos que se dão, decisões que são tomadas em função das circunstâncias e ao sabor das conveniências de quem pretenda caminhar e precise avançar na melhor direcção.

Passos que se dão, alguns bem ponderados e outros que talvez não. Precipitados, na maioria, por a vida não nos permitir sequer pensar nas escolhas impossíveis que se convertem em dilemas terríveis para enfrentar.

 

Relativos, afinal, depois de passado o tempo, depois de esgotado o momento ao dispor para se corrigirem as asneiras ou apenas evitar as cenas foleiras que possam derivar de um conflito de interesses qualquer, daqueles que a vida requer se não aceitarmos o conformismo ou a resignação como hipóteses.

Passos que se dão, atitudes, a escolha entre mentiras e verdades que disfarçam os escolhos no caminho ou antes os expõem na sua condição.

Determinantes, decisivos, nunca serão passos perdidos se reflectirem a razão ou espelharem o coração tal e qual ele se revelar.

São passos que temos a dar ao longo do percurso que definimos por entre os rumos que o vento do acaso nos soprar.

 

Passos que se dão, necessários. Nem sempre os mesmos porque são vários os impulsos que os orientam, as emoções que se sintam, correria, as obrigações que implicam em demasia a cedência aos passos trocados pelas voltas que a vida dá.

São passos que queremos dar já, mas não podemos. E é em vão que adiamos as rupturas inevitáveis, os passos inadiáveis no sentido de resolver, obrigatório, mesmo um problema transitório que possa implicar uma passada em sentido único para a nossa degradação interior.

Às vezes são passos que se dão por amor ou, paradoxal, se abdicam pelo mesmo sinal do código desta estrada da vida que por vezes nos impõe uma causa perdida pela qual temos que lutar com a máxima determinação.

 

Passos que se dão pelas mais variadas motivações, por entre os espaços que o destino nos franqueia em matéria de opções e parece uma excelente ideia tudo quanto não implique parar como o tempo cedo ou tarde acabará por impor.

 

São os passos que precisamos dar.

Mesmo perante o risco constante de tropeçar.

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publicado por shark às 22:01 | linque da posta