OS GRANDES AMIGOS DO ALHEIO

E eu tinha lá na repartição sicrano, um grande amigo, e de vez em quando até iamos almoçar com fulano, outro grande amigo que eu tenho, e as coisas resolviam-se assim.

Depois eu pergunto-lhe se ainda mantém contacto com esses grandes amigos que no passado foram seus cúmplices nos esquemas paralelos de influências que se instalam nos feudos criados por todo o lado, "nesse tempo" que é qualquer tempo num país permanentemente a saque.
E percebo que não, os tais grandes amigos são apenas referências e todos são grandes amigos quando alinham ou pelo menos calam o conhecimento dos favores que constituem tradição de cima a baixo e enriquecem alguns particulares enquanto empobrecem esta realidade chamada Portugal.
 
E não consigo respeitar o ancião em causa, nem aturar-lhe o discurso nacionalista, racista e xenófobo com que aponta o dedo às culpas e aos culpados a que se sente alheio porque desviou (roubou) mas não foi apanhado porque entre grandes amigos não é pecado desde que toda a gente saia a ganhar qualquer coisita.
 
E tenho pena do meu país. 
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publicado por shark às 11:08 | linque da posta | sou todo ouvidos