GANGBANG - O REGRESSO AO COLECTIVISMO MAIS RADICAL

Seguindo a tradição deste charco em matéria de novidades acerca de sexo, e embora seja óbvio que muitas dessas novidades não o são para quem como eu acompanha o assunto muito de perto, hoje entendi falar de mais uma expressão nova que encontrei nas minhas deambulações em busca de receitas de culinária (sim, uma pessoa depara-se com as coisas mais bizarras quando googla expressões como comer, chupar e outras associadas à gastronomia e assim). Essa (para mim, que de política não percebo nada) nova expressão que quero partilhar convosco é esta: gangbang.

 

Como o próprio termo indica, trata-se de um fenómeno colectivo. Mais concretamente de uma reunião de cavalheiros, notei que abaixo de quatro a coisa não tem o mesmo estatuto, com uma donzela para fins recreativos. No caso concreto, a paródia incide na desbunda da moça por parte do tal gang que lhe dá um bang.

Ou seja, é um momento muito trabalhoso para a visada. A ideia é a protagonista do gangbang disponibilizar todos os seus recursos para a rapaziada se ir entretendo de acordo com as vagas em aberto. E pelos exemplos práticos que analisei com absoluta isenção e rigor (quase) científico, só mesmo para poder escrever esta posta e tal, a coisa é muito bem coordenada e ninguém se atrapalha.

Claro que a rapariga tem que estar em excelente forma física, pois cada um dos senhores com quota naquela autêntica cooperativa tende a dar o seu melhor para se superiorizar de alguma forma aos restantes, a competição entre machos que dizem sempre acontecer nestes fenómenos de grupo e que acaba por beneficiar o desempenho de cada um ao ponto de poder tornar-se extenuante quando são mais de quatro atletas a exibirem os seus argumentos. Teoricamente, porque apenas posso deduzir com base nas reacções das moças que pude observar nessa tarefa, isso até serve os interesses de quem não se deve meter naquilo se não gostar mesmo muito de actividades lúdicas com base no espírito de equipa.

 

Impressiona-me neste fenómeno do gangbang a forma como os adeptos da coisa (os adeptos com pila, no caso concreto) se entendem de forma espontânea na definição dos turnos, para além da sua capacidade de conviverem na boa com a profusão de fluidos que uma actividade deste género sempre acaba por gerar. De forma ordeira, lá vão rodando entre si e tudo acontece dentro da maior fraternidade, algo sempre bonito de ver, sem atropelos nem disputas.

 

Na prática do gangbang podem, no entanto, assumir-se diversas tácticas e posso adiantar que as mais populares consistem no 1x1x1x1x1 (mais rara, cada um vai-se servindo em doses individuais e cede depois a travessa de iguarias ao comensal seguinte até toda a gente se sentir plenamente satisfeita), no 3x2 ou versão grelhados brasileiros (o extremo oposto, no qual todos os recursos disponíveis são utilizados em simultâneo, muitas vezes na óptica do rodízio), ou ainda na versão logo se vê, sem disciplina táctica que não a da (dis)posição do momento.

 

Muito mais haveria para dizer (e para fazer) neste tema fascinante, mas quero acreditar que qualquer de vós já consegue ter uma noção bastante aproximada do conceito em causa e por isso me despeço, à Sousa Veloso, até um próximo programa.

publicado por shark às 13:56 | linque da posta | sou todo ouvidos