VOTO MAIS ÚTIL NÃO HÁ...

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Toda a regra tem excepção...

... Mas gostava que a composição dos governos fosse determinada pelos mesmos critérios com que se designam os seleccionados para a nossa equipa nacional de futebol.
No Governo ou na oposição, os partidos trabalhariam para promover o desempenho dos melhores de entre si e só os melhores chegariam ao poder. Um só objectivo, muito acima de quaisquer ideologias, servir bem a Pátria que os escolheu para liderar uma mudança efectiva para melhor.
Políticos com seriedade, com pudor, rigorosos, determinados em recolherem orgulhosos o reconhecimento de um país que é o seu. Cidadãos capazes, conhecedores, acima da média na competência e na motivação.
Que me importa se a Manuela Ferreira Leite toma conta das Finanças se, por outro lado, o Francisco Louçã tiver a seu cargo o Trabalho e a Segurança Social? Que me interessa se o José Sócrates é o Primeiro-Ministro, se a equipa por ele chefiada integrar os mais qualificados de qualquer partido ou mesmo de um movimento de cidadãos com impacto visível na melhoria das condições de vida dos portugueses?
Nessa perspectiva, porque haverei de preocupar-me se é comunista o Ministro das Cidades, sendo quase unânime a noção de que é boa a capacidade de execução dos autarcas PC? Ou se o Ministro da Saúde é um excelente gestor hospitalar militante do PP?
A minha preocupação é a estagnação de uma Democracia entregue ao livre arbítrio das segundas e terceiras escolhas, um sistema que repele em vez de atrair os publicamente aceites como melhor qualificados para dada função. Limitados pelas idiotas guerrilhas inter pares, os partidos condicionam a ascensão das pessoas à sua habilidade política, a uma boa gestão de alianças circunstanciais. Nada tem que ver com mérito ou valor intrínseco, mas apenas com o talento para a representação e a astúcia para farejar as oportunidades de promoção onde quer que estas surjam e sob quaisquer condições. Dá vontade de votar em branco e de fazer uma campanha eleitoral digna de um Prémio Nobel da Literatura.
Gostava de votar em candidatos com provas dadas na construção de um país melhor, em vez de líderes políticos de fachada, manietados pelas diversas pressões. Gostava de votar com a certeza de que contribuo com o meu quinhão para o bem do meu país.
Isto é pedir demais a uma democracia, porra?
publicado por shark às 14:46 | linque da posta