ANO (DE) NOVO




Não faço balanços nem invento bem-intencionadas resoluções de Ano Novo.
Sou quem sou, aquela que sempre fui e que continuará a ser depois de passada mais uma página do calendário. De 31 para 1 do ano da graça de 2005 para o de 2006. Igual a tantos 31 para 1 de tantos meses, dos 41 anos que vivi até hoje.
Não abro champanhe nem sopro cornetas de papel ou danço sob uma chuva de papelinhos brilhantes. Sou capaz de ver o fogo-de-artifício.
Não tenho ilusões de me tornar melhor do que sou, de sorrir mais vezes que aquelas que estarei de neura, de amar mais ou de maneira diferente do que tenho amado.
Será o que tiver que ser, aquilo que eu souber e quiser fazer, 365 dias que hão-de passar tal como passaram os anteriores e os outros antes desses. Pode ser que me apeteça viajar até à lua, saltitar pelas poças de chuva ou colher flores raras para oferecer a alguém. Ou não.

Serei igual a mim própria, poço de virtudes e defeitos, caminhando pela vida com um único objectivo: o de fazer felizes os que dependem de mim. E, se o conseguir, isso chega-me.

A vocês, desejo-vos tudo o que mais ambicionem.

Mar
publicado por shark às 14:00 | linque da posta | sou todo ouvidos