A POSTA PIEGAS

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Se alguma vez eu estiver mais de 30 dias sem blogar podem ter como certo um de dois pressupostos: ou estou internado num hospital ou morri.
Impedimentos da mais diversa ordem, desde o impensável ridículo até ao mais próximo que se arranja de tragédia grega, afastaram-me da blogosfera por mais de 48 horas. É terrível, para um blogueiro com uma ligação forte à coisa. Eu descobri, com esta ausência forçada, que estou mesmo muito ligado à coisa. E a coisa são vocês, pois o que eu digo ou faço aqui não tem importância nenhuma se eu guardar o meu trabalho para consumo interno ou se vocês não lhe passarem cartão.
Tive saudades, assumo. E não tive saudades de postar, mas sim das vossas reacções ao que posto. Também senti a falta do que os outros blogam, de me rir, de pensar acerca de assuntos que não me ocorreriam, de aprender as lições que esta dimensão virtual da minha vida ensina. Eu gosto de aprender e sinto necessidade de saber mais e de partilhar convosco o que sei e o que sinto, de me divertir com as vossas reacções e com as minhas.
Já por diversas vezes referi que o meu fascínio pela blogosfera assenta num único pilar: as pessoas que blogam. Blogueiras e blogueiros, comentadoras e comentadores, gente na sua maioria porreira e interessante a que esta gratificante actividade me permite aceder. É aí que reside a motivação para espartilhar ainda mais o meu tempo para nele encaixar esta minha nova paixão.

Sinto a vossa falta como se vos conhecesse há uma data de anos. Isto pode soar piegas, mas estou-me nas tintas. A minha matriz latina descontrola-me as emoções e toda a vida tenho enfrentado as consequências, boas ou más, desta propensão para extremar de forma irracional os meus amores e os meus ódios. Faz parte do que sou, deste tubarão forçado que queria ser golfinho mas a blogosfera não deixou. Um esqualo de água doce, barbatanas bem estendidas para o abraço que vos quero dar. Todos os dias, de preferência.
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publicado por shark às 09:59 | linque da posta | sou todo ouvidos