A POSTA QUE TÁS MESMO A PEDI-LAS

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Ao longo da minha presença na blogosfera tentei entendê-la. Não consegui, como os factos comprovam, mas aprendi a lidar com alguns dos seus fenómenos mais comuns.
Como o do tradicional insulto, mais ou menos polido, que sempre alguém gosta de deixar na caixa de comentários de algum(a) blogueiro(a) com quem embirrou.

Deve ser tentadora, esta bebedeira de liberdade que nos permite insultar sem castigo, vilipendiar sem sentido ou simplesmente dizer nas trombas de um bacano que não se gosta do gajo e tá a andar.
É óbvio que não podemos fazer jogo duplo nestas coisas. Se abrimos a caixa, temos legitimidade para apagar o que não corresponda aos nossos anseios mas aí traímos o espírito da coisa.
Esta questão ética, numa altura em que me apresto a encerrar o meu ciclo blogueiro, tem mexido com a minha consciência.

Eu tenho um blogue. Sou o dono, ponho e disponho porque pago para o ter. Posso por isso apagar os comentários que quiser, clique e já está, bloquear IPs aos mais insistentes e por aí fora.
Mas isso é uma forma de cercear a liberdade de expressão e assim fomentar a hipocrisia nas relações virtuais. Uma coisa que colide contra os meus princípios nesta hora dos fins.
Por isso sou livre de abrir uma excepção e permitir que toda a gente que por aqui passa e não gosta do blogue, do autor, da cor das suas cuecas, seja o que for, possa exprimir livremente a sua opinião, sem receio de cortes ou de censura. Uma espécie de catarse colectiva, onde podemos livremente exprimir o nosso desagrado e até obtermos uma reacção.

Claro que preferia que evitassem os palavrões, por exemplo, isto para evitar o avacalhamento da iniciativa e para lhe conferir a credibilidade de que necessita para ser um exercício satisfatório para todas as partes envolvidas. Até porque dói muito mais uma crítica fundamentada do que uma boca sem justificação e já reconheci que não sou nenhum doutor e dou o "corpo" ao manifesto nas minhas limitações identificadas.
Não estou a brincar. Se tiverem algo para dizer de desagradável, aquilo que sempre quiseram deixar no charco para memória futura, esta é uma oportunidade única para o fazerem de uma forma definitiva e com a devida projecção.
A melhor tirada será transformada numa posta, com crédito ao autor pelo peso que representam as críticas no conjunto dos comentários e no funcionamento global da blogosfera.

Naturalmente, não deixarei de oferecer uma oportunidade a quem pretenda fazer o contrário. Democracia é assim e o meu ego tem as mesmas carências dos das outras pessoas que blogam. Mas estou certo de que num caso como no outro poderei contar com a generosidade habitual de quem me ajudou a construir o charco e/ou a dar-me cabo da paciência e das condições para o manter.

Vamos lá, não se acanhem. Caixa aberta e despejem lá o saco de uma forma original e que vos satisfaça a sede de cascar no coirato do tubarão. Prometo responder de forma isenta e frontal a todos os comentários (até porque não tenho nada a perder, nesta pele de defunto anunciado) e assim merecer o vosso empenho.
Podem ser anónimos ou não, tanto faz. Pontos nos is é agora ou nunca. E escusamos de ficar com cenas atravessadas e ainda damos um excelente exemplo de sinceridade e de poder de encaixe que poderá fazer escola, na base da terapia de grupo mensal ou coisa que o valha.

Caixa aberta, desafio lançado.
Estou à vossa inteira disposição.
publicado por shark às 20:40 | linque da posta | sou todo ouvidos