A POSTA QUE NÃO LIGAY AOS PRETEXTOS DE TRETA

 

Se concordo? É irrelevante a minha posição nessa matéria, tanto quanta a legitimidade que reconheço seja a quem for, a um país também, para avaliar a legalidade das minhas escolhas amorosas ou das minhas preferências sexuais quando estas não envolvam menoridade ou ausência de consentimento por parte de quem comigo se envolva.
Tudo o que vá além disso pertence ao domínio da minha esfera privada e ninguém, nenhuma nação, possui o direito de interferir de forma negativa (como tudo o que se torna ilegal assume) nesse espaço que é só meu e de quem o entenda partilhar.
 
E se o Estado, qualquer Estado, não possui mandato sequer para opinar acerca das minhas escolhas ainda menos lhe reconheço capacidade para me vedar o acesso à sua formalização do ponto de vista social. Esse veto corresponde necessariamente a um gesto de reprovação, a um sinal que se transmite a uma população quanto ao que se deve considerar certo ou errado, a uma influência pública no plano privado que não se admite numa sociedade como a que alegamos defender. E essa é diferente das outras que se arvoram o direito de proibir tudo quanto saia de um padrão qualquer que, por norma, corresponde aos ditames de uma religião e associa-se a uma versão fundamentalista.
 
É isso que está em causa para mim na questão que hoje será rejeitada à força (disciplina de voto é isso mesmo, não me lixem) por uma maioria absoluta de palermas que permitiram um golpe sério na sua imagem de pessoas capazes de pensarem e de observarem o mundo que as rodeia, de representarem a todo o tempo a vontade popular em lugar de cederem aos critérios político-partidários e suas agendas sem nexo que em nada reflectem a verdade do tempo e dos factos como a vida os apresenta, sem tretas.
 

Aos meus olhos, tão disciplinados que são, os deputados rosa desta Nação não passam de tristes marionetas.

publicado por shark às 11:41 | linque da posta | sou todo ouvidos