ÁGUA NO TECLADO

Mesmo quase no fim de um dia de trabalho que não se pautou pela agradabilidade, a cereja no topo do bolo foi despejar um copo de água no teclado do meu velho portátil IBM quando estou em plena transição para um novo que entretanto adquiri ao meu agente TMN.

Para além de constatar que o meu IBM tem sete vidas como os gatos (marca registada) fiquei a saber que a troca de um portátil é quase como uma mudança de casa.

Senão vejamos: um gajo acaba sempre por se surpreender com a quantidade de traquitanas que vai acumulando em tudo quanto é gaveta ou arrecadação, bem como com a multiplicação de peças de mobiliário de que nem se dá conta ao longo do tempo.

Por outro lado, a pessoa estranha tudo e passado o instante inicial de entusiasmo pelo efeito novidade começamos a descobrir que o teclado... enfim... não é tão à nossa maneira e que o monitor não tem uma cor tão natural e mais uma data de pequenos quês que camuflam o receio natural perante a mudança e a nostalgia que assenta sobre o teclado (ou o telhado) que nos acompanhou ao longo de uma porção de vida.

 

Ontem o dia não correu muito bem. Mas depois de um copo de água despejado nas teclas de um portátil ligado à corrente (em desespero de causa e enquanto a desgraçada da máquina se desdobrava em avisos de pane, ocorreu-me desligá-lo da tomada. A bateria não achou piada à desconsideração...) e de meia hora de secador de cabelo, ter o computador a funcionar na perfeição (tirando umas luzinhas no "tablier" que agora estão sempre acesas e dantes nem piscavam) é de mijão ou não é?

publicado por shark às 10:08 | linque da posta | sou todo ouvidos