A POSTA NOS SALVADORES DA PÁTRIA

Cada vez com maior ruído, surge no horizonte insular a voz do sumo-cacique português como possível impulsionador de algo a que apelida de “partido social federalista” e que se situará, diz o cromo, ao centro do espectro político-partidário.

Aliás, no meio (o tal centro) parece estar a virtude de tudo quanto é projecto de novos partidos e movimentos, como já acontece com o liderado por Rui Marques (o Movimento Esperança Portugal) e aconteceu com o PRD de má memória.
 
Se da figura do inefável Alberto João Jardim já dei por diversas vezes conta da minha opinião, execrável veste melhor a ideia, da de Rui Marques retive o rabinho entre as pernas do Lusitânia Expresso que até levava o General Ramalho Eanes a bordo e que protagonizou uma das iniciativas mais palermas de que me lembro assim de repente.
Em ambos reconheço a sede incontida de protagonismo que no caso do destrambelhado líder madeirense se justifica pelo menos ao nível local mas no do outro personagem não entendo por onde possa ter pernas para navegar, perdão, para andar.
 
Da mesma forma, vislumbro o oportunismo inerente ao lançamento dos tais novos partidos no aproveitamento de uma conjuntura extremamente negativa para a imagem das actuais estruturas partidárias bem como, a busca do “centro” o confirma, das próprias ideologias “queimadas” no contexto da alternância democrática no poder que configura um binómio esquerda/direita que poucos reconhecem nas respectivas diferenças.
E se para Rui Marques a visibilidade da iniciativa equivalerá à teimosia indómita de um Manuel Monteiro, no caso de Alberto João tresanda a coelho saído da cartola despeitada pela recente falsa partida (nenhuma partida) na disputa da liderança laranja.
Pelos argumentos que conheço a um e a outro, nenhum dos ditos partidos engloba no seu discurso algo de concreto para alimentar a tal esperança Portugal ou mesmo a virtude federalista da solução de recurso de um dinossauro em final de época.
 
Como qualquer cidadão deste país em acentuado declínio em mais do que um aspecto crucial, anseio por ver renovado o leque de opções eleitorais (perdida a fé numa revitalização interna ou no ajustamento realista de qualquer uma das já existentes).
Porém, não estou receptivo a mais do mesmo no que respeita à promoção de figurinhas e de figurões à custa do desencanto instalado com a sua conivência ou mesmo com a interferência directa no rumo dos acontecimentos.
Prestei alguma atenção a outra (para todos os efeitos) falsa partida de uma alternativa encimada por Manuel Alegre, como me assumo disponível para me inteirar de qualquer iniciativa concreta no sentido de reverter a triste evolução a que a fraca prestação dos partidos e dos políticos que os deixaram desacreditar nos perspectiva.
 

Mas não contem com o meu entusiasmo para tiros de pólvora seca ou para cantos do cisne disfarçados de opções sérias para uma Nação precisada mais de acções e menos de pavões.

publicado por shark às 13:31 | linque da posta | sou todo ouvidos